O “melhor ano da carreira” de Cristiano Ronaldo, nas palavras do próprio jogador, foi coroado nesta quinta-feira. Durante o evento de sorteio dos grupos da Champions League 2016/17, o atacante do Real Madrid foi apontado pela Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) como melhor jogador de 2015/16 na Europa.

Os outros concorrentes eram o galês Gareth Bale, seu companheiro de equipe pelos merengues, além do francês Antoine Griezmann, que defende o rival Atlético de Madri.

“Vocês também mereciam vencer esse prêmio, pois são jogadores fantásticos”, cumprimentou Cristiano, logo após ser anunciado vencedor no evento realizado em Mônaco.

Era difícil mesmo derrotar o gajo nesta eleição, que teve votos de técnicos, jogadores e jornalistas. Afinal, o camisa 7 conquistou a Liga dos Campeões com o Real Madrid, sendo o artilheiro da competição, além de ter sido um dos grandes responsáveis por dar o inédito título da Eurocopa à seleção de Portugal.

“Em termos de troféus, foi possivelmente o melhor ano da minha carreira. Depois de vencer a Liga dos Campeões, ser campeão da Eurocopa com o meu país tornou a minha temporada extraordinária. Isso vale coletivamente e individualmente, porque fui o artilheiro da Champions e fiz uma boa Euro”, disse CR7, à revista World Soccer.

Durante a temporada 2015/16, o luso fez 48 jogos e 51 gols pelo Real Madrid, o que dá uma absurda média de 1,06 gol/partida. Foram 35 tentos no Campeonato Espanhol e mais 16 na Champions.

Já pela seleção portuguesa, ele acumulou 15 jogos e 9 gols, média de 0,6 gol/partida. Os mais importantes foram os dois anotados contra a Hungria, que classificaram Portugal na fase de grupos da Eurocopa, e também contra País de Gales, na semifinal da competição, em uma partida muito disputada em Lyon.

Entre outros recordes individuais quebrados por CR7 durante a temporada, ele tornou-se o primeiro atleta na história a marcar em quatro edições diferentes de Eurocopa (2004, 2008, 2012 e 2016), além de ter igualado o lendário francês Michel Platini como artilheiro histórico do torneio de seleções, com 9 gols.

A eleição de melhor da Europa deve cimentar o caminho de Ronaldo para receber seu 4º prêmio de melhor jogador do mundo no próximo Fifa Ballon d’Or, que será realizado em janeiro do ano que vem. Ele já faturou a honraria em 2008, 2013 e 2014.

Na atual temporada, ele ainda não fez sua estreia, já que ainda se recupera da lesão sofrida na final da Eurocopa. Na ocasião, ele levou uma entrada forte do francês Payet no joelho, e foi substituído ainda no início do primeiro tempo. Na prorrogação, porém, o atacante reserva Éder chocou o Stade de France e marcou o gol do título dos lusos.

Início complicado, final feliz

Apesar do título da Liga dos Campeões, CR7 e o Real Madrid não começaram bem a última temporada. Durante o primeiro semestre, a equipe não conseguiu apresentar um bom futebol sob o comando de Rafa Benítez. Para Ronaldo, a mudança de nível ocorreu após a troca do técnico, com o francês Zinedine Zidane assumindo.

“O ano teve um pouco de tudo. Não tivemos um bom início, ou não começamos como queríamos, mas terminamos bem, essa foi a essência da temporada. Acho que com a chegada de Zidane muitos aspectos do time melhoraram”, comentou o atacante.

Com boa relação com Cristiano, Zidane (ex-treinador do time B) chegou ao Real Madrid no início de janeiro deste ano, quando o Real ocupava a 3ª colocação do Campeonato Espanhol e ainda estava nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

No comando, o francês levou o time ao título europeu e disputou até a última rodada o título do Espanhol com o Barcelona, mas terminou na vice-liderança.

Já na Eurocopa, Portugal passou aos trancos e barrancos na primeira fase, mas embalou depois nos mata-matas, mesmo jogando um futebol burocrático, levando o inédito troféu em uma batalha épica contra a anfitriã França, em pleno Stade de France.

Fonte: Uol.com

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