21.7 C
Ipu
quinta-feira, abril 30, 2026
Início Site Pagina 889

Disputa política afeta controle de obras contra a seca no Ceará

CRATEÚS, CE, BRASIL, 27-02-2015: Cano da adutora que leva água do açude Araras para a cidade de Crateús. Seca em Crateús. (Foto: Rodrigo Carvalho/O POVO)
CRATEÚS, CE, BRASIL, 27-02-2015: Cano da adutora que leva água do açude Araras para a cidade de Crateús. Seca em Crateús. (Foto: Rodrigo Carvalho/O POVO)
CRATEÚS, CE, BRASIL, 27-02-2015: Cano da adutora que leva água do açude Araras para a cidade de Crateús. Seca em Crateús. (Foto: Rodrigo Carvalho/O POVO)

Em meio a uma das secas mais longas já registradas no Ceará, União e Estado travam disputa sobre a execução de obras emergenciais contra a estiagem. O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) transferiu para o Departamento Nacional das Obras Contra as Secas (Dnocs) a execução de várias das ações emergenciais em estados do Nordeste. A decisão foi criticada pelo governador Camilo Santana (PT). Mas, até aliado de Temer no Ceará protestou, caso do deputado federal Danilo Forte (PSB).

As obras afetadas são compartilhadas entre Estado e União. Recebem verba federal, mas estavam sob administração estadual. Agora, parte será transferida ao Dnocs.

De acordo com Francisco Teixeira, secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, a instalação de adutoras de montagem rápida e o abastecimento à área urbana por carros-pipa serão as principais ações afetadas. A construção de dez adutoras estava entre as medidas previstas para receber parte dos R$ 790 milhões liberados pelo Governo Federal para ações contra a seca no Nordeste. O repasse para as adutoras deve tomar R$ 42,7 milhões.

Camilo Santana reclamou da transferência da gestão das obras para o Dnocs. “Achei que foi um erro do Governo (Federal)”, disse o governador cearense. Camilo afirmou que a preocupação é sobre a velocidade de execução dos projetos, diante da mudança de gestão. “Se A, B ou C vai executar, o importante é que seja feito, porque as pessoas estão passando sede”. Ele também afirma que a decisão contraria acordos já assinados. “Independente do governo, compromissos precisam ser honrados”, disse.

Preparo para execução

Teixeira se preocupa com o andamento dos trabalhos. “Entra agora novo ator que não está participando desse processo e terá de voltar praticamente a zero”. O secretário manifestou “estranheza e preocupação” com a transferência da gestão num cenário em que o Dnocs está fragilizado. “A gente vinha inclusive ajudando no reparo da fissura do Castanhão, que é de responsabilidade federal. Causou estranheza que, da noite para o dia, eles estejam preparados para montar adutoras”.

O Ministério da Integração Nacional informou, em nota, que só parte das adutoras de engate rápido terá execução pelo Dnocs. “Boa parte das obras e programas emergenciais continuará sob responsabilidade dos governos estaduais”. A pasta informa que convênios assinados, que vêm em execução pelos estados, estão sendo honrados.

Saiba mais

Adutoras de montagem rápida previstas pelo Estado que passam ao Dnocs
Pereiro (R$ 10,4 milhões), São Luís do Curu/Croatá (R$ 5,7 milhões), Tamboril (R$ 7,7 milhões), Iracema (R$ 6,9 milhões), Apuiarés (R$ 3 milhões), Ocara (R$ 1,6 milhão), São Luís do Aruaru (R$ 809,5 mil), Triângulo de Chorozinho/Timbaúba (R$ 2,6 milhões), Guassussê/Igarói (R$ 1,02 milhão) e Mineiro (R$ 2,5 milhões)

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Três dias sem entrega. Greve deixa postos do Ceará sem combustível

Crise no mercado de etanol. Cai as vendas de etanol nos postos de combustiveis, Posto Sul na Rodovia Santos Dumont BR 116 km 07 Cajazeiras - Negocios - 19ne0177 - KLEBER A. GONCALVES
Crise no mercado de etanol. Cai as vendas de etanol nos postos de combustiveis, Posto Sul na Rodovia Santos Dumont BR 116 km 07 Cajazeiras  - Negocios - 19ne0177  -  KLEBER A. GONCALVES
Crise no mercado de etanol. Cai as vendas de etanol nos postos de combustiveis, Posto Sul na Rodovia Santos Dumont BR 116 km 07 Cajazeiras
– Negocios – 19ne0177 – KLEBER A. GONCALVES

Iniciada oficialmente na última segunda-feira (15), a greve nacional da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras que transporta os combustíveis para os postos que possuem a bandeira da estatal, tem afetado vários estabelecimentos do Ceará, que já estão enfrentando sérios problemas com seus respectivos estoques. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sindipostos-CE), cerca de 10 postos da Capital e Interior já estão totalmente sem combustível.

Conforme o presidente do Sindipostos-CE, Antônio Machado, a distribuição de combustível no Ceará foi cessada por completo na terça-feira (16). “Na madrugada, entre às 2h e 8h, alguns postos ainda receberam o produto, mas logo o fornecimento acabou. Quem não tinha estoque, ficou sem combustível”, conta.

Programada para durar cinco dias, a paralisação dos funcionários da BR distribuidora está prevista para ter um fim hoje, mas, segundo Antônio Machado, a situação só deve ser inteiramente normalizada na próxima segunda-feira (22). “Até hoje (ontem), já são três dias sem abastecimento. Isso acaba prejudicando, principalmente, as cidades do Interior. Em alguns municípios, só existe um único posto. Se ele for bandeira BR e estiver sem combustível, por exemplo, aquele município estará completamente desabastecido”, alerta o presidente do Sindipostos-CE.

Somente a Região Metropolitana de Fortaleza conta com 181 postos com bandeira BR, informa Machado. Com a greve, todos eles estão sendo afetados de alguma forma. “Alguns ficam sem gasolina, outros sem diesel, e há até quem fique sem nenhum tipo de combustível”, destaca. A rede Petrobras, diz o presidente, é a que possui mais estabelecimentos em todo o Ceará.

Prejuízo

Além de prejudicar os consumidores, que correm o risco de não encontrar combustível para abastecer seus veículos, a greve da BR Distribuidora prejudica vários donos de postos no Ceará. “A cada três dias sem combustível, o prejuízo já é da ordem de 10%”, informa Antônio Machado. Segundo ele, o setor já está preocupado com um paralisação em setembro, já sinalizada pela subsidiária da Petrobras.

“Estamos em constante contato com a Petrobras e ANP (Agência Nacional do Petróleo) para minimizar as possibilidades de uma nova paralisação”, diz.

Protesto

A greve nacional é um protesto contra a decisão da estatal de vender parte da subsidiária. No modelo de venda da BR, haverá uma estrutura societária que envolverá as classes de ações ordinárias e preferenciais, de forma que a Petrobras permaneça majoritária, mas com participação de 49% no capital votante. Os funcionários entendem que está havendo uma privatização.

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Polícia da Bahia prende um dos bandidos mais procurados do Ceará

Francisco Osivaldo foi encontrado na região de Barreiras, no Interior da Bahia ( Foto: Reprodução )
Francisco Osivaldo foi encontrado na região de Barreiras, no Interior da Bahia ( Foto: Reprodução )
Francisco Osivaldo foi encontrado na região de Barreiras, no Interior da Bahia ( Foto: Reprodução )

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na noite da última quarta-feira (17), nas proximidades do município de Barreiras, um dos homens mais procurados do Ceará, Francisco Osivaldo da Silva Sousa, 29, membro de uma quadrilha suspeita de ser responsável por cerca de 50 homicídios.

A operação contou com troca de informações entre os serviços de inteligência da polícia dos dois estados e culminou na prisão do foragido, confirmada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

Osivaldo responde por 4 crimes de homicídio, 5 roubos, associação criminosa, porte ilegal de arma, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A quadrilha que Osivaldo integra atua há mais de 10 anos, principalmente na região do Vale do Jaguaribe no Ceará e em outros estados como Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Goiás e Paraná e, além de homicídios, também é acusada de ataques a instituições financeiras e tráfico de drogas.

Osivaldo, nascido no município de Russas, foi preso em 29 de janeiro de 2015 em uma operação da Polícia Civil e da Polícia Militar do Ceará, junto do comparsa Williame Huaina Diógenes Cintra, em um condomínio localizado no KM 11 da CE-065, em Maracanaú, onde viviam com suas famílias.

Menos de 3 semanas depois, o bandido fugiu da Delegacia de Capturas e Polinter (Decap). Capturado na Bahia um ano e meio depois da fuga, Osivaldo figurava na lista dos mais procurados do Ceará, ao lado de mais 15 criminosos.

Nordeste Notícia
Fonte:Diário do Nordeste

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Isaquias se desdobra após largar atrás e conquista o bronze em prova tensa

Isaquias Queiroz já estava eternizado na história da canoagem velocidade ao, conquistar na terça-feira, uma prata no C1 1000m, primeira medalha brasileira nessa modalidade em Jogos Olímpicos. Mas ele sabia que podia mais. Nesta quinta, ele pode bater com força no peito e dizer que, aos 22 anos, já tem mais uma para sua coleção.

Nessa categoria, diferentemente da primeira da qual participou na Olimpíada do Rio 2016, a tensão tomou conta de quem esteve no Estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Depois de uma largada ruim, o atleta baiano chegou a figurar na última posição, mas conseguiu se recuperar à base da resistência. Não bastasse isso, ele ainda foi parar dentro d’água no finzinho, depois de projetar o corpo para trás para ganhar o máximo de tempo na chegada. O suspense pairou no ar para saber se a queda aconteceu antes ou após a linha de chegada. Isaquias demorou a aparecer na superfície. Os olhares da torcida se fixaram no telão. O resultado demorou a sair, deixando o público com o grito preso na garganta. Mas a confirmação do bronze na decisão do C1 200m deixou os presentes em êxtase.

Depois do drama, a festa. Isaquias subiu ao pódio sambando. Na saída, improvisou uma “volta olímpica”, correndo e batendo nas mãos dos torcedores. O desejo inicial era o ouro, mas a comemoração do bronze foi do tamanho que o feito merece. Ele agora está no seleto grupo de apenas cinco brasileiros com duas medalhas na mesma edição de Jogos Olímpicos.

A medalha de ouro ficou com Iurii Cheban, campeão olímpico nessa mesma prova em Londres 2012. O ucraniano cravou o tempo de 39s279, melhor tempo dessa categoria na história da Olimpíada, superando a marca de Isaquias da semifinal (39s659). Não dá para dizer que é um recorde, pois eles não são contabilizados na canoagem velocidade devido à diferença de características entre as lagoas, como o vento, por exemplo.

Valentin Demyanenko, do Azerbaijão, ficou com a prata (39s493). O bronze do brasileiro foi confirmado com o tempo de 39s628, e o quarto colocado que, como Isaquias, foi parar dentro d’água logo após a linha de chegada, foi o espanhol Alfonso Benavides, com 39s649.

– Um pouco decepcionado com a minha prova, porque se eu tivesse feito a prova de ontem teria sido de ouro. Mas está bom, melhor do que nada, que seja bem-vinda. Todo mundo sabe que minha saída é um pouco ruim, e minha chegada é melhor. Perdi muito tempo na saída. No final, tentei me recuperar e vi que tinha muita gente na minha frente.  Quando eu cheguei achei que não tinha ganhado, mas eu vi demorando para caramba e pensei: “Com certeza, ganhei medalha” – falou Isaquias Queiroz logo após a prova.

Com o feito desta quinta-feira, Isaquias Queiroz entrou para um grupo com outros quatro nomes de peso. César Cielo, nadador, levou ouro (50m livre e bronze (200m livre) em Pequim 2008. Gustavo Borges, também da natação, foi prata (200m livre) e bronze (100m livre) em Atlanta 1996; Guilherme Paraense (ouro e bronze) e Afrânio da Costa (prata e bronze), ambos atletas de tiro esportivo, foram ao pódio em dose dupla na Antuérpia 1920.

Isaquias Queiroz ainda tem mais uma chance de medalha para o Brasil e, se conseguir, será o único esportista brasileiro a subir ao pódio três vezes em uma só edição olímpica. Trata-se do C2 1000m, onde compete juntamente com Erlon Souza. Os dois são atuais campeões mundiais e, teoricamente, essa é a melhor prova do baiano, já que o C1 500m, em que já contabiliza dois títulos do Mundial, não é olímpica. As eliminatórias começam nesta sexta.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Wallace explode, Brasil despacha a Argentina e encara a Rússia na semi

Wallace sobe à rede e, por um instante, parece multiplicar os segundos. Como se tivesse todo o tempo do mundo para ficar lá em cima, joga o braço para trás com calma, mas, de repente, explode. Na noite desta quarta-feira, a cena se repetiu inúmeras vezes. Em um clássico nervoso, a seleção se mostrou irregular, mas contou com a inspiração de seu oposto para se garantir na semifinal dos Jogos do Rio. Diante de um Maracanãzinho lotado e repleto de provocações entre as torcidas, o Brasil venceu por 3 sets a 1, parciais 25/22, 17/25, 25/19 e 25/23.

Com a vaga na semifinal garantida, o Brasil pode se preparar mais uma vez para um clássico. A seleção vai encarar a Rússia, na próxima sexta-feira, às 22h15, no Maracanãzinho. Mais cedo, os europeus bateram o Canadá em 3 sets a 0 (25/15, 25/20 e 25/18) e também avançaram.

– Time cumpriu o objetivo, o que foi combinado. E isso fez a diferença. Chegando nessa altura do campeonato, pode ser o Cazaquistão, time que não tem tradição, que não vai ter favorito. Não adianta camisa, não adianta nada. Temos de jogar vôlei – disse Wallace, que terminou a partida como o maior pontuador em quadra, com 24 pontos.

Apesar da festa, Bernardinho terá uma preocupação a mais para a semifinal. Logo no primeiro set, Lucarelli caiu de mau jeito, sentiu um problema na coxa direita e só voltou à quadra na metade da parcial final. O jogador deverá ser avaliado nesta quinta-feira. Lipe também sofreu com dores nas costas no fim da partida.

O JOGO

Era um clássico, e o Maracanãzinho parecia preparado para tal. A torcida era quase toda brasileira, claro. Então, quando os argentinos marcaram os dois primeiros pontos, com Conte e Poglajen, o ginásio se encheu de vaias. O Brasil chegou a deixar tudo igual, mas um novo ataque de Poglajen, com desvio de bloqueio, fez o placar chegar a 6/4 para os rivais. O Brasil, mesmo caindo em erros, tentava encostar. A seleção chegou a tomar a frente no placar, mas viu a Argentina virar depois de ace de Sole (12/11).

Os hermanos ampliaram em ataque para fora de Lipe, mas viram sua maior estrela sair de quadra. Conte, que havia lidado com problemas físicos antes dos Jogos do Rio, pisou em falso e machucou o tornozelo direito. Nem isso, porém, tirou o ímpeto argentino. Na pancada de Bruno Lima, os rivais abriram 16/14.

Só que o Brasil não desistia assim tão facilmente. Lipe, em mais um ace, deixou tudo igual no placar. A Argentina voltou a abrir, e foi a vez de o Brasil tomar um susto. Em jogada junto à rede, Lucarelli caiu de mau jeito, sentiu um problema na coxa direita e precisou deixar a quadra para ser atendido. Era um jogo nervoso. Os brasileiros reclamaram de invasão argentina na rede, mas, após o desafio, a arbitragem não viu falta. O lance irritou ainda mais os donos da casa. Foi a deixa para que, na marra, a seleção conseguisse a virada. Serginho pediu o apoio da torcida e fez o Maracanãzinho ensurdecer o time rival. A Argentina parou, e o Brasil aproveitou para fechar a parcial: 25/22, depois de saque na rede de De Cecco.

Na volta à quadra, ainda sem Lucarelli, o Brasil abriu a contagem com Maurício Borges. A Argentina virou em ataque de Conte, recuperado das dores que o tiraram do set anterior. A seleção foi buscar duas vezes seguidas com Wallace, principal arma ofensiva da equipe até ali. Era um jogo equilibrado, e os times se revezavam na dianteira do placar naquele início.

A Argentina, porém, cresceu. Quando Maurício Souza parou no bloqueio de Sole, a diferença subiu para três pontos (11/8). Bernardinho pediu tempo, e a torcida voltou a provocar os rivais. Não funcionou. Conte veio do fundo da quadra com uma pancada e ampliou. Wallace, em erro de ataque, cedeu um ponto a mais para o outro lado. A seleção lutava, mas o momento não era dos melhores, e os rivais chegaram a 15/9 com novo bloqueio sobre Wallace.

O domínio argentino era absoluto. Bernardinho tentou acertar a casa com a inversão 5 por 1, mandando William e Evandro para a quadra. Mas, no ace de Conte, os hermanos fizeram o placar chegar a 20/13. O Brasil ainda conseguiu tirar alguns pontos dos rivais, mas a diferença era muito grande para buscar. Gonzalez, ao explorar o bloqueio de Lipe, fechou a conta: 25/17.

Era hora de mudar o ritmo. Wallace subiu alto e soltou o braço para iniciar a conta. Maurício Borges, duas vezes, em bloqueio e no ataque, e Bruninho, no serviço, abriram quatro pontos para a seleção. O Brasil, finalmente, cresceu em quadra. Se Lucarelli não estava ali, Wallace resolvia. Só que a Argentina lutava. No melhor rali da partida, salvou bolas improváveis e levou a melhor, diminuindo para 8/5.

Não tinha problema. Àquela altura, a seleção manteve a calma. Lucão, que fazia uma partida irregular, ainda entregou um saque para os rivais, mas a diferença logo subiu para sete pontos (13/6). A Argentina, por um momento, pareceu crescer. Conseguiu diminuir a diferença e causou preocupação a Bernardinho. Não era para tanto. No último lance, em ataque de Wallace, Bernardinho viu toque na rede do lado rival e pediu o desafio. Tinha razão. Com 25/19, a seleção fechou a parcial e passou à frente no placar.

A partida parecia definida, mas faltava combinar com a Argentina. Os hermanos voltaram melhores à quadra. Depois de Gonzalez abrir 6/3 no placar, Bernardinho pediu tempo. A seleção melhorou, mas o jogo não era dos mais fáceis. O empate veio em erro de ataque do outro lado, para a festa da torcida da casa (9/9).

A Argentina voltou a abrir, e Bernardinho resolveu arriscar. Chamou Lucarelli de volta à quadra, no lugar de Lipe, que sentia dores nas costas. A seleção melhorou. A virada veio em mais um ataque de Wallace, desta vez pelo meio. Lucão, enfim, cresceu no jogo e passou a fazer a diferença. Mas tudo indicava um fim dramático. No saque de Sole na rede, marcou 19/18 no placar. Na sequência, Wallace voou mais uma vez e ampliou a diferença. Só que os rivais conseguiram buscar e empataram o jogo em 20/20. Bernardinho pediu tempo mais uma vez e tentou passar tranquilidade à seleção. Na volta, o jogo seguiu tenso, mas o Brasil contou com mais um saque na rede dos rivais para chegar ao match point. No ataque seguinte, Wallace explodiu mais uma vez e definiu o jogo: 25/23.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Maraca é dele: Neymar dá susto, faz a festa e comemora final em churrasco

Mães são todas iguais, só muda o endereço. A máxima vale também para uma que fica entre Barcelona e Praia Grande (SP), a dona Nadine. Era início de jogo e o filho dela, craque do Barcelona, da seleção principal e da olímpica, dava enorme alegria com poucos segundos de partida. O gol, na dividida com o goleiro Luis Lopez, de Honduras, explodiu o Maracanã, tranquilizou os jogadores brasileiros, mas não a dona Nadine. Neymar bateu com o peito no gramado e sentiu falta de ar. Caiu, saiu de maca, voltou e foi ao chão de novo.

Para a tranquilidade geral da nação, minutos depois dona Nadine já estava com os braços para o alto, agradecendo que não era nada com seu menino monstro, como chamou o treinador Micale. O susto foi o único momento menos festivo do “camarote do Jr”, local do Maracanã onde estavam muitos amigos e familiares do craque brasileiro.

O elenco era diversificado. Ia de jogadores de basquete já eliminados nesta olimpíada, como Leandrinho e Nenê, aos cantores Nego do Borel, Thiaguinho e Wesley Safadão, rei das selfies e muito assediado, ao Dj Chucky e o ator Rafael Zulu. Da família, que acompanha o craque pela olimpíada, estava o pai Neymar, a irmã Rafaella, o filho Davi Lucca e a mãe da criança Carol Dantas. Com a goleada confirmada, a festa continou na casa de Nego do Borel na Barra da Tijuca. Um churrasco caprichado para aliviar as tensões da carga de conquistar o ouro.

Se a goleada foi se desenhando logo cedo, o herdeiro de Neymar aproveitava os momentos de distração do jogo – o que para criança vai além do intervalo – para brincar no seu tablet, sob olhar atento da mãe e da avó. Neymar pai parecia mais concentrado e só relaxou depois do jogo – atendendo a pedido de fotos dos torcedores brasileiros.

Craque do time, artilheiro da seleção olímpica – três gols ao lado de Luan e Gabriel Jesus -, Neymar não precisou ser brilhante, mas foi bem mais uma vez. Principalmente pelos bons passes e por chamar as atenções para ele. Para Micale, um monstro. Para o técnico de Honduras, primeiro ou segundo melhor jogador do mundo. O filho da dona Nadine sofreu nada menos que 10 faltas – nove no primeiro tempo -, finalizou oito vezes e levou o Brasil para outra final.

O dono do pedaço tomou conta do  Maracanã. E o camarote vibrou de vez quando ele fez o segundo dele, de pênalti. Na comemoração, arremessos no vazio em homenagem aos amigos da seleção de basquete, eliminados na primeira fase. A festa estava completa a ponto de Thiaguinho e Zulu gravarem vídeos com a bola rolando. Eles, a família e a torcida esperam mais uma apresentação de Neymar. Agora vale ouro.

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Seleção ignora medalha de prata após goleada: “Ainda não ganhamos nada”

O Brasil garantiu uma medalha no futebol masculino olímpico ao golear Honduras por 6 a 0 e avançar à final contra a Alemanha, rival que a torcida estava louca para enfrentar depois do 7 a 1 da semifinal da Copa do Mundo de 2014. Na pior das hipóteses, a de nova derrota, os brasileiros subirão ao pódio para colocar a prata no peito.

Mas, ao contrário de outros esportes, em que a prata é absolutamente enaltecida, como foi, por exemplo, com os ginastas Arthur Zanetti, ouro há quatro anos, e Diego Hypolito, no futebol, ela chega a ser tratada com desdém, a ponto de os jogadores repetirem após a semifinal:

– Ainda não ganhamos nada.

Nada? Esse é o valor da medalha de prata, que o Brasil já conquistou três vezes na história: 1984, 88 e 2012.

– Para o brasileiro, segundo lugar é último. Quando eu era torcedor, sempre brincava com isso. É o que o torcedor quer, é o que nós queremos, por ser uma medalha inédita, então o pensamento é de uma grande vitória no sábado – afirmou o meia Renato Augusto.

De fato, o futebol é tratado de maneira diferente na Olimpíada. Único esporte com competições fora da cidade-sede, o Rio de Janeiro em 2016, e com restrições à convocação dos atletas, ele traz uma pressão diferente. Ao contrário de outras modalidades, em que atletas foram aplaudidos mesmo com derrotas marcantes, não há perdão. A torcida de Brasília não perdoou a seleção olímpica depois de dois empates sem gols, contra África do Sul e Iraque.

O fato de jamais ter conquistado o ouro, mesmo com equipes marcantes, com craques como Romário, Bebeto, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, também acalora o clamor pela medalha.

– Pela história do Brasil, de ter sido considerado o país do futebol, por tudo que já ganhou. Viemos buscar a medalha de ouro, fizemos um grande trabalho até aqui, e nosso objetivo é mesmo a medalha de ouro. Outros já conseguiram a prata, mas o ouro é inédito, e por isso estamos bastante focados nessa medalha. Queremos fazer história no Brasil – disse o zagueiro Marquinhos, único “não-atacante” a ter feito gols na goleada sobre Honduras.

Ou seja, daqui até sábado, quando Brasil e Alemanha se enfrentarão às 17h30, no Maracanã, os jogadores brasileiros não vão dormir pensando que já têm uma medalha olímpica garantida. É como se eles ainda não tivessem nada

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Bárbara afirma que vento atrapalhou brasileiras: “Elas aproveitaram melhor”

Assim que a final da chave feminina do vôlei de praia começou, o vento deu as caras no início da madrugada desta quinta-feira, na arena, em Copacabana. Parecia que a natureza estava esperando para interferir no duelo entre Ágatha e Bárbara e Ludwig e Walkenhorst. As brasileiras fizeram um bom primeiro set e equilibraram as ações, apesar do revés por 21/18. Na segunda parcial, porém, as alemães dominaram completamente as ações e caminharam com facilidade rumo ao ouro, com um triunfo por 21/14, que rendeu a vitória por 2 sets a 0. Sem conseguir segurar o choro após a derrota, Bárbara disse que as novas campeãs olímpicas souberam lidar melhor com o vento.

– Esse meu desabafo é porque a gente jogou menos hoje. Elas aproveitaram melhor o vento e elas mereceram a vitória. Por outro lado, estou muito feliz e orgulhosa por nossa trajetória e por tudo que a gente fez. Sensação de dever cumprido. Sou muito agradecida a tudo que a gente viveu e construiu – comentou Bárbara.

Com a medalha de prata no peito, Bárbara disse que, apesar da derrota na grande decisão, ela e Ágatha têm muito o que comemorar:

– A gente está muito orgulhosa. Realmente, o fato de ter chegado nesta final foi um marco. A gente acreditava muito no nosso potencial e não conseguiu colocar em prática tudo neste jogo. Eu acho que as alemãs aproveitaram melhor as condições e as oportunidades para jogarem melhor. Essa prata é maravilhosa para nós e para nosso país. Nestes anos todos, tivemos muita luta, muito suor e muita entrega. Nós demos o máximo e estamos muito tranquilas em relação à isso. Tenho certeza que o Brasil está orgulhoso da gente também.

Após jogar com dez parceiras diferente até formar dupla com Bárbara no fim de 2011, Ágatha lamentou a derrota na decisão contra Ludwig e Walkenhorst, mas fez questão de exaltar a conquista da prata, a sua primeira medalha olímpica após anos de luta.

– Acho que eu e Bárbara ainda não realizamos, não percebemos todo esse feito. Acho que a gente vai perceber aos poucos. A nossa concentração, toda busca pelas nossas metas: primeiro conquistar a vaga, ter conseguido, todo planejamento até chegar aqui, aí dentro dos Jogos todo trabalho foi muito grande. A concentração foi muito grande mesmo. Acho que agora que acabou, conquistamos essa medalha de prata, vamos perceber que a gente realmente conquistou. Acho que agora ainda não dá para perceber. Vamos perceber aos poucos – disse a experiente jogadora de 33 anos.

A TRAGETÓRIA DE ÁGATHA E BÁRBARA NO RIO

Ágatha e Bárbara iniciaram o campeonato olímpico na mítica Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, considerada o berço da modalidade, com o pé direito. Venceram Hermannová e Sluková, da República Tcheca, por 2 a 1 (19/21, 21/17 e 15/11); depois, bateram Ana Gallay e Georgina Klug, da Argentina, campeãs do Pan de Toronto 2015, pelo placar de 2 a 0, parciais de 21/11 e 21/17; Ainda na fase de grupos, perderam para as fortes Elsa e Liliana, por 2 a 0 (21/17 e 20/22). Dessa forma, passaram em segundo lugar para as oitavas de final.

Na primeira fase do mata-mata, vitória fácil sobre Wang e Yue, da China, por 2 a 0 (12/21 e 21/16). Nas quartas, jogão contra Ukolova e Birlova, da Rússia: 2 a 0 (23/21 e 21/16). Na semi, a inesquecível vitória sobre a tricampeã olímpica Kerri Walsh e sua parceira April Ross, por 2 a 0 (20/22 e 18/21), em uma verdadeira aula de energia, de determinação, de técnica e de voleibol. Na decisão, não repetiram a atuação do jogo anterior e perderam para Ludwig/Walkenhorst. Dessa forma, conquistaram a medalha de prata.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Bolt como ser olímpico: dez histórias que marcaram o Raio nos Jogos

USAIN BOLT COMO SER OLÍMPICO

Olimpíadas movem as pernas mais velozes que o planeta já viu – pernas que foram tricampeãs dos 100m no último domingo no Engenhão. Usain Bolt estrela os Jogos do Rio 20 anos depois de se apaixonar pela competição ao assistir, pela televisão, à disputa de Atlanta-96. O jamaicano está em sua quarta edição olímpica como grande astro do atletismo – e ainda disposto a curtir o maior evento esportivo do planeta.

O vínculo entre Bolt e a Olimpíada, de tão forte, se torna quase místico: a ponto de ele completar 30 anos justamente no dia em que terminará a última Olimpíada de sua carreira – 21 de agosto. O jamaicano já anunciou que não pretende disputar novas edições dos Jogos. É justo: ele já tem histórias de sobra para contar – e dez delas você acompanha abaixo.

ENCANTO COM MICHAEL JOHNSON

Usain Bolt tinha nove anos, beirando os dez, quando parou diante da televisão, boquiaberto, e viu como corria Michael Johnson. Foi em 1996 – o americano foi ouro nos 200m e nos 400m. O jamaicano não tinha ideia de que se tornaria um velocista. Era uma criança hiperativa, que corria de um lado para o outro, mal sabendo que aquilo poderia ser uma profissão. Ao ver Michael Johnson, pensou que gostaria de ser como ele. Mas não foi: foi maior.

MERO AJUDANTE EM ATENAS

Os primeiros Jogos Olímpicos de Bolt foram os de Atenas, em 2004. Ele tinha acabado de fazer 18 anos. Era um novato que precisava servir como ajudante dos atletas mais velhos da Jamaica – que lhe ordenavam que fosse buscar água para eles, por exemplo. O Raio participou da competição nos 200m. E morreu já nas eliminatórias – ficou em quinto na sua classificatória. Teve o desempenho prejudicado por lesões nas costas e no tendão, pouco antes da Olimpíada. Anos depois, ele diria que deixou o quinto colocado na eliminatória (Géza Pauer, da Hungria) ultrapassá-lo – pois não se sentia pronto para correr a prova plenamente.

VÍDEO PREMONITÓRIO ANTES DE PEQUIM

Em 2008, Bolt embarcou de Londres, onde fizera a parte final da preparação, para Pequim. Vivia uma realidade bem diferente em comparação com os Jogos anteriores: estava na briga pelo ouro. E extremamente confiante. Tanto que, já dentro do avião, fez um vídeo em seu celular em que dizia: “Ei, estou viajando para Pequim. Vou correr rápido, ganhar três medalhas de ouro e voltar para casa como um herói”. Dito e feito: ele venceu os 100m, os 200m e o 4x100m.

NUGGETS CHINESES

Já em Pequim, Bolt era um anônimo circulando na Vila Olímpica. Tanto que podia circular tranquilamente e até comer com a maior tranquilidade no refeitório coletivo dos atletas. Só que ele logo enjoou da comida e passou a se alimentar de nuggets. Dezenas e dezenas de nuggets. O problema ocorreu quando ele ganhou os 100m: automaticamente, virou uma celebridade, e mal conseguia sair do dormitório. Aí a solução foi pedir para que os colegas o ajudassem – levando nuggets para ele no quarto.

MEDALHAS PRIMEIRO, RECORDES DEPOIS

Bolt venceu os 100m em Pequim e quebrou o recorde mundial dos 100m. Mas demorou a perceber que fez o menor tempo da história até então – 9s69. Depois, disse algo que mostra seu envolvimento com as Olimpíadas: afirmou que valoriza mais o título olímpico do que o recorde mundial, pois o recorde poderá ser quebrado muitas vezes, enquanto o ouro jamais será retirado.

UM RAIO NA VILA

“Sou o raio Bolt”, disse o jamaicano em Pequim. Foi lá que seu gesto, a comemoração apontando para o céu, ganhou fama. E ele sentiu isso ao retornar à Vila Olímpica depois de vencer os 100m. Uma multidão o esperava na frente do prédio que recebia a delegação jamaicana. Cercado, ele ouviu alguém gritar: “Faça a pose do raio!”

MEDALHAS PERDIDAS

As três medalhas conquistadas em Pequim mudaram Usain Bolt de patamar. E quase foram perdidas no meio da bagunça de um quarto de hotel em Nova York. Elas estavam dentro de uma sacola, que ele misturou com um saco onde estavam roupas sujas. O Raio viveu instantes de pânico revirando o quarto até finalmente encontrá-las.

O AMADOR CAMPEÃO

Em Londres-2012, Bolt já era um fenômeno em busca de novas marcas. A expectativa não era exatamente se ele conseguiria referendar os títulos de quatro anos antes, e sim se novos recordes mundiais seriam estabelecidos nos 100m e nos 200m. A prova mais rápida, porém, era extremamente desafiadora, já que Bolt competiria com os melhores corredores do planeta: Asafa Powell, Tyson Gay, Justin Gatlin e Yohan Blake. Mas ele disparou forte após a largada e, nas passadas finais, sentiu que venceria. Tanto que relaxou. Mas então lembrou, tarde demais, que também podia quebrar o recorde mundial. Não conseguiu baixar a marca. E, ainda celebrando a vitória, levou uma bronca do treinador, Glenn Mills, que o chamou de “amador” – bronca que repetiria também depois do ouro nos 200m, quando Bolt cruzou a linha de chegada com o dedo sobre os lábios, em sinal de silêncio.

A VISITA DAS SUECAS

Depois de ganhar o ouro nos 100m em Londres, Usain Bolt passou três horas em seu quarto com três suecas – Gabriella Kain, Gullden Isabelle e Roberts Jamina. Elas eram jogadores de handebol e resolveram ir parabenizar o jamaicano. A situação gerou uma polêmica danada, mas Bolt sempre jurou de pé junto que eles ficaram apenas na conversa – e argumentou que jamais postaria fotos do encontro em redes sociais se tivesse rolado algo além disso.

BASTÃO DE AMULETO

O ouro olímpico mais recente de Usain Bolt é o do 4x100m de Londres. E foi uma prova na qual ele não se contentou com a medalha: também quis levar o bastão usado na passagem do revezamento para casa como lembrança. O problema é que o funcionário que estava com o objeto não podia cedê-lo a ninguém. Nem para Bolt. E se estabeleceu um impasse entre os dois. Até que um encarregado da organização apareceu para permitir que Bolt levasse o bastão com ele e tivesse seu amuleto olímpico.

Fonte: Globo.com

 

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Ceará perde 25% da água potável

Para tentar evitar o desperdício, a Cagece aumentou o número de equipes de fiscalização porta a porta nos bairros de Fortaleza ( FOTO: NAH JEREISSATI )
Para tentar evitar o desperdício, a Cagece aumentou o número de equipes de fiscalização porta a porta nos bairros de Fortaleza ( FOTO: NAH JEREISSATI )
Para tentar evitar o desperdício, a Cagece aumentou o número de equipes de fiscalização porta a porta nos bairros de Fortaleza ( FOTO: NAH JEREISSATI )

A preocupação com o desperdício de água residencial no Ceará tem movimentado toda a população. O problema histórico da seca se agrava com vazamentos e fraudes existentes nas residências e nas tubulações da própria Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Para se ter dimensão dos problemas da distribuição, conforme dados da empresa, o Índice de Água Não Faturada (Ianf) da água tratada, de janeiro a maio deste ano, é de 25,37% no Estado. Em 2015, a perda operacional anual da companhia alcançou 26,76%.

Esse índice está relacionado a ligações clandestinas, vazamentos, hidrantes defeituosos, entre outros problemas das empresas que abastecem cada Estado. O Ceará se aproxima da média nacional de água não faturada, que está acima de 30%.

Em 2010, esse percentual era de 21,7% e, em 2015, alcançou 26,76%, segundo a Cagece. Em contrapartida, a Companhia tem realizado uma verdadeira força-tarefa no sentido de evitar as ocorrências de perda de água, além de trabalhar constantemente para que este índice seja reduzido para abaixo de 25%.

O Ianf, levantamento de cada empresa de abastecimento pelo Instituto Trata Brasil, avalia o nível da água não faturada sem o volume de serviço. O dado apresenta uma visão do que a empresa está produzindo e não consegue faturar. As empresas definem o volume de serviço de maneira muito diferente, logo, a comparação desse índice para duas empresas pode trazer distorções. Os valores são calculadas com base no volume faturado mensalmente.

Soluções

Para o geólogo Claudionor Araújo, presidente do Conselho Estratégico do Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (IHAB), é necessária uma maior eficiência da prestação de serviços. “É preocupante a situação das nossas instalações subterrâneas. Se sabe da existência de problemas, mas às vezes um furo não é consertado. Falta eficiência no reúso e reparo das redes”, diz.

Outro ponto comentado pelo profissional é o desperdício existente nos movimentos de transposição da água de açudes. “Quando se desloca a água do Castanhão, por exemplo, já é ciente do déficit de alguma porcentagem. A própria natureza, por meio da evaporação, complica esse processo”.

Por meio de nota, a Cagece informou que vem intensificado o trabalho de combate às perdas de água, tanto por vazamentos na rede de abastecimento, como por fraudes. “Ao todo, 96 equipes estão sendo incrementadas para combate às perdas, com investimento de R$ 19 milhões”.

A reportagem tentou conversar com um profissional da Cagece responsável pela distribuição de água, para falar sobre os problema da rede, mas até o fechamento desta edição, o órgão não disponibilizou um gestor para se pronunciar.

A partir de hoje, a Cagece dá início à fiscalização intensiva, com visitas porta à porta, no combate às perdas de água por fraudes na comunidade Aldaci Barbosa, no bairro de Fátima. A ação agora terá como foco as pessoas que estão com irregularidades e não se apresentaram voluntariamente nos primeiros dias da ação, iniciada no último sábado (13) em caráter educativo. Ao serem identificadas, as irregularidades serão eliminadas e a notificação de multa aplicada. A ação, que iniciou-se no bairro Damas, irá percorrer toda a cidade.

dsa

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste/João Lima Neto
ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Jovem “se apaixona” no trem, publica foto do rapaz no Facebook e eles começam a namorar

01
© Fornecido por Abril Comunicações S.A. 01

Já se “apaixonou” por alguém no transporte público? Faça como a Lethycia Jesus, uma jovem para lá de ‘proativa’ de São Paulo: publique a foto da pessoa no Facebook e espere pelo melhor. No caso da jovem, deu certo. Na quinta (28), a garota postou em seu perfil pessoal no Facebook a foto de um rapaz com as devidas especificações. “Linha 11 Coral, sentindo Luz, 13h40. Moço, estou completamente apaixonada“, escreveu a mulher.

Não demorou muito até que boas almas da rede social resolvessem ajudar Lethycia em sua busca pela alma gêmea da CPTM. Alguns compartilhamentos e curtidas depois, Gabriel Carmo, também de São Paulo, foi marcado no registro por uma amiga em comum dos jovens. Ainda mais rápido foi o começo do relacionamento entre os dois: na sexta (29), o perfil dos “pombinhos” já marcava “em um relacionamento sério”. Isso que é amor!

Nunca tinha feito isso antes e nem era minha intenção encontrá-lo. Só queria compartilhar com meus amigos, mas acabou dando certo“, contou a adolescente de 17 anos ao Correio Braziliense. Curiosamente, o encontro inusitado também resultou no primeiro namoro sério do também estudante Gabriel, ou o “mozão do transporte público paulistano”.

002
© Fornecido por Abril Comunicações S.A. 002

Após tanta repercussão e torcida, Gabriel e Lethycia também fizeram uma transmissão ao vivo do primeiro encontro nas redes sociais que promoveram o namoro, o Facebook. Foi o rapaz que convidou a admiradora para passear no shopping após a troca de mensagens pela internet. Os “fãs” gostaram tanto da história que, em poucos dias, a primeira foto do casal já tinha mais de 15 000 curtidas.

003
© Fornecido por Abril Comunicações S.A. 003

A história curiosa inspirou internautas, que fizeram publicações comentando o romance dos estudantes — muitos deles, é claro, reclamando da “falta de sorte” no amor que algumas pessoas enfrentam. Ei, que tal começar a compartilhar a foto do crush na internet?

02
© Fornecido por Abril Comunicações S.A. 02

Nordeste Notícia
Fonte: Veja

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Vídeo. Sem lutador do Brasil no ringue, torcida vibra para juiz brasileiro

O árbitro brasileiro caiu nas graças da torcida durante luta de boxe disputada sem atleta do Brasil
O árbitro brasileiro caiu nas graças da torcida durante luta de boxe disputada sem atleta do Brasil
O árbitro brasileiro caiu nas graças da torcida durante luta de boxe disputada sem atleta do Brasil

Nestes Jogos Olímpicos do Rio, a torcida brasileira vem chamando atenção por torcer de forma inusitada em algumas competições. Na última segunda-feira, 15, durante luta de boxe sem atleta do Brasil no ringue, o público resolveu “torcer” pelo árbitro brasileiro Jones Kennedy Silva do Rosário.

Os espectadores presentes no Pavilhão 6 do Riocentro ficavam em silêncio enquanto os lutadores Zhanibek Alimkhanuly, do Casaquistão, e Kamran Shakhsuvarly, do Uzbequistão, trocavam golpes. Contudo, bastava o juiz brasileiro intervir na luta para a torcida ir à loucura, gritando o nome de Rosário.

Esse não foi o primeiro momento que o público brasileiro chamou atenção pela autenticidade. No último 8 de agosto, durante partida de futebol entre Japão e Suécia, em Salvador, a torcida gritou “ôôô, vamo, Pokémon!”, em apoio à seleção japonesa.

Já no dia 7 de agosto, o boxeador equatoriano Carlos Andres Mina caiu nas graças do público. Após subir no ringue, os espectadores das arquibancadas começaram a cantar “mina, seus cabelo é da hora…” – trecho da música “Pelados em Santos”, dos Mamonas Assassinas.

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Dilma responderá a senadores sem medo, diz Cardozo

© Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República Presidente afastada ficou incomodada com a versão de que teme o confronto.
© Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República Presidente afastada ficou incomodada com a versão de que teme o confronto.
© Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República Presidente afastada ficou incomodada com a versão de que teme o confronto.

O advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, disse ao GLOBO que o objetivo da petista é responder aos questionamentos dos senadores, durante o julgamento final do processo de impeachment, que se inicia na próxima quinta-feira, embora não seja obrigada a respondê-los. Dilma decidiu se defender pessoalmente no plenário do Senado, o que acontecerá, pelo calendário definido, no dia 29 de agosto.

A presidente afastada falará por 30 minutos, mas poderá ter seu tempo prorrogado a critério do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

— A presidente Dilma comparecerá e vai responder às perguntas, e, portanto, podem ter absolutamente clareza de que ela atenderá àquilo que for solicitado. A presidente nunca teve receio, não tem e não terá receio dos efeitos de qualquer situação porque ela tem sua consciência absolutamente tranquila — disse Cardozo, que conversou com Dilma nesta quarta-feira.

A presidente afastada poderá ser interrogada pelos senadores, pela acusação e pela defesa. Cada um terá cinco minutos para fazer suas perguntas. Os aliados petistas comemoraram sua decisão de comparecer.

Lewandowski e os líderes no Senado sacramentaram nesta quarta-feira as regras para o julgamento final, que poderá durar até sete dias. Presidente do processo de impeachment, o ministro foi convencido pelos senadores a realizar sessões no fim de semana, caso seja necessário. O cronograma prevê o início do julgamento na próxima quinta-feira, mas a votação final só deverá ocorrer na madrugada do dia 31. O acordo é só interromper o julgamento depois de ouvidas todas as testemunhas, duas de acusação e seis de defesa.

PRESIDENTE ENFRENTARÁ SENADORES

A decisão do comparecimento de Dilma foi comunicada aos líderes partidários durante o encontro de Lewandowski com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A petista vinha sendo aconselhada pelo próprio Cardozo e por Renan a comparecer e deixar sua marca histórica. Inicialmente, Dilma queria apenas fazer um pronunciamento e sair. Mas, depois, incomodada com a versão de que teme o confronto, avisou que responderá a todas as perguntas.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), disse que ninguém será “inábil” ao fazer perguntas a Dilma. Nos bastidores, a preocupação é não torná-la vítima no processo, embora não acreditem em reversão do placar favorável ao impeachment.

— Espero que ela tenha humildade de se curvar e que reconheça seus erros — disse Caiado, acrescentando: — Tivemos algumas oposições ao trabalho no final de semana, mas não poderíamos interromper os trabalhos antes de esgotar o depoimento das testemunhas.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que Dilma vai legitimar o processo:

— A vinda dela é um erro. Ela vai legitimar o processo que chama de golpe.

Já o líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), que sempre foi defensor da presença de Dilma, elogiou a decisão.

— Ela vem e vai se sair muito bem. É o momento em que o país vai parar — disse Lindbergh.

José Eduardo Cardozo reclamou da decisão de ouvir testemunhas no fim de semana e reforçou que os aliados de Dilma farão perguntas a todos, alongando o processo. A presidente falará após a oitiva das testemunhas.

— Vamos trabalhar até esgotarmos a oitiva das testemunhas. E ingressaremos, se for necessário, na madrugada de sexta para sábado porque as testemunhas serão isoladas umas das outras e estarão num quarto de hotel à disposição — explicou Lewandowski.

Segundo participantes do encontro, essa questão foi a que mais debate gerou. Inicialmente, o presidente do Supremo queria interromper o julgamento na sexta-feira, mas foi convencido por líderes a estender a sessão se necessário.

Renan sempre defendeu os trabalhos no fim de semana e articulou com os líderes a proposta apresentada e acatada por Lewandowski.

— Tenho estimativa muito otimista. Acho que, se houver dedicação, como esperamos que haja, poderemos ter essa decisão na madrugada de segunda-feira ou, no mais tardar, na manhã de terça-feira — disse Renan, que errou todas as previsões anteriores sobre tempo de duração das sessões.

Antes de ouvir as testemunhas, Lewandowski resolverá as questões de ordem dos senadores, logo no início do julgamento, marcado para as 9h do dia 25 de agosto. Como na fase de pronúncia, no último dia 9, no dia 25 será feita uma pausa das 13h às 14h e depois, das 18h às 19h.

— E continuaremos até o momento em que for necessário para iniciarmos a oitiva das testemunhas — disse o presidente do Supremo.

Encerrada a fase com a presidente Dilma, falarão os juristas autores do pedido de impeachment e a defesa. Só então começarão os debates, com os 81 senadores podendo falar por até dez minutos cada. A expectativa é que os senadores passem toda a terça-feira, dia 30, nos discursos, levando a votação para o dia 31.

Para aprovar o impeachment em definitivo, são necessários 54 votos dos 81 senadores. A votação será por painel eletrônico. O processo de impeachment passa por três grandes votações no Senado: a admissibilidade (abertura), que aconteceu dia 12 de maio; o chamado juízo de pronúncia, que ocorreu nos dias 9 e 10 deste mês; e o julgamento final, que começará dia 25.

Dilma está afastada do cargo desde 12 de maio. O prazo máximo de afastamento é de 180 dias.

A previsão é que o julgamento acabe na madrugada do dia 31, devido ao número de senadores dispostos a falar e à quantidade de testemunhas arroladas. Os aliados de Dilma calculam que cerca de 40 senadores farão perguntas às oito testemunhas, o que daria 2,6 dias no total.

— Não há prazo para término — disse o presidente do STF.

Para agilizar o julgamento, a acusação desistiu de uma das três testemunhas arroladas na semana passada: Leonardo Rodrigues Albernaz, auditor federal de Controle Externo da Secretaria de Macroavaliação Governamental do Tribunal de Contas da União (TCU).

Já a defesa arrolou seis testemunhas, com destaque para o ex-ministro Nelson Barbosa e o economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo.

Nordeste Notícia
Fonte: O Globo

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Ipueiras CE – Homem é lesionado à faca no bairro vamos-ver. Imagem forte

nordeste noticia ipueirasNa noite desta quarta-feira, dia 17, um rapaz foi lesionado gravemente no braço.

Segundo relatos através do Whatsapp (VC REPORTER), o fato aconteceu no bairro Vamos-Ver, a vítima era conhecida por ‘Valmir’ que por conta da lesão perdeu muito sangue. O autor do ataque é menor de idade, que já foi detido pelo destacamento policial de Ipueiras nesta mesma noite.

A vítima foi transferida para a cidade de Sobral, já fora de perigo.

Nordeste Notícia

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Queda marca adeus de uma geração e põe Natália à frente na renovação

No momento da queda, é preciso calma. As cornetas vão soar, os dedos vão ser apontados, os elogios vão se calar. Mas, em meio ao caos, é preciso lembrar do adeus da geração mais vitoriosa do vôlei nacional. A despedida foi precoce, em um palco montado para uma festa que deveria acontecer dois jogos depois. Ao cair para a China, mas quartas de final dos Jogos do Rio, a seleção de José Roberto Guimarães precisou encarar o fim de um sonho que durou quatro anos. Após uma fase de classificação perfeita, a equipe parecia pronta para conquistar o tricampeonato olímpico dentro de casa. Não deu.

É difícil apontar as falhas na queda. Na fase de classificação, a seleção empolgou com boas atuações rumo à classificação. Contra a China, depois de um bom início, quando não deixou as rivais jogarem, a equipe se perdeu. Cometeu erros bobos e viu crescer uma gigante do outro lado. Pancada atrás de pancada, e Ting Zhu acabou com o passe brasileiro. O bloqueio parou de funcionar, e a confiança da seleção foi minando. Zé Roberto mexeu como pôde. Em quadra, a seleção lutou como pôde. Não evitou, porém, o adeus precoce.

Com a derrota para a China nas quartas de final dos Jogos do Rio, o Brasil vê duas de suas jogadoras mais vitoriosas darem adeus. Fabiana, capitã da seleção, e Sheilla, talvez a maior estrela da equipe, confirmaram o fim de suas jornadas junto ao time. Jaqueline, outra veterana, deixou seu futuro em aberto. Thaísa, a mais jovem das quatro bicampeãs olímpicas do grupo, saiu do Maracanãzinho sem falar com a imprensa. Aos 29 anos, deve, porém, ser uma das referências do time rumo aos Jogos de Tóquio.

As apostas para o futuro, no entanto, estão nos braços de Natália. Antes da queda, a ponteira, de 27 anos, se apresentava como maior referência ofensiva do time. No processo de renovação da equipe rumo a Tóquio, a jogadora deve ter papel fundamental. Ainda que esteja em sua melhor forma na carreira, a opinião de que ela ainda está longe de seu ápice é praticamente unânime entre a comissão técnica.

– Nós nos dedicamos, jogamos o tempo inteiro com vontade, mas não deu certo. Então, é bola para frente. Se não aconteceu era porque não era para acontecer. As mais velhas devem se despedir da seleção, infelizmente. É um grupo vitorioso. Estou triste por elas se despedirem nessa posição. Mas a gente vai ter que comandar daqui para frente. Eu, Dani Lins, Gabi. Então, vamos estar juntas porque sabemos que há muito pela frente. Saímos de cabeça erguida – disse Natália.

Vista como atleta mais promissora da nova geração, Gabi é outra que deve ser trabalhada para evoluir até os Jogos de Tóquio. Aos 19 anos, também deve puxar uma série de outras revelações do vôlei nacional, como Rosamaria, Ana Paula Borgo e Naiane, que chegou a fazer parte do grupo principal para ganhar experiência.

O futuro de José Roberto é uma incógnita. Desde 2003 à frente da seleção feminina, conquistou dois ouros olímpicos – tem mais um, que ganhou quando comandava os homens, em 1992. O técnico é praticamente uma unanimidade. Dirigentes da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) sempre se manifestaram a favor da permanência do treinador mesmo se o tri não viesse. A entidade não vê nenhum outro nome capaz de tocar a renovação da equipe no novo ciclo. Após o ouro nos Jogos de Londres, há quatro anos, ele já havia se mostrado tentado a não seguir em frente. O desafio de guiar o time em uma Olimpíada em casa, porém, seduziu. Agora, é possível que se sinta motivado a iniciar o processo de montagem da nova equipe, mas o longo período no cargo pode ser determinante.

Em derrotas anteriores, como nos Jogos de Atenas, a seleção ganhou um rótulo de fracasso, mas a queda no Rio não deverá ser encarada assim. Ainda em quadra, as jogadoras agradeceram os aplausos da torcida, um reconhecimento da luta contra as chinesas. Abaladas, a maior parte não segurou as lágrimas. Na área de entrevistas do Maracanãzinho, algumas pediram para não falar, como Gabi, Thaísa e Fabíola. Dani Lins, outra que sai fortalecida por conta de sua evolução, pediu desculpas e chorou.

– Não tem outro sentimento, só tristeza. Demos o nosso máximo para chegar à final. Infelizmente, não deu. Erro nosso, em alguns momentos decisivos. Só podemos agradecer à torcida toda. E pedir desculpas. Nós, atletas, comissão, brasileiros, merecíamos a final por uma. Hoje, não (começa outro ciclo). Não consigo pensar em nada. Preciso deitar na minha cama e dormir. Não tenho um amanhã ainda. Vamos ver.

Levantadoras:
Dani Lins:
durante o ciclo olímpico, se destacou. Deve ser um dos pilares da nova seleção. Fabíola: aos 33 anos, ainda não definiu seu futuro, mas não deve encarar o novo ciclo olímpico

Centrais:
Fabiana: capitã da seleção, se despede com dois ouros olímpicos e como referência da geração.
Thaísa: bicampeã olímpica, deve ser um ponto de referência da nova seleção.
Juciely: aos 35 anos, não anunciou o destino, mas deve ter feito sua despedida da seleção.
Adenízia: aos 29 anos, é outra que deve ser chamada para o início do novo ciclo olímpico.

Ponteiras:
Natália:
deve assumir o posto de maior referência da seleção rumo a Tóquio
Fê Garay: campeã em Londres, tem 30 anos e talento para seguir no time
Jaqueline: ainda não definiu seu futuro, mas, aos 32 anos, pode ter feito sua despedida.
Gabi: é apontada como maior promessa da nova geração. Deve ganhar ainda mais destaque no novo ciclo.

Oposta:
Sheilla:
bicampeã olímpica, se despede da seleção como uma das maiores estrelas do vôlei nacional.

Líbero:
Léia: cresceu na reta final rumo ao Rio, mas, aos 31 anos, ainda não é nome certo no futuro da seleção.

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Força mental, superação e diversão: a final olímpica de Alison/Bruno Schmidt

Pela quinta vez seguida, o vôlei de praia masculino do Brasil vai marcar presença na final olímpica. Decidindo o ouro desde os Jogos de Sydney, em 2000, o país será representado no Rio por Alison e Bruno Schmidt. O primeiro, prata em Londres há quatro anos, vai para sua segunda decisão. Já Bruno fará sua estreia na disputa pelo ouro. A pressão pelo título em casa existe. Mas a ordem entre a dupla diante dos italianos Nicolai e Lupo é uma só: se divertir.

Alison e Bruno se prepararam para esse momento. O Mamute tenta conquista a medalha dourada que escapou na última Olimpíada. Já o Mágico respondeu as críticas de que era baixinho (1,85m) para o esporte com o título de melhor do mundo no ano passado em eleição realizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Agora ambos querem mais, embalados pela força mental da dupla e pela superação.

– Não é fácil entrar com essa obrigação de ganhar medalha. A gente reverte essa pressão na forma de jogar, de se divertir. Como consequência, estamos na final olímpica. Não tem o que conversar com Bruno antes da final. Vou pedir apenas para ele se divertir, assim como eu vou fazer. É uma decisão, já garantimos a prata. Agora é estudar o adversário – avisou Alison.

Os brasileiros precisaram se concentrar muito para passar pela semifinal. Depois de abrirem 1 a 0, chegaram a fazer 20 a 17 no segundo set e desperdiçaram quatro match points. O que poderia abalar, fortaleceu, fruto de um longo trabalho psicológico. No tie-brake, vitória por 16 a 14 sobre os holandeses Brouwer e Meeuwsen, 2 sets a 1 no placar e vaga garantida. Emocionado, Alison se jogou na areia e chorou.

– Quando me joguei na areia passou um filme na minha cabeça. Quando conheci o voleibol com 11 anos de idade, minha mãe me matriculou numa escolinha, e eu não queria. Como realmente superei dificuldades para estar aqui. Tinha que ser dessa forma, tinha que ser 2 a 1, tinha que ser sofrido, porque os grande times saem de grandes batalhas fortalecidos. Começamos com poucos pessoas acreditando na gente: “Ah, o Alison veio de uma derrota em final olímpica”. “Ah, o Bruno é um baixinho”. Eu realmente extravasei porque muitas pessoas me ajudaram para estar aqui e sou grato por isso. Estamos mostrando pro mundo o trabalho bem feito que viemos fazendo. Isso se chama superação. Nosso mental é muito forte. Qualquer time que tomasse aquela virada no segundo set teria se abalado e perdido o tie-break. Mas a gente vem trabalhando há cinco ou seis anos com uma psicóloga – frisou o Mamute.

Segundo Bruno, é hora de seguir controlando as emoções para conquistar o ouro.

– Esse tipo de torneio chega determinado momento em que o jogo fica muito mental, você precisa controlar as emoções, você joga de uma forma que não é seu normal. Eles cresceram forçando o saque. Mas eu sabia que mesmo eles começando na frente no terceiro set, se eu fizesse o Alison e o colocasse para jogar seu máximo, a gente venceria. Meu parceiro tem o melhor bloqueio do mundo e eu precisava usar isso.

Alison e Bruno Schmidt vão disputar a final na madrugada de quinta para sexta-feira, a partir da meia-noite, contra os italianos Nicolai e Lupo. Na semifinal, os rivais derrotaram os russos Barsuk e Liamin por 2 sets a 1, parciais de 15/21, 21/16 e 15/13.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Fim do sonho: Brasil perde nos pênaltis para a Suécia e vai disputar o bronze

Castigo pesado

Acabou o sonho do ouro olímpico para a seleção brasileira de futebol feminino. Após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, a derrota para a Suécia veio do mesmo jeito que a vitória sobre a Austrália embora com números diferentes: nos pênaltis, por 4 a 3 (nas quartas, venceu por 7 a 6). O Brasil pressionou o tempo inteiro, finalizou muito mais, atacou, mas esbarrou numa boa retranca montada pela técnica bicampeã olímpica Pia Sundhage e não foi capaz de vencer o jogo. Nas penalidades, brilhou a estrela da goleira sueca Lindahl, que pegou as cobranças de Andressinha e Cristiane. Bárbara, heroína contra a Austrália, ainda defendeu uma cobrança, mas não deu. A vaga para a decisão é das suecas.

Primeiro tempoO Brasil pressionou desde o início. Buscou o ataque, marcou em cima, finalizou muito. Marta, atuando na direita, tentou tudo o que podia e fez boas jogadas. Formiga brigou muito no meio-campo e Rafaelle, na defesa, garantia a segurança. Mas as suecas bloqueavam todas as investidas com uma retranca muito bem montada. Não fizeram sequer uma falta nos primeiros 45 minutos. Aguentaram a pressão e ainda assustaram um pouco em alguns contragolpes.

segundo tempoVadão queria ganhar o jogo e botou o time para o ataque. Andressinha, que tem bom passe, entrou no lugar de Thaisa, e o time chegou a melhorar no início, com bons ataques originados em passes longos. Mas logo a Suécia marcou a jogada. A cena se repetia com frequência: o Brasil insistia nos passes longos, perdia a bola e chegou a tomar contragolpes perigosos. A Suécia, fechadinha, contava também com a inoperância das atacantes Debinha e Bia para manter o placar zerado.

ProrrogaçãoNo tempo extra, as coisas não mudaram muito, exceto por um detalhe: as duas equipes estavam extenuadas. Marta, claramente cansada, já não produzia mais boas jogadas. Bia e Debinha, que estavam mal no jogo, foram substituídas por Raquel e Cristiane. No último lance, após chuveirinho na área, Marta quase abriu o placar após uma rebatida errada de Lindahl. Mas a bola teimou em não entrar.

A heroína suecaHedvig Lindahl, goleira sueca, mostrou segurança em toda a partida e quase não deu rebote quando acionada. Nos pênaltis, pegou as cobranças de Cristiane e Andressinha e foi decisiva na classificação sueca para a final. A goleira, que joga no Chelsea, tem 33 anos e é titular da seleção sueca desde 2002.

Luta pelo bronzeO Brasil ainda briga pelo bronze, e aguarda agora o perdedor do duelo entre Canadá e Alemanha, na semifinal. A Suécia, na luta pelo ouro, encara o vencedor do mesmo jogo.

 Fonte: Globoesporte.com
ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Após por fim à invencibilidade histórica de Walsh, Ágatha/Bárbara mira o ouro

Após encerrar a invencibilidade histórica em Olimpíadas da tricampeã Kerri Walsh e sua incrível sequência de 26 vitórias no vôlei de praia, desde Atenas 2004, Ágatha e Bárbara Seixas têm pouco tempo para virar a chave. Em sua estreia nos Jogos, a paranaense e a carioca, atuais campeãs mundiais, foram impecáveis na semifinal diante das americanas, cotadas como favoritas no Rio. E colocaram o Brasil em uma final olímpica depois de 12 anos, quando Adriana Behar e Shelda perderam justamente para Walsh e sua ex-parceira, Misty May. Na final, nesta quarta-feira, às 23h59 (de Brasília), Ágatha e Bárbara medem forças com as alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst, algozes de Larissa e Talita na outra semifinal.

– A gente ainda não realizou o feito, que foi criar uma derrota pra uma jogadora que nunca perdeu na Olimpíada. Mas a gente não focou nisso. Nosso objetivo foi sempre focar em nós duas, porque a gente sabia que, se a gente entrasse nesse favoritismo, já começava perdendo. A gente ia criar um monstro do outro lado. Vamos focar no nosso, e só assim a gente vai ter chance de ganhar. Isso foi a primeira coisa, para depois focar na tática, na técnica. Foi nosso melhor jogo contra elas, e aqui na Olimpíada, a gente está crescendo em cada jogo, aumentando o nosso nível de concentração e assertividade. Isso está fazendo a diferença – comentou Ágatha.

– Temos um trabalho “tchan” com a nossa psicóloga. Começou em 2013. Isso faz muita diferença, e a gente entra dentro de quadra sabendo qual a postura, qual o nível de concentração que a gente precisa, e ativar isso em todo jogo é muito difícil, manter o nível de agressividade em um campeonato de mais de 10 dias. Imagina você passar o dia inteiro pensando no teu jogo que é à meia noite. Você acorda pensando nele. Conseguir manter a calma durante o dia, para chegar aqui e ainda ter esse foco e conseguir se blindar, sabendo do outro lado tem a Walsh, com todo o favoritismo para elas. Até entendo o nível de reportagem em cima dela, acho natural, mas a gente tinha que lutar contra isso. A gente se blindou e trabalhou bem o psicológico – completou.

Juntas desde 2011, Ágatha e Bárbara formam uma das parcerias mais entrosadas da atualidade. Em sintonia fina dentro e fora da quadra, as atletas, bicampeãs brasileiras (2012/2013 e 2013/2014), fazem parte de uma grande família. O técnico, Ricardo de Freitas, é marido de Babi, e o preparador físico, Renan Rippel, é casado com Ágatha. A equipe técnica da equipe tem 10 membros, dentre eles, uma psicóloga que as acompanha há três anos, Maíra Ruas, responsável por ajudar na parte emocional e mental das jogadoras. O irmão da carioca, Ricardo Seixas, também integra a comissão como analista de vídeos.

– O convívio é intenso, mas é legal. Tem seus pontos, pois a convivência é extrema e é preciso haver um profissionalismo muito grande, o que existe na nossa equipe. Sabemos separar muito bem isso. Mas, por termos intimidade, não tem essa passa a mão na cabeça. Pega mais no pé. Mas é legal porque você divide os sonhos, os mesmos objetivos e entende a rotina um do outro, que é muito desgastante. E é muito bom dividir com a família este sonho – contou Bárbara.

O Brasil é o país com mais medalhas nas areias em Olimpíadas. Depois de Atlanta 1996, ao menos uma medalha é conquistada a cada edição. São 11 no total, sendo duas de ouro, seis de prata e três de bronze. Alison e Bruno Schmidt, classificados para a final masculina, nesta quinta-feira, às 23h59, já garantiram mais uma. Outras representantes do país na disputa, Larissa e Talita podem levar outra, na briga pelo bronze, nesta quarta-feira, às 22h.

– Temos de virar a chave e se preparar muito porque as alemãs formam um time muito perigoso, principalmente, por terem derrotado outro time do Brasil, apontado como um dos melhores do mundo. Temos de estar atentas. Já as enfrentamos, ganhamos e perdemos. Não tem essa de encaixar muito um jogo com o outro, e sim de encaixar uma boa tática através de estudo, preparação e estatísticas. Antes de entrar em quadra, é preciso saber o que fazer – avaliou Babi.

O primeiro ouro de Ágatha e Bárbara veio em 2014, no Open de Puerto Vallarta, no México, no ano em que a dupla terminou na vice-liderança do ranking. Na temporada seguinte, a carioca e a paranaense foram ao auge com os títulos do Open de Praga, do Grand Slam de St. Petersburgo e o Campeonato Mundial da Holanda. Sagraram-se campeãs do Circuito Mundial e mostraram todo a sua força em busca de uma medalha olímpica em sua estreia nos Jogos. Desde que uniram as forças, elas têm feito um trabalho degrau a degrau.

– Quando a gente se juntou, foi uma coisa muito aos pouquinhos, refinando, objetivos a curto prazo, e uma coisa que a gente valoriza muito é essa jornada, Se a gente coloca uma meta muito distante, você pode se atropelar no processo das coisas. O fato de termos construído o passo a passo, a escadinha, deu mais sustança ao time crescimento – contou a carioca.

Ágatha deu os primeiros passos no esporte no vôlei de quadra em 1992, em Paranaguá (PR), um lugar e sem praia. Migrou para as areias em 2001 e nunca mais quis saber de outra coisa. A paranaense formou uma parceria com a campeã olímpica Sandra Pires em 2005, começou a faculdade de jornalismo, mas abandonou para se concentrar apenas no vôlei de praia. A aposta deu certo. Bárbara, por sua vez, sempre foi “rata de praia”. Depois de conhecer melhor o esporte em uma escolinha na Barra da Tijuca, a carioca despontou como uma das maiores promessas de sua geração quando conquistou o Mundial sub-19 em 2005 e o bicampeonato mundial sub-21 em 2006 e 2007. Jogou na Turquia e voltou ao Brasil, tornando-se uma das principais atletas do país.
No auge da carreira, a carioca e a paranaense esperam escrever o nome na história com o tão sonhado ouro olímpico. Em busca do lugar mais alto do pódio, elas esperam contar outra vez com o apoio da torcida para superar pelo as alemãs, que também vem de uma ótima campanha..

– A torcida está sensacional em todos os nossos jogos. Quando entramos na quadra, pensamos só em fazer o nosso. Esse time estava engasgado para muita gente, inclusive, para nós, que jogamos algumas vezes contra elas e o nosso histórico era de mais derrotas do que vitórias. Mas isso foi bom para mantermos uma atenção a mais e funcionou. Não pensamos: “Ah vamos ganhar deste time porque está entalado para ciclano ou beltrano”. Temos de focar nas nossas ações. Taticamente, jogamos muito bem, dificultamos e mostrando que quando fazemos bem o que treinamos, não importa com quem você joga, você pode fazer jogo duro com qualquer time, não importa o histórico ou o favoritismo – analisou Bárbara.

Assim como Bárbara, Ludwig tem se destacado pelas defesas espetaculares e ataques potentes. Kira, por sua vez, também vem sendo muito eficaz no bloqueio. A dupla da Alemanha perdeu apenas um set na competição e conseguiu a classificação através do ranking olímpico, onde figuravam em quarto lugar. Elas são as atuais líderes do Circuito Mundial de 2016 e, como não podem mais ser alcançadas, serão declaradas campeãs pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) na última etapa da temporada,m em Long Beach, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Quando a melhor dupla de todos os tempos chegou ao fim, nos Jogos de Londres 2012, com a aposentadoria de Misty May-Treanor, Kerri Walsh sabia que teria de encontrar uma nova parceira. Foi encontrar justamente do outro lado da rede. Após enfrentar April Ross na final olímpica, Walsh a encontrou em outro momento e lançou o desafio: “Vamos buscar o ouro no Rio”. As duas começaram a treinar e logo formaram um dos melhores times do mundo. Agora, as americanas precisam se reinventar para se despedir com um pódio olímpico. Walsh conta que sequer ouviu as vaias da torcida, apenas a energia do público. Desolada após a sua primeira derrota da carreira em Olimpíadas, a americana de 38 anos não escondeu o abatimento.

– Não escutei uma vaia que seja. Não sabia o que estava acontecendo, apenas senti a energia e isso é positivo. São fãs do esporte, eu apenas queria ter vencido. O sentimento (da primeira derrota em Olimpíadas) é terrível – lamentou.

A Rio 2016 é a quinta Olimpíada no currículo de Walsh, que competiu em Sydney 2000 a sua primeira, no vôlei de quadra, terminando em quarto lugar. Esta será a sua quarta vez no vôlei de praia e, desde Atenas 2004, passando por Pequim 2008 e Londres 2012, ela nunca perdeu uma partida sequer. Ao lado de May, sua parceira por 11 anos nas areias, a americana de 38 anos conquistou o tricampeonato olímpico, e uma impressionante sequência de 21 vitórias.

Walsh chegou a 26, somando as disputas com April, de 36 anos, em sua segunda participação nos Jogos, depois de faturar a medalha de prata ao lado de Jennifer Kessy em Londres. A dupla se uniu em 2013 e foi logo alçada ao posto de favorita nos Jogos Olímpicos. Mas, um susto, em julho do ano passado, por pouco não as deixou fora do Rio. Kerri deslocou o ombro direito justamente em um jogo contra Ágatha e Bárbara Seixas. Mesmo machucada, a americana alcançou a vitória. Precisou se submeter a uma cirurgia, foi dúvida, mas, se recuperou a tempo. Só não contava em encontrar a potência verde e amarela para dar fim ao histórico de vitórias.

Se quiser subir ao pódio, terá de vencer Larissa, uma velha conhecida. A capixaba, que ficou nove anos ao lado de Juliana e se aposentou após Londres 2012, voltou movida pelo sonho do ouro olímpico. Fechou a parceria com Talita em 2014 e a sintonia entre as duas ficou nítida logo nas primeiras etapas que disputaram no Circuito Mundial. Elas foram campeãs de quatro etapas seguidas naquele ano (Áustria, Polônia, Brasil e Argentina) e também venceram o Circuito Brasileiro de 2014/2015, com títulos em sete das nove etapas disputadas.

No ano passado, Larissa e Talita somaram seis ouros no Circuito Mundial, inclusive no World Tour Finals, que reúne as melhores equipes da temporada. A capixaba e a sul-mato-grossense de Aquidauana ficaram 61 partidas sem perder em 2015. Por esta razão, a frustração em parar nas semifinais foi algo difícil de ser digerido. Porém, Talita deu o mérito da vitória para as alemãs e espera voltar ainda melhor para a disputa da medalha de bronze.

– Elas mereceram, vão jogar a final. Isso não quer dizer que pra nós acabou. A medalha é a motivação. Eram sete finais, perdemos uma, mas tem outro jogo. Essa torcida merece. E não é só por eles: é por nós, por quem está com a gente. É fácil achar motivação. Não é difícil, não. – Há uma frustração. É uma frustração grande. Mas isso não acaba com o que construímos e ainda vamos construir. Quando tem uma derrota, tem que partir para a próxima. Não quer dizer o fim: quer dizer que alguém foi melhor do que você naquele dia. Elas hoje foram melhores e mereceram. É um time bom, que está em boa fase, e tiveram todo o mérito. Não jogamos tão bem. No primeiro set, a gente estava dominando, jogando bem, e deixamos que elas dominassem. O esporte é feito de vitórias e derrotas.

Fonte: Globo.com

 

 

 

 

 

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Curativo, insônia, oração e ouro: o dia mais importante da vida de Robson

Terça-feira, 15 de agosto, 19h15. Este era o horário da luta mais importante da vida de Robson Conceição. Luta na qual ele se tornaria o primeiro campeão olímpico da história do boxe brasileiro. Mas apesar do horário do combate contra o francês Sofiane Oumiha ser tarde, o dia do baiano de 27 anos começou cedo, muito cedo.

Hospedado com o Time Brasil na Vila Olímpica, Robson já estava de pé antes das 6h da manhã. Tudo porque as pesagens do boxe nos Jogos deste ano precisam ser feitas na manhã do dia na luta. Mas antes de comparecer ao Pavilhão 6 do Riocentro para a pesagem oficial, o brasileiro teve que passar no médico. Precisava tirar os pontos e refazer o curativo do incômodo e profundo corte que sofrera no supercílio esquerdo na luta do último domingo contra o cubano Lázaro Álvarez, pelas semifinais.

Depois do curativo e da pesagem, tomou um café da manhã reforçado, com bastante carboidrato, para ter energia para a luta. Foi descansar. Conhecido por ser um cara família, Robson não teve contato com a esposa, com a mãe e com a filha antes da luta. Nem pessoalmente, nem por mensagem. O foco no ouro era absoluto. A festa com a família viria só depois do objetivo cumprido. Robson, aliás, blindou-se desde que chegou ao Rio de Janeiro para fazer a preparação final com os demais integrantes da seleção brasileira na Escola de Educação Física do Exército, na Urca. Estava há um mês sem usar celulares e sem olhar as redes sociais.

Robson almoçou com os demais integrantes e treinadores da seleção brasileira de boxe e foi para o quarto descansar. Hora de tirar aquela soneca? Que nada. A ansiedade era tanta, que o baiano não conseguiu tirar um cochilo. Aproveitou para orar.

– Tentei dormir um pouco e não consegui. Virava, mexia, fazia oração, pedia a Deus proteção e sabedoria, que ninguém saísse machucado. Nem eu, nem meu adversário. Pedia que fizéssemos uma boa luta e saíssemos ilesos do combate. Só queria dar um grande show para a torcida brasileira que veio me apoiar – disse.

Às 16h30, chegou ao Riocentro. Faltavam exatas três horas para sua consagração. Três horas para controlar a ansiedade. Com calma, fez a bandagem nas mãos com a ajuda de seus treinadores. E pouco depois das 19h15, entrou no Pavilhão 6 do Riocentro, para euforia da torcida, que transformava as arquibancadas em caldeirão. Foi recepcionado aos gritos de “O campeão chegou!”. A confiança da torcida não era por acaso. Ele vinha de três vitórias contundentes nos Jogos. Quinze minutos e três rounds depois, Robson havia feito história. Tornara-se o primeiro medalhista de ouro da história do boxe brasileiro em Jogos Olímpicos.

Na  saída do ringue, retribuiu o carinho da torcida com sinais de coração. Pegou um boneco do mascote “Vinicius”, da Rio 2016, e pulou a placa para, enfim, cair nos braços da família. Beijos na filha Sophia, que completa 2 anos nesta sexta-feira, na esposa Erika, na mãe dona Márcia, e abraços em seus amigos e antigos treinadores. Em seguida, muitas, mas muitas entrevistas. Terá de se acostumar. Agora é um herói olímpico.

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Sob os gritos de “o campeão voltou”, Brasil bate a França e se classifica

França. Maracanãzinho. Jogo decisivo. A cena remetia a uma situação doída, vivida há um ano. Aquela derrota logo no primeiro confronto da fase final da Liga Mundial custou a eliminação prematura do Brasil. E virou um marco para o grupo. A lição aprendida não foi esquecida. Baixar a guarda e a energia contra Ngapeth & Cia. nunca, jamais, em tempo algum. E foi o que a seleção fez na noite desta segunda-feira. Entrou em quadra sob forte pressão, tendo que derrubar aquele gigante jovem e abusado para se manter viva no torneio olímpico. Foi para cima, escolheu os golpes certos e levou os campeões europeus à lona: 3 sets a 1, parciais de 25/22, 22/25, 25/20 e 25/23.

A tensão dos últimos quatro dias ficava para trás. O time se reerguia depois de reveses para os EUA e a Itália. Depois de ter ficado sob ameaça de repetir o pior resultado de sua história: um nono lugar nos Jogos da Cidade do México 1968. Com a vitória, terminou na quarta colocação do Grupo A e enfrentará a Argentina, primeira do B, nas quartas de final na próxima quarta-feira, às 22h15 (horário de Brasília). Os italianos vão medir forças com o Irã. Quem passar do confronto sul-americano pega o vencedor de Rússia x Canadá. O outro será entre Polônia e Estados Unidos.

– Senti alívio. A situação era difícil e o time respondeu bem, teve atitude. Em certo ponto eu até queria conter a torcida. Era prematuro gritar ”o campeão voltou”. Ainda é, na verdade. Importante que a torcida viu uma atitude diferente do time. E o Brasil soube fazer isso contra uma grande equipe. Se a gente olha para a França, até seis meses atrás era considerada a favorita para levar o ouro. Mas começou mal, também entrou pressionada e sucumbiu no final – analisou Bernardinho após o fim da partida.

O jogo

Bernardinho trocava a formação. No lugar de Maurício Borges, Lipe. Os franceses botavam pressão e abriam 5/2. Ngapeth ia se soltando. Lucarelli não conseguia fazer o mesmo. Tocava duas vezes na rede. Wallace mantinha o time próximo no placar (10/8). O saque de Lipe entrava e deixava tudo igual (12/12). Mas Le Roux aparecia sem ser incomodado pelo bloqueio. O Brasil corria atrás do prejuízo de novo. E contava com a ajudinha do central para fazer 16/16. Maurício Souza fechava a porta para Rouzier e a seleção tomava o comando. Ngapeth tentava o ataque e a bola encontrava a rede (18/16). A arquibancada subia o volume. Lucarelli seguia no serviço. Maurício freava Rouzier mais uma vez.

O respiro durava pouco. Um bloqueio bem explorado e um ace de Rouzier e lá estavam os franceses no pé. Wallace ia para o saque. Mirava no único espaço vazio da quadra. Lamentava o erro. Serginho tinha certeza de que havia sido dentro. Bernardinho seguia a sua orientação e pedia o desafio. Dentro, por um tantinho, mas dentro. O técnico Laurent Tillie discordava, reclamava, era vaiado e levava o cartão amarelo (22/19). Ngapeth respondia com um ataque poderoso. Mas colocava força demais no saque e dava de graça o ponto que a seleção precisava para fazer 1 a 0: 25/22.

E errava outra vez, do mesmo lugar, na retomada do jogo. Para compensar a falha do craque, o triplo bem montado trabalhava. Wallace teimava em voar mais alto que ele e sempre tirava o Brasil dos momentos mais difíceis, quando os rivais engrenavam uma boa sequência e se esforçavam para que a diferença aumentasse para quatro pontos. O jogo do oposto fluía. Com sorriso no rosto, parecia se divertir em quadra (12/11). A França insistia, incomodava. Bernardinho colocava William e Evandro na partida. O time encostava (21/20). Lucão desperdiçava um saque. William chamava Lipe. Bola no chão. Ngapeth respodia do outro lado. Num erro de recepção num saque de Le Roux e a vantagem se perdia: 25/22.

O Brasil equilibrava as ações no terceiro set. O saque entrava, o bloqueio mostrava mais empenho. O time assumia o comando do placar  (9/8). Lucarelli começava a fazer a diferença. E a seleção agradecia. A equipe crescia junto com ele (19/15). A torcida também. A França já falhava mais. Bruninho não deixava Tillie completar seu contra-ataque e matava a parcial, passando para o outro lado uma bola que parecia perdida: 25/20.

Os gritos de “o campeão voltou” tomavam conta do ginásio depois de uma bela jogada de Bruninho. A França não se entregava e abria 13/10. O Brasil mantinha a concentração e comemorava o empate após um bloqueio de Lucão sobre Ngapeth (14/14). As equipes trocavam erros, a pressão aumentava na reta final. Os franceses tinham um ponto de frente (22/21). Rouzier fazia mais um. Comemorava o logo em seguida o set point. Bernardinho ganhava o pedido de desafio. Rouzier pedia a bola. Atacava para fora. Tudo igual (23/23). Wallace subia com vontade. Match point. Os franceses sentiam o golpe. E caíam.

Confira os confrontos nas quartas de final

Jogos no dia 17/08, quarta-feira:

10h – Rússia x Canadá
14h – Polônia x Estados Unidos
18h – Itália x Irã
22h15 – Brasil x Argentina

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3