Para tentar evitar o desperdício, a Cagece aumentou o número de equipes de fiscalização porta a porta nos bairros de Fortaleza ( FOTO: NAH JEREISSATI )
Para tentar evitar o desperdício, a Cagece aumentou o número de equipes de fiscalização porta a porta nos bairros de Fortaleza ( FOTO: NAH JEREISSATI )

A preocupação com o desperdício de água residencial no Ceará tem movimentado toda a população. O problema histórico da seca se agrava com vazamentos e fraudes existentes nas residências e nas tubulações da própria Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Para se ter dimensão dos problemas da distribuição, conforme dados da empresa, o Índice de Água Não Faturada (Ianf) da água tratada, de janeiro a maio deste ano, é de 25,37% no Estado. Em 2015, a perda operacional anual da companhia alcançou 26,76%.

Esse índice está relacionado a ligações clandestinas, vazamentos, hidrantes defeituosos, entre outros problemas das empresas que abastecem cada Estado. O Ceará se aproxima da média nacional de água não faturada, que está acima de 30%.

Em 2010, esse percentual era de 21,7% e, em 2015, alcançou 26,76%, segundo a Cagece. Em contrapartida, a Companhia tem realizado uma verdadeira força-tarefa no sentido de evitar as ocorrências de perda de água, além de trabalhar constantemente para que este índice seja reduzido para abaixo de 25%.

O Ianf, levantamento de cada empresa de abastecimento pelo Instituto Trata Brasil, avalia o nível da água não faturada sem o volume de serviço. O dado apresenta uma visão do que a empresa está produzindo e não consegue faturar. As empresas definem o volume de serviço de maneira muito diferente, logo, a comparação desse índice para duas empresas pode trazer distorções. Os valores são calculadas com base no volume faturado mensalmente.

Soluções

Para o geólogo Claudionor Araújo, presidente do Conselho Estratégico do Instituto Hidroambiental Águas do Brasil (IHAB), é necessária uma maior eficiência da prestação de serviços. “É preocupante a situação das nossas instalações subterrâneas. Se sabe da existência de problemas, mas às vezes um furo não é consertado. Falta eficiência no reúso e reparo das redes”, diz.

Outro ponto comentado pelo profissional é o desperdício existente nos movimentos de transposição da água de açudes. “Quando se desloca a água do Castanhão, por exemplo, já é ciente do déficit de alguma porcentagem. A própria natureza, por meio da evaporação, complica esse processo”.

Por meio de nota, a Cagece informou que vem intensificado o trabalho de combate às perdas de água, tanto por vazamentos na rede de abastecimento, como por fraudes. “Ao todo, 96 equipes estão sendo incrementadas para combate às perdas, com investimento de R$ 19 milhões”.

A reportagem tentou conversar com um profissional da Cagece responsável pela distribuição de água, para falar sobre os problema da rede, mas até o fechamento desta edição, o órgão não disponibilizou um gestor para se pronunciar.

A partir de hoje, a Cagece dá início à fiscalização intensiva, com visitas porta à porta, no combate às perdas de água por fraudes na comunidade Aldaci Barbosa, no bairro de Fátima. A ação agora terá como foco as pessoas que estão com irregularidades e não se apresentaram voluntariamente nos primeiros dias da ação, iniciada no último sábado (13) em caráter educativo. Ao serem identificadas, as irregularidades serão eliminadas e a notificação de multa aplicada. A ação, que iniciou-se no bairro Damas, irá percorrer toda a cidade.

dsa

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste/João Lima Neto
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