21.7 C
Ipu
quinta-feira, abril 30, 2026
Início Site Pagina 884

Lais Souza experimenta a bocha e volta a sonhar com esporte: “Amei”

A chama de ser uma atleta sempre esteve acesa em Lais Souza, mas ganhou novo ânimo nas Paralimpíadas. A ex-ginasta até já tinha ouvido falar de bocha, só que precisou assistir ao título da equipe do Brasil na classe BC3 para ver que ainda tem espaço no esporte. Mesmo sem ter os movimentos de braços e pernas desde o acidente de esqui de 2014, ela viu que era possível competir na modalidade mais inclusiva dos Jogos. A convite do SporTV, Lais experimentou pela primeira vez a bocha em um encontro com a campeã paralímpica Evani Calado.

– Sabe quando você volta a sonhar? Voltei para dentro do esporte. Para mim, estava distante até um tempo atrás. Conhecendo a bocha e vendo que é possível, agora não vejo por que não tentar? Resgatei algo que estava em mim. Amei. Muito legal. É o que falo para todo mundo: “Vem fazer esporte”. Essa Paralimpíada está me abrindo portas – contou Lais, que é convidada especial da cobertura do SporTV nos Jogos do Rio.

Ao lado do cuidador Willian Campi, Lais primeiro teve que ver os jogos de Evani, Evelyn de Oliveira e Antônio Leme, o Tó, para crer nas histórias que ouvia, para entender que não há limites na bocha. Ela aceitou o convite do SporTV e ganhou uma aula com Evani na área de aquecimento da Arena Carioca 2.

– É muito inclusivo. Eu não mexo um dedo, mas eu posso competir, posso estar em uma Paralimpíada. É muito legal ver o esforço dessa galera. Tive uma lição de ser humana – disse Lais.

Ela ouviu de Márcia Campeão, coordenadora da bocha brasileira, a explicação de que a classe BC3 é destinada a atletas com grande limitação motora. Os atletas precisam da ajuda de uma rampa (a calha) para poder lançar as bolas mais perto do alvo. Um calheiro monta a estrutura da rampa, mas sob os comandos do atleta, sem poder falar e nem olhar o jogo. O atleta é o cérebro, o calheiro a mão.

Lais pegou emprestado o material da campeã Evelyn e até sua calheira, Ariane dos Santos, para a aula com Evani e sua parceira Renata Santos. Com uma vareta presa a um capacete, a ex-ginasta conseguia empurrar a bolinha para tentar chegar ao alvo. Até foi na direção certa, mas a campeã paralímpica tinha a experiência de sete anos para saber exatamente qual bola usar para afastar as de Lais, que tentou por várias vezes retomar o ponto, mas não conseguiu. Mesmo vencendo com facilidade, Evani foi só elogios para sua aluna.

– Ela tem um futuro enorme. Já tem o foco de um atleta, o que ajuda muito. No meu primeiro jogo, perdi de 17 a 0 para o Tó. Era para desanimar, mas fiquei encantada com ele. É o jogador que tem a maior dificuldade motora e também tem dificuldade para falar, mas é o cara. O que me incentiva é mostrar que nada é impossível. Eu sonhava ser uma publicitária, mas a bocha me pegou de jeito. Acredite, Lais. Você pode voltar ao esporte – contou Evani.

Lais se animou com a experiência e não descarta começar a treinar para quem sabe estar ao lado de Evani em uma equipe paralímpica do Brasil.

– Conhecendo as regras, consegui me adaptar, consegui adaptar a atleta Lais Souza para a bocha. Quero conhecer muito mais e treinar com as campeãs paralímpica.

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

na semana do mistério, Palmeiras se atrapalha e Jesus resolve

O clima de mistério sobre a escalação de Gabriel Jesus foi levado ao extremo. Com direito até a escalação com Lucas Barrios no time titular divulgada para a comissão técnica do Flamengo enquanto os palmeirenses faziam o aquecimento em campo. Mas, como tem se tornado rotina, a dúvida só foi desvendada poucos minutos antes do início da partida, e Gabriel Jesus, que teve lesão no último domingo, formou trio ofensivo alviverde ao lado de Dudu e Róger Guedes.

Artilheiro do Palmeiras em 2016 e titular da seleção brasileira, Jesus é um dos atletas mais badalados da nova geração. E ele mostrou o porquê de tanto esforço da comissão técnica e do departamento médico para colocá-lo em campo contra o Flamengo, no duelo contra o vice-líder do Campeonato Brasileiro.

Após três faltas, o atacante cavou a expulsão de Márcio Araújo, mas, no geral, o primeiro tempo do duelo foi muito travado e com a marcação falando mais alto – foram apenas 20 minutos de bola rolando e 14 faltas no total.

Mais organizado, o Flamengo adiantou a equipe e soube anular uma das principais armas do Palmeiras: a saída de bola com Moisés e Tchê Tchê. Nem a tentativa de Dudu de atuar mais centralizado melhorou a criatividade alviverde. De quebra, explorou a velocidade de Everton e Gabriel e conseguiu assustar o gol de Jailson. A melhor chance, porém, foi com Gabriel Jesus, que roubou a bola de Réver e parou em boa defesa de Muralha.

Na volta do intervalo, o Palmeiras voltou com uma formação que na teoria seria mais ofensiva – Lucas Barrios entrou no lugar do volante Gabriel. Mas ficou na teoria mesmo. Com pouca inspiração e repetição de erros, o Verdão sentiu o nervosismo, principalmente após Alan Patrick abrir o placar. O gol do Flamengo, aliás, foi uma tragédia de todo o sistema defensivo palmeirense.

Aos 16 minutos, Zé Ricardo colocou Alan Patrick na vaga de Gabriel. O Flamengo cobrava um arremesso lateral do lado direito do seu ataque. Foi quando o meia se aproveitou de uma incrível bobeada da defesa palmeirense para aparecer livre e marcar em seu primeiro toque na bola.

Defesa do Palmeiras falha na marcação no lance do gol do Flamengo (Foto: GloboEsporte.com)

Pressionado, o Verdão viu os rubro-negros fecharem os lados do campo. Até Mina tentou aparecer como elemento surpresa no ataque, pela direita ou até tentando se aproveitar de alguns dos cruzamentos levantados para área carioca.

Em um dia de pouca inspiração criativa, o empate só poderia vir em uma união de duas coisas: a estrela de Jesus e um lance de bola parada. Foi então que Moisés arremessou um lateral para a grande área aos 37 minutos do segundo tempo e Gabriel Jesus aproveitou o rebote para bater rasteiro e vencer Alex Muralha para fazer 1 a 1.

A virada até poderia ter vindo para o time de Cuca – Dudu e Mina tiveram boas chances -, mas o empate foi mais justo ao que apresentaram Palmeiras e Flamengo. Se para quem achava que o duelo seria um tipo de final de campeonato, a igualdade deixou clara que o equilíbrio deve continuar presente até as rodadas finais do Brasileirão.

O Verdão manteve a liderança, mas precisa voltar a apresentar um futebol mais envolvente, principalmente no ataque, para parar de perder chances de disparar na primeira colocação. Por enquanto, pelo menos, as oportunidades desperdiçadas não fizeram falta. E sábado é dia de Dérbi, contra o Corinthians, em Itaquera.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Com pontuação destacada, Brasil sobe cinco posições no ranking da Fifa

O grande número de jogos pelas eliminatórias à Copa do Mundo fez o ranking da Fifa se mexer. Na atualização divulgada nesta quinta-feira, a Fifa destacou o crescimento da seleção brasileira depois das vitórias contra Equador e Colômbia no começo do mês de setembro. O time de Tite foi o que mais somou pontos entre todas as equipes: 167. O Brasil subiu cinco posições e agora é quarto colocado com 1323, empatado com a Colômbia, que caiu uma colocação.

A Argentina segue como líder com 1646. Em segundo, aparece a Bélgica. A Alemanha subiu uma posição e agora é terceira com 1347. O Uruguai, que perdeu para a Argentina e venceu o Paraguai nas eliminatórias, chegou à nona posição, tendo elevado três postos na tabela. País de Gales é 10º – subiu uma posição. A Seleção teve o maior número de pontos, mas quem ficou com o maior crescimento em relação à classificação foi a Bolívia, que subiu 35 postos e agora é 75º.

O Brasil volta a campo pelas eliminatórias sul-americanas à Copa de 2018 no dia 6 de outubro diante da Bolívia. O confronto começa às 21h45 (de Brasília), na Arena das Dunas, em Manaus. Dia 11 de outubro, o compromisso é diante da Venezuela.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Repeteco! Fabinho garante mais uma prata para o Brasil nos 200m T35

Dose dupla de Fábio Bordignon no Estádio Olímpico. Depois da prata nos 100m rasos T35, o velocista mostrou mais uma vez que a decisão de trocar o futebol de 7 pelo atletismo não podia ter sido mais acertada. Cheio de poses e caretas antes da prova, Fabinho repetiu a dose e chegou em segundo nos 200m na manhã desta segunda-feira. Foi a 14ª medalha do Brasil no atletismo, mais da metade das 25 conquistadas até agora nos Jogos Paralímpicos do Rio. O ouro ficou com o ucraniano Ihor Tsvietov e Hernan Barreto, da Argentina, foi bronze.

Já nas graças da galera pelo pódio da última sexta-feira, Fabinho explorou sua personalidade extrovertida no Engenhão. Com apetrecho no antebraço, brincou com a câmera, fez caretas e mexeu no cabelo ao seu anunciado pelo sistema de som. Durante a prova, no entanto, não foi possível incomodar o favoritismo do ucraniano Ihor Tsvietov, que liderou da ponta a ponta e cruzou a linha de chegada com 25s11, a melhor marca da vida. O brasileiro, por sua vez, não tem do que reclamar. Ele também nunca tinha corrido para 26s01 e bateu o recorde sul-americano da prova.

– Estou muito feliz. É minha primeira Paralimpíada pelo atletismo e conquistei duas medalhas. Não tenho palavras. Se Deus quiser, terei uma carreira brilhante pela frente. Uma nova história está começando. Em um ano e nove meses consegui ser convocado e disputar os Jogos. Estou realizou. É bastante lucro.

Quarto lugar em Londres 2012 com o futebol de 7, Fabinho precisou aprender a se virar sozinho para chegar ao pódio paralímpico.

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Trinta municípios cearenses recebem novos delegados da Polícia Civil

65 novos delegados da Polícia Civil foram empossados no último dia 29 de agosto e já começaram a trabalhar no Interior do Estado ( Foto: José Leomar )
65 novos delegados da Polícia Civil foram empossados no último dia 29 de agosto e já começaram a trabalhar no Interior do Estado ( Foto: José Leomar )
65 novos delegados da Polícia Civil foram empossados no último dia 29 de agosto e já começaram a trabalhar no Interior do Estado ( Foto: José Leomar )

Os novos delegados da Polícia Civil, empossados pelo governador Camilo Santana no último dia 29 de agosto, serão lotados em delegacias de 30 municípios cearenses que estavam sem titular, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) na última segunda-feira (5).

Além dos 30 municípios que estavam desguarnecidos de delegado, outras 3 cidades – Crateús, Iguatu e Quixadá – que terão delegacias funcionando 24h já a partir de setembro, também receberão os novos delegados.

Crateús receberá 4 novos delegados; Iguatu, também 4; e Quixadá, 1. O acréscimo de delegados na Polícia Civil do Ceará será de 65 novos profissionais.

Além das 3 cidades, Crato também passará a contar com uma delegacia em regime de plantão 24h, mas não precisará de novos delegados.

Confira a lista com os 30 municípios:
Alto Santo
Amontada
Aracoiaba
Araripe
Bela Cruz
Caririaçu
Cedro
Coreau
Farias Brito
Guaraciaba do Norte
Independência
Iracema
Jaguaretama
Jaguaruana
Jardim
Jucás
Mombaça
Novo Oriente
Orós
Pacujá
Pedra Branca
Penaforte
Quiterianópolis
Saboeiro
Solonópole
São João do Jaguaribe
Uruburetama
Uruoca
Varjota
Várzea Alegre
Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste
ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Angolano supera guerra e fome, vira advogado e defende o Brasil no Fut 5

A guerra civil assolava Angola e dividia a nação. Com o terror nas ruas, a família Dumbo não teve o que fazer com o pequeno Maurício Tchopi Dumbo. Em 1995, aos cinco anos, ele contraiu sarampo e não pôde se tratar adequadamente. As ervas dos curandeiros de Benguela não surtiram efeito e ainda criança ele perdeu a visão. Fugindo dentro do próprio país, era impossível pensar em futuro. Em 2001, porém, uma porta se abriu. Um convênio entre os governos angolano e brasileiro trouxe jovens para estudar no Brasil. Maurício, com 11 anos e analfabeto, ganhou uma nova chance e a abraçou. De lá para cá, nunca mais viu a família, mas aprendeu muito mais do que a ler e escrever.

Tornou-se advogado, conheceu o futebol de 5 e naturalizado desde 2014 veste verde e amarelo na Paralimpíada Rio 2016. Neste domingo, às 16h, contra a Turquia, Maurício terá mais uma chance de defender o Brasil. Ele não entrou em quadra na estreia vitoriosa sobre Marrocos, por 3 a 1, mas está realizado só de estar na Cidade Maravilhosa com a seleção.

– A sensação é incrível. É até difícil encontrar palavras. Eu já passei fome. Tive uma infância complicada, na guerra. Perdi meu pai no conflito. Chegava em casa de noite e minha mãe falava que não teria janta. Que não tinha comida. Aos cinco anos, contraí sarampo. E então fiquei cego. Andar pelas ruas para me tratar era perigoso. Poderia acionar uma mina terrestre. Os mais velhos ainda acreditavam em curandeiros, em ervas milagrosas. Mas não funcionou. Hoje, sou advogado, conheci o esporte no Brasil e disputo a Paralimpíada por uma seleção que é tricampeã paralímpica – conta Maurício.

Angola entrou em guerra em 1975, logo após a independência de Portugal. Foram mais de 500 mil mortos até 2002, quando o conflito chegou ao fim. Um ano antes, Maurício chegou ao Brasil com mais 15 jovens angolanos. Com tudo pago pelo governo de seu país, receberia a educação que a guerra o negou. Em Juiz de Fora (MG) ficou por apenas quatro meses. Ele garante que a instituição local tinha um diretor racista. Após denúncia, foram levados para Curitiba. No Instituto Paranaense de Cegos (IPC), tudo mudou. Alfabetizado em braile, o jovem ganhou novo fôlego e iniciou a faculdade de direito.

– Em Curitiba fomos recebidos como se estivéssemos em casa. Ali aprendi a ler e a escrever. E segui a minha vida. Sempre fomos muito bem tratados. Nunca faltou carinho. Abri um novo horizonte na minha vida – explica o angolano.

CALDEIRÃO DO HUCK E OUTRAS AJUDAS

Tudo caminhava bem para Maurício, que conheceu o esporte paralímpico em 2006. O jovem dividia os estudos com o futebol de 5 e logo se destacou. Em 2014, contudo, a ajuda de custo do governo de Angola chegou ao fim. Ele teria que interromper o curso de direito e voltar para a África. Mesmo sem ver a família desde 2001, o angolano não desistiu. Ao lado de outros amigos, buscaram ajuda. Receberam apoio do povo de Curitiba e de instituições de caridade. Ganharam roupas, comida e moradia.

O reforço não foi suficiente, e Maurício e outros sete amigos recorreram ao Caldeirão do Huck, da TV Globo. Foram parar no “Agora ou Nunca”. Habilidoso, coube ao jogador o desafio de marcar três gols em pequenas balizas. Objetivo cumprido, eles ganharam R$ 30 mil e conseguiram terminar os estudos. Formado, hoje o atleta trabalha no Tribunal de Justiça de Curitiba, e há dois anos é jogador da Associação Gaúcha de Futsal para Cegos (Agafuc), onde em 2015 foi eleito o melhor jogador e artilheiro do Brasileirão.

– Muita gente nos ajudou. Quando o apoio do governo de Angola acabou, não sabíamos o que fazer. Ainda tinha parte da faculdade pela frente e precisávamos encontrar uma forma de arcar com os custos. Aos poucos, conseguimos apoio, comida, até hospedagem. Então consegui me formar e continuar com a minha vida no Brasil – diz o jogador.

SONHO É REENCONTRAR A FAMÍLIA

Formado, Maurício tem a vida encaminhada. Namora, faz estádio no Tribunal de Justiça de Curitiba e após o corte de Gladson, na última semana, conquistou uma vaga na seleção brasileira de futebol de 5. A naturalização partiu dele mesmo. Com o corte de verba do governo angolano, cada estudante buscou uma forma de continuar aqui legalmente. Ele foi o único que buscou a retirada de passaporte brasileiro, já pensando também numa chance de jogar pelo país.

– Foi uma vontade própria minha. Aos poucos, passei a imaginar que seria possível me naturalizar e jogar pela seleção brasileira de futebol de 5. Esse era mais um sonho.E no ano passado eu consegui a naturalização. Já tinha o visto permanente para ficar no país, mas quis a naturalização. Quis me tornar brasileiro. Agora, sabia que era difícil e não iria para a Paralimpíada, mas uma chance se abriu e estou aqui, muito motivado e pronto – garante Maurício.

A continuidade no Brasil, todavia, teve o seu preço. Desde que deixou Benguela Maurício nunca mais esteve perto dos familiares. De 2001 a 2004, nem teve contato. Em 2005, os parentes o viram pela televisão quando o jovem participou de um grupo de cantores que se apresentou no aniversário do presidente José Eduardo dos Santos na capital Luanda. Mas, foi só em 2009 que o jogador passou a manter contato à distância. O irmão, que é da mesma igreja que Maurício, o reconheceu em um vídeo exibido durante um culto. Só ali o atleta descobriu que o pai havia morrido.

Hoje, a mãe segue a vida dura em Angola. Analfabeta, faz faxina para pagar suas contas. Sem encontrá-la desde que tinha 11 anos, Maurício não quer apenas o ouro na Paralimpíada. Seu sonho é tornar-se juiz de direito e no futuro trazê-la para morar no país ao seu lado, onde poderá ter uma vida melhor.

– É o meu maior sonho (ver a mãe). Não encontro com ela desde os meus 11 anos. Nos falamos por telefone, converso com meus irmãos. Quero trazê-los para cá, para que ela possa ter uma vida melhor. Tenho certeza que vou realizar isso – finaliza Maurício, que tem juntado o salário para no fim do ano reencontrar a mãe.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

É ouro! Petrúcio bate seu 2º recorde mundial no Rio e é campeão nos 100m

Quem será capaz de parar Petrúcio Ferreira? Depois de correr a eliminatória dos 100m T47 em 10s67 e bater o recorde mundial da prova que já durava mais de duas décadas, o paraibano conquistou o ouro neste domingo superando a própria marca. Com os 10h57 estabelecidos no Engenhão, Petrúcio, de apenas 18 anos, conquistou a sua primeira medalha de ouro em Paralimpíadas, com direito a dobradinha brasileira no pódio. Dono de quatro medalhas nos Jogos Paralímpicos, o alagoano Yohansson Nascimento ficou com o bronze, com 10s79. A prata foi para o polonês Michal Derus, com os mesmos 10s79. As colocações de ambos foram definidas no photo finish, já que o tronco de Derus estava um pouco mais à frente.

Petrúcio, que perdeu a mão esquerda num acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos de idade, dominou a prova do início ao fim. A partir dos 50m finais, a distância do paraibano para Derus e Yohansson já era bastante visível. Após cruzar a linha de chegada, Yohansson, que é tricampeão mundial, fez questão de abraçar o compatriota, que no ano passado já conquistara o ouro nos 100 e 200m T47 dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Presente nas proximidades da tribuna de imprensa, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, foi outro a vibrar efusivamente com o feito do jovem fundista.

Petrúcio, que também é recordista mundial nos 200m, ainda corre mais duas provas na Rio 2016: o revezamento 4 x 100m rasos T42-47, nesta segunda, e os 400m T47, na sexta. A Paralimpíada do Rio é sua primeira grande competição do paraibano, já que uma lesão o impediu de largar nas três provas em que estava previsto para o Mundial de Doha 2015, pouco depois do Parapan de Toronto.

– Eu sabia que seria muito difícil de competir contra os brasileiros, que são muito fortes. Um foi melhor (Petrúcio), mas, pelo menos eu consegui superar o que tinha me vencido ontem (Yohansson) – disse Michal Derus.

O polonês, que não se classificou para os Jogos de Pequim 2008 e Londres 2012 elogiou a atmosfera do Estádio Olímpico e comemorou muito a prata.

– Estou muito feliz oi ter sobrevivido nos cinco anos entre 2008 e 2013. Eu ainda estava competindo, treinando. Valeu a pena, pois hoje consegui a medalha. Eu não desisti – completou.

Mateus evangelista fica em quarto

Em outra final realizada na parte da manhã, Mateus Evangelista ficou em quarto nos 100m T37, com 11s62 de marca. O ouro foi para o sul-africano Charl du Toit, com o tempo de 11s45, a prata para o egípcio Mostafa Fathalla Mohamed, com 11s54, e o bronze para o também sul-africano Fanie Van Der Merwe, com os mesmos 11s54. Especialista no salto em distância, Mateus compete na prova na terça-feira.

– Numa final de Paralimpíada você tenta mostrar todo o seu potencial e eu acho que tinha possibilidade de ganhar essa prova. Só que a minha frequência na corrida não foi muito boa, e isso me prejudicou. Terça vou ter o salto em distância, que é uma das minhas principais provas e lá eu vou buscar medalha – disse Mateus.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Werdum vence Browne, mas briga com treinador adversário após luta

Era para ser uma ocasião de comemoração, o retorno de Fabricio Werdum à coluna de vitórias após perder o cinturão dos pesos-pesados em maio. Contudo, logo após ser anunciado vencedor por decisão unânime (29-28, 29-27, 30-27) sobre Travis Browne na co-luta principal do UFC 203, neste sábado, em Cleveland (EUA), o brasileiro manchou um pouco sua festa ao se desentender com o treinador do adversário, Edmond Tarverdyan, e lhe acertar um pontapé. Ele foi muito criticado nas redes sociais pela atitude.

Werdum estava mesmo com vontade de chutar as coisas. Logo que a luta foi autorizada, já lançou um pontapé voador em Browne, que por pouco não levou o golpe em cheio. O brasileiro seguiu atacando e soltou jabs, diretos e chutes baixos no havaiano. Ele ainda jogou uma meia-lua sem compasso à la Yair Rodríguez, que não acertou. Em seguida, um momento controverso: Browne pediu para que a luta fosse interrompida ao acusar que o dedo da mão direita teria se deslocado. Werdum seguiu atacando e empurrou o árbitro quando este intercedeu e parou a luta. O médico entrou no cage, o examinou, Browne recolocou o dedo no lugar, e a luta foi reiniciada.

– Acho que ele quebrou o dedo. Não sei quando, mas acho que ele quebrou o dedo. Ele é um cara muito duro, muito leal, e eu o respeito muito. Acho que meu soco atingiu o seu dedo, mas ele não pode parar a luta, eu só parei a luta quando o árbitro parou. Enquanto ele não mandar parar, eu não vou parar – disse Werdum após a luta.

Werdum seguiu andando para frente, acertou um bom cruzado de direita e buscou a luta agarrada. Browne evitou as quedas, mas levou um chute rodado na costela. Depois disso, o havaiano começou a crescer na luta e acertar mais jabs e cruzados. Ele marcou o tempo de um chute do brasileiro na linha de cintura e o desequilibrou, mas não foi para a luta de solo. Pior para ele, pois Werdum se levantou e acertou um direto de direita que o levou a knockdown. O gaúcho rapidamente foi para o chão, pegou as costas e golpeou a cabeça até o fim do período.

No segundo round, Werdum voltou mais lento, talvez cansado após acelerar demais nos primeiros cinco minutos. Browne aproveitou e acertou alguns cruzados, mas também pouco fez, respeitando o poder do brasileiro. O ex-campeão soltou algumas combinações e chutes na linha de cintura, mas parecia usar o período para se recuperar. O público logo começou a vaiar a falta de atividade no combate.

No terceiro e último round, Werdum seguiu cauteloso, mas estava mais preciso com suas combinações. Ele alternou chutes nas pernas e diretos na linha de cintura com jabs e diretos no rosto, além de algumas firulas que em nada ameaçaram. Os ataques de Browne, poucos e lentos, eram facilmente defendidos pelo brasileiro. O americano passou a deixar a cara para Werdum bater, e levou uma série de jab, cruzado e joelhada. Browne respondeu com cruzados e diretos. O público, mais uma vez, reclamou e vaiou os dois lutadores.

Imediatamente após o anúncio da vitória, na entrevista dentro do octógono, Werdum não comentou o incidente com Edmond Tarverdyan. Ele enviou uma mensagem ao público contra a embriaguez na direção – citou, emocionado, a morte do filho de um amigo num acidente de trânsito – e dedicou a vitória aos atletas paralímpicos.

Fonte: Combate.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Banda de samba e pagode muda vida escolar em Ipueiras

O grupo segue se renovando e já faz sucesso até em outros municípios ( Fotos: Marcelino Júnior )
image (1)
Além de desenvolver as habilidades de cada integrante, a educação musical sequenciada pela participação na banda, favorece o entrosamento e o relaxamento dos alunos, diante da rotina estafante do tempo integral

Ipueiras. O estudante Marcos Paulo Pereira Feitosa, 19, morador deste Município, no pé da Serra da Ibiapaba, Norte do Ceará, acredita que o mercado de trabalho, em diversas áreas, tem estado cada vez mais restrito para jovens como ele, que moram em pequenas cidades.

Pensando nisso, e num futuro profissional mais abrangente, resolveu buscar uma educação que ele acredita ser diferenciada, ao se matricular no curso de técnico em edificações na Escola Estadual de Educação Profissionalizante Dário Catunda Fontenele, inaugurada em 2012, na sede de Ipueiras.

Mas o rapaz não imaginava que, entre os horários corridos de intensa dedicação ao curso, fosse capaz de realizar um sonho antigo, um desejo que o acompanhava desde a adolescência: soltar a voz e levar emoção às pessoas por meio da música.

Estudo e diversão

Há três anos, Marcos tem aproveitado o horário de recreação para exercitar a paixão pelo canto. O jovem é vocalista de uma banda musical formada por outros estudantes como ele. “Eu não imaginava que pudesse participar de um grupo musical dentro da escola. O problema é que estou no último ano do curso e, com certeza, deverei deixar o grupo em breve. Mas as amizades que fiz aqui serão para a vida toda”, garantiu.

Assim como Marcos Paulo, a estudante Maria Tharrenia Pereira, 16, é outra apaixonada por música. A jovem já fazia parte de um coral quando começou a estudar edificações e não pensou duas vezes ao se candidatar à vaga de backing vocal do grupo.

“Eu gosto de estar com eles, pois me sinto à vontade quando estamos ensaiando ou durante as apresentações. É um momento de interação com pessoas de outros cursos, onde a gente esquece um pouco a sala de aula e foca num trabalho que exige dedicação, mas que ao mesmo tempo é feito de uma maneira leve”, afirmou.

O grupo segue se renovando e já faz sucesso até em outros municípios ( Fotos: Marcelino Júnior )
O grupo segue se renovando e já faz sucesso até em outros municípios ( Fotos: Marcelino Júnior )

Criada no mesmo ano em que a escola profissionalizante foi inaugurada, a Dari Samba, com 32 integrantes e um repertório eclético, que mistura samba de raiz com as novidades do pagode e outros estilos, surgiu como resultado das diversas práticas da disciplina de Arte/Educação, tendo como base o importante papel social que a música possui em qualquer meio cultural.

O projeto segue o que preconiza a Lei Nº 11.769, aprovada em agosto de 2008, que colocou a música como disciplina obrigatória na grade curricular dos ensinos Fundamental e Médio, almejando uma formação mais humanística dos estudantes, quando são desenvolvidas habilidades motoras, de concentração e a capacidade de trabalhar em grupo, de ouvir e respeitar a opinião do outro.

Ao som da percussão, do pandeiro, do baixo, violão, cavaquinho, flauta transversa e trompete, entre outros instrumentos, e com a participação de um grupo de dança, que dá mais vigor às apresentações, a Dari Samba continua atraindo a atenção dos jovens, que chegam cada vez mais cedo a fazer parte do grupo. A ideia é aproveitar características artísticas, ou habilidades que os estudantes tenham para que sejam trabalhadas durante as aulas.

Hoje, muitos dos alunos são donos de seus próprios instrumentos, ou a escola os adquire, por meio de doação. A dedicação, durante os ensaios, já os levou a lugares além dos muros da escola, como apresentações em municípios próximos e boas colocações em festivais musicais na região.

De acordo com Antônio Uérique Barbosa, um dos três professores da banda e idealizador do projeto, a banda está sempre se renovando. “No ano que vem vamos receber uns 400 novos alunos aqui na escola e novamente estaremos fazendo esse trabalho de busca por talentos. É importante ressaltar que, para permanecer no grupo, todos têm que apresentar boas notas, e a Dari Samba tem sido uma boa base na vida desse meninos e meninas que por aqui passam. Um dos maiores problemas que enfrentávamos, em alguns casos, era o uso de cigarro e álcool, entre eles, mas que aos poucos vamos ajudando a solucionar com a energia toda voltada à música. A banda está transformando a vida dessas pessoas”, afirmou o professor.

Tempo integral

Cerca de 80% dos alunos da Escola Profissionalizante Dário Catunda Fontenele são moradores dos distritos ou localidades distantes, o que torna a rotina deles bem mais puxada ainda.

O ensino de tempo integral, iniciado às 7h20, segue com parada para o primeiro lanche às 9h e almoço às 11h50, com pausa para descanso até às 13h20, quando recomeçam as aulas; às 15h, os alunos têm mais um intervalo para o lanche da tarde, e depois retornam à sala de aula, com saída às 17h.

O coordenador pedagógico da escola, Guy Bravos Monteiro Júnior, reconhece que a banda representa um estímulo, por conta do que fazer nos horários de lazer, onde a ociosidade muitas vezes toma conta de um ou outro estudante.

“Esse jovens não têm muitos atrativos nas próprias localidades isoladas onde eles moram, e já vêm para a escola em busca de algo diferente, que canalize a energia deles; mas o dia a dia é intenso, diferentemente do que é aplicado no ensino regular, o que pode causar estranhamento no início. Tivemos casos de gente que quis desistir dos estudos por conta desse ritmo diferenciado, mas o trabalho realizado aqui veio integrar mais a todos. Hoje a Banda é um sucesso consolidado”, completou Antônio Uérique.

Enquete

Por que você decidiu entrar na banda?

“Eu sempre me identifiquei com a dança e me sinto muito bem com o pessoal da banda. Meu curso é Finanças e exige muito cálculo. Movimentar o corpo nas horas de lazer distrai e ajuda manter o equilíbrio”

Maria Beatriz Araújo – Dançarina

“Eu amo cantar de tudo um pouco. Aqui consegui meu espaço. No grupo, temos muita amizade. Quando alguém tem um problema, entre um ensaio e outro, a gente conversa e parece que fica mais fácil de resolver”

Francisca Fabrina Alves da Rocha – Vocalista

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

“Nada é impossível”: sem os braços, egípcio joga tênis de mesa com a boca

Ibrahim Hamadtou se prepara para sacar. Pega a bolinha com os dedos do pé direito e a levanta acima da cabeça. Quando a bolinha começa a cair, o egípcio gira o pescoço furiosamente e desfere o golpe com a raquete que segura pela boca. Ibrahim não tem os dois braços. É assim que joga depois de ter sido atingido por um trem quando tinha 10 anos e brincava distraído. E foi assim que chegou às Paralimpíadas do Rio aos 43 anos.

Seus vídeos viralizaram na internet e impressionam. Mesmo sem braços ele abraçou o mundo. Costuma ser convidado para partidas de exibição contra os melhores atletas. E quis um capricho do sorteio das chaves do torneio da Rio 2016 que outro fenômeno da web fosse o seu adversário da estreia, nesta quinta-feira, no Riocentro: o britânico David Wetherill, que se apoia sobre muletas por ter nascido com uma deficiência nas pernas chamada Displasia Epifisária Múltipla. Ele virou um fenômeno na internet depois de se jogar no chão para marcar um ponto em uma partida dos Jogos de Londres 2012. A Federação Internacional de Tênis de Mesa promoveu a jogo como o “duelo das sensações virais” (assista ao vídeo). Ambos fazem parte da classe 6, que enquadra os atletas com maior nível de dificuldade.

O britânico venceu facilmente por 3 sets a 0, parciais de 11/5, 11/7 e 11/5. Mas o resultado era o que menos importava para Ibrahim. Nesta sexta ele volta a jogar, desta vez contra o alemão Thomas Rau, às 19h20. Sem saber falar inglês, precisou de seu treinador, Hossameldin El Shourbry, também fosse o seu intérprete.

– Joguei contra um campeão, como um campeão. Estou muito feliz de estar aqui, muitas pessoas estão me vendo. O povo brasileiro ama esportes – disse.

O treinador reconhece que a vitória não é o objetivo principal. Dentre os 276 atletas da Paralimpíada do Rio com diferentes tipos de deficiência, Ibrahim é o único sem os dois braços. Assim ele foi campeão de seu país e segundo melhor da África, o que lhe garantiu a vaga na Paralimpíada.

O acidente deprimiu o pequeno Ibrahim. Se trancou em casa por três anos até seu ex-treinador, Isac, já falecido, tê-lo tirado de casa. Em sua cidade, Kafr Saad, só era possível jogar futebol e tênis de mesa. No primeiro havia o perigo de cair sem ter como se apoiar. Encarou a modalidade que o projetou como um desafio. Precisou de muita insistência até descobrir a melhor forma de empunhar a raquete. Tentou com as axilas, e não deu. Pensou em outras maneiras, mas a única forma viável era através da boca. Deu certo. Recuperou a estima e voltou a estudar.

Da depressão veio a apoio das pessoas ao redor, boquiabertas com sua performance. Se casou e sua esposa lhe deu três filhos. O governo do Egito lhe deu casa e dinheiro. Segundo seu treinador, Ibrahim tem uma rotina quase independente. Come e atende o celular com os pés. Claro que precisa de ajuda. No intervalo dos sets, por exemplo, é Hossameldin quem lhe dá água e enxuga o seu suor.

Ibrahim colhe o resultado da própria inspiração. Dois garotos que também perderam os braços o procuraram e agora são treinados por ele no Egito. Certa vez, declarou à CNN: “Eu acredito que nada é impossível enquanto você trabalha duro”. Esta é a mensagem que eu gostaria de enviar às pessoas”. Palavras corroboradas pela brasileira Bruna Alexandre, número 3 do mundo na classe 10, que não tem o braço direito.

– Ele faz o impossível. Nenhum atleta do mundo faz isso. Tem que ter muita força de vontade. Não é fácil chegar em uma Paralimpíada. E ele ainda ganha de uns caras bons – disse a brasileira, que nesta quinta estreou com uma fácil vitória sobre a australiana Andrea McDonell por 3 sets a 0, e nesta sexta enfrenta a chinesa e líder do ranking mundial, Qian Yang, às 13h40, pelo primeiro lugar da chave.

BRASILEIRO VENCE NÚMERO 1 DO MUNDO

Dentre os brasileiros que estrearam nesta quinta-feira na Paralimpíada, destaque para Israel Stroh, que bateu o britânico Will Bayley, primeiro do ranking mundial e medalha de prata em Londres 2012, por 3 sets a 1, pela classe 7. Danielle Raeun também fez bonito na classe 9. Depois de superar a alemã Lena Kramm por 3 a 0, venceu a chinesa Xiong Guiyan, número 2 do ranking mundial, por 3 a 2, de virada, e garantiu a vaga para a semifinal.

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

“A gente quer conquistar o respeito do povo brasileiro”, ressalta Daniel Dias

Ter a chance de aumentar sua coleção e ainda virar o nadador paralímpico mais premiado do mundo são objetivos que fazem dos Jogos Paralímpicos de 2016 um momento único na carreira de Daniel Dias. Só que o atleta de Campinas (SP), na verdade, sabe que suas braçadas dentro das piscinas podem agregar valores bem mais significativos e incalculáveis do que ouro, prata e bronze. Para o multicampeão de 28 anos, que estreou na noite desta quinta-feira com o tricampeonato nos 200m livre, a inédita competição no país tem um poder transformador na busca pela inclusão social das pessoas com deficiência.

– Estamos esperançosos de que isso (melhora da visão da sociedade sobre as pessoas com deficiência) pode acontecer. Acima de conquistas, da medalha de ouro, a gente quer conquistar o respeito do próximo, do ser humano, do povo brasileiro. E a gente mostrar o valor, não só do atleta paraolímpico, mas da pessoa com deficiência – afirmou Daniel Dias, que nesta sexta-feira disputa a final do revezamento 4x50m livre misto 20 pontos, à tarde (a partir das 17h30), caso o Brasil consiga a classificação pela manhã.

Maior nome do esporte paralímpico brasileiro, Daniel chegou ao Rio com 15 medalhas na bagagem e o status de estrela da competição em casa. Inscrito em nove provas (seis individuais e três revezamentos), já estreou mostrando a que veio, com o ouro nos 200m livre S5. Caso conquiste medalhas em todas as provas, o nadador, que nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, alcançará a incrível marca de 24 medalhas paralímpicas, ultrapassando o atual recordista da natação masculina, o australiano Matthew Cowdrey, que tem 23 e não disputa os Jogos do Rio.

O talento e as conquistas dentro das piscinas ao longo dos últimos anos renderam a Daniel Dias o apelido de “Phelps Paralímpico”. O brasileiro, claro, gosta de ser comparado com o maior atleta olímpico de todos os tempos, mas faz questão de ressaltar que seu objetivo na natação vai muito além de virar um grande colecionador de medalhas.

– Para mim, é uma grande honra ser comparado a um grande atleta como ele. Mas eu sou o Daniel Dias, estou conquistando o meu espaço e espero conquistar espaço para o esporte paralímpico também, mostrar o valor da pessoa com deficiência acima de tudo. Nossa grande mensagem aqui é que nós, assim como todos os outros, queremos apenas oportunidade para realizar nossos objetivos.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Cadeirante que desceu megarrampa no Maracanã sonha disputar os Jogos

“A cadeira de rodas é algo que te ajuda a voar e alcançar seus sonhos”. Esse é o pensamento de Aaron “Wheelz” Fotheringham, de 24 anos. Em um dos momentos mais marcantes, logo no início da cerimônia da abertura dos Jogos Paralímpicos, o americano voou. Foi ovacionado e deixou o público boquiaberto ao, desafiando a gravidade e pilotando sua cadeira de rodas, descer uma megarrampa montada sobre uma parte das arquibancadas do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, atravessar um círculo de fogos de artifício e dar um mortal antes de pousar de forma perfeita (assista no vídeo acima, a partir de 3m50) Certamente, um momento que ficará eternizado em sua memória e na de todos os que assistiram à festa desta quarta-feira.

– Eu nunca nem sonhei que isso iria acontecer. Foi uma honra enorme. Nem acredito que estou aqui na Paralimpíada e que me deram essa oportunidade maravilhosa. Não consigo agradecer o suficiente às pessoas, como o Bob Burnqhuist, que é uma lenda, que é minha inspiração, que tornaram isso possível – comentou, em uma entrevista ao GloboEsporte.com, do alto da megarrampa, durante a cerimônia de abertura.

Apesar de extasiado com o feito, o menino de Las Vegas, Nevada, sonha voar ainda mais alto. Ele mesmo quer, um dia, se tornar um atleta paralímpico. Aaron é praticante de  uma modalidade chamada WCMX, uma variação do skate para cadeirantes. Animado com a entrada do skate no programa olímpico de Tóquio 2020, ele sonha que o seu esporte, um dia, entre na Paralimpíada.

– É tão incrível que o skate estará nos Jogos Olímpicos em 2020. O WCMX, modalidade de cadeira de rodas, que é o que faço, tem crescido demais, se popularizado muito. Há muitas crianças que vão para os skateparks para se divertir com suas cadeiras de rodas, que é o mais importante para mim, que as pessoas vejam que podem se divertir com sua cadeira de rodas, não que vejam como algo que te segura – relatou.

O WCMX realmente tem crescido, sobretudo nos Estados Unidos, que realiza um Campeonato Mundial da modalidade. O próximo, por exemplo, será em Grand Prairie, no Texas, nos dias 22 e 23 de abril de 2017. Aaron, que nasceu com espinha bífida, uma má formação congênita, é o grande nome e pioneiro desse esporte.

Para se ter uma ideia, há 10 anos, quando tinha apenas 14, tornou-se o primeiro atleta a conseguir dar um backflip (mortal para trás) em uma cadeira de rodas. Quatro anos depois, fez história novamente ao dar um duplo backflip (dois giros para trás no ar). Em 2010, se juntou ao Nitro Circus live tour, um grupo de esportes de ação que faz shows na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e Europa.

Apesar da vasta experiência, ele admite ter ficado muito nervoso ao descer a megarrampa do Maracanã, aprovada pelo lendário skatista brasileiro Bob Burnquist, que tem uma no quintal de sua casa na Califórnia, nos Estados Unidos, e é o grande nome dessa modalidade, já que só teve um dia de treinamento.

– Eu venho praticando a megarrampa há alguns anos, trabalhando nessa modalidade, mas eu só tive um dia de treino nessa, então me deixou bem nervoso (risos). Foi bem desafiador conseguir guiar minha cadeira de rodas com toda a luz que estava vindo. Mas consegui fazer isso acontecer. E não existe melhor lugar que o Rio para isso – falou.

Aaron começou a se aventurar no mundo do esportes radicais quando tinha apenas oito anos. Seu irmão Brian foi sua inspiração. Ele é praticante de BMX e foi quem encorajou o americano a tentar descer as pistas pilotando sua cadeira de rodas. Demorou um pouco até que ele se soltasse. E foi preciso que seu pai fosse até o skatepark algumas vezes com os dois para que o menino se arriscasse. Depois que o fez a primeira vez, tentou várias outras vezes, até que se viciou na adrenalina.

Aos poucos, foi evoluindo em uma modalidade inédita. Passou a criar manobras incríveis e encantar quem o assistia praticando. Em 2005, decidiu participar de uma competição de BMX com atletas que não eram cadeirantes. Ele saiu vitorioso do Vegas AmJam BMX Finals, em sua cidade Natal. Mas foi o backflip que o americano acertou quando tinha 14 anos que alavancou sua carreira.

A partir daí, viajou pelos Estados Unidos e até internacionalmente. Em agosto de 2012, por exemplo, veio ao Brasil para descer a megarrampa em sua cadeira de rodas e deixou os brasileiros boquiabertos pela primeira vez. Nesta quarta-feira, o fez novamente dentro do Maracanã. Atualmente, além de realizar camps de verão para ensinar o WCMX à crianças, ele curte inventar novas manobras, aprimorar as que já consegue fazer e, principalmente, tentar “alterar a percepção das pessoas sobre cadeirantes e cadeiras de rodas”.

*Participaram desta cobertura: Cahe Mota, Carol Fontes, Flavio Dilascio e Raphael Andriolo

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Após vitória, Guerrero desmente estar deixando a seleção peruana

Dois dias após a imprensa peruana anunciar que Paolo Guerrero poderia fazer na noite desta terça-feira contra o Equador sua última partida pela seleção local, o atacante não mediu palavras para desmentir. Em entrevista após a vitória por 2 a 1 pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, o camisa 9 da Blanquirroja e do Flamengo rebateu enfaticamente.

– Nunca passou pela minha cabeça renunciar à seleção. É de má intenção informar algo assim – disse o centroavante em entrevista postada via twitter pelo “El Bocón”, justamente o diário que divulgou a possível saída.

Ainda na zona mista, Guerrero reiterou que só pensa em ajudar o selecionado do Peru, ainda penúltimo colocado nas Eliminatórias (os mesmos sete pontos que a Bolívia, porém atrás no saldo de gols) apesar do triunfo em casa sobre os equatorianos.

– Jogarei pela seleção até meu corpo deixar – disse à “Agência Andina” o astro e maior goleador da história da esquadra inca.

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Único a ter duas vitórias, Tite admite: “Foi acima do que eu imaginava”

Entre as 10 seleções que disputam as eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, só o Brasil teve 100% de aproveitamento na rodada dupla: venceu Equador por 3 a 0 e Colômbia, nesta terça-feira, por 2 a 1. Os resultados proporcionaram um salto da sexta para a segunda colocação na tabela, mas Tite comemorou o desempenho em seus primeiros jogos.

– Procuro equilibrar as coisas porque é um peso e uma responsabilidade muito grandes, mas foi sim acima do que eu imaginava. Estou feliz porque o desempenho foi acima do que eu pensava.

Questionado sobre a entrada de Philippe Coutinho, que, mais uma vez, melhorou bastante o desempenho do Brasil, Tite não adiantou se tornará o meia do Liverpool titular nas próximas partidas, dias 6 e 11 de outubro, contra Bolívia e Venezuela, respectivamente. O treinador valorizou o trabalho de treinamentos, onde o lado de atuação do jogador foi invertido.

– Ele sempre foi da esquerda pra direita no Liverpool, mas lá é Neymar. Adaptá-lo numa função mais central é difícil, mas vamos ver como se sente na direita. Mas também não posso passar a ideia de que vai jogar um jogo abaixo e vou tirar, estou falando do Willian, porque isso gera insegurança. Vou acompanhá-los nos clubes e dizer para jogarem muito em seus clubes, pois isso vai credenciá-los a serem ou não convocados – disse o treinador.

Veja os principais trechos da entrevista de Tite:

SEUS MÉRITOS
Não quero aceitar, e não falo por humildade, e sim por inteligência. Um grupo de trabalho se mobilizou e foi convencido de uma ideia para, em tão curto espaço de tempo, tentar implantar. Ainda com falhas, mas de maneira muito consistente. Quando vence com desempenho dá confiança, e saímos de um jogo de alto nível. Estávamos perto de fazer o segundo gol e tomamos o empate numa única bola. O Pekerman (técnico da Colômbia) ajustou o time porque inverteu o lado do James e nos deu dificuldade de saída pelo lado esquerdo.

O JOGO
Até o momento do gol da Colômbia, só uma equipe jogou. Depois equilibrou, e no intervalo eu falei que precisava ter um nível de concentração muito alto. Fizemos um grande primeiro tempo, ficamos muito perto do segundo gol, mas tomamos o empate. Aí o que o atleta pensa, se fez tudo e não adiantou? Eu disse: “Pessoal, concentra”. E dentro da nossa característica de triangulação.

MEIO-CAMPO
A ideia é sempre ter um meio-campo forte porque dá consistência e criação. As seleções de 1982, 70, 2002 eram assim. Grandes equipes têm marcas, o grande Flamengo era assim. O Zagallo me disse que tinha cinco camisas 10 e o atacante era o Jairzinho. Não estou comparando, só pegando ideias. Começo a montar o quebra-cabeça com essas ideias.

GOL SOFRIDO
Demos bastante ênfase, mas o James bate bastante bem na bola. Quando se marca por setor, se alguém entrar um pouquinho antes dá opção da conclusão. Esse momento de entrada tem que ser muito bem treinado. Às vezes, os clubes fazem marcação individual. Eu não gosto porque quando um atleta faz a finta, fica livre para cabecear. Por setor, sempre haverá alguém para fazer a cobertura, mas precisa ser sincronizado.

PRÓXIMOS JOGOS CONTRA BOLÍVIA E VENEZUELA
Serei direto: nível de concentração e comprometimento. Saber sofrer como equipe é fundamental. Eles vão saber que sem bola vão ter que trabalhar. O Neymar só vai aparecer se o conjunto der a ele o passe para o último terço do campo. O Marcelo só vai aparecer se o Casemiro der sustentação, o Renato abastecer, o Miranda na bola longa. É pré-requisito para vencer saber sofrer, marcar e competir.

TORCIDA
Um carinho muito grande. Ela só ficou um pouquinho impaciente no segundo tempo, eu pensei: vai começar o burburinho quando trabalhar a bola de um lado para o outro. É um pouquinho da nossa cultura, eu dizia: “Calma”. Virei umas duas ou três vezes e pedi calma para que o torcedor compreenda, para encontrarmos a melhor solução. Se tivesse que vir de novo, viria de olhos fechados para Manaus.

JÁ TEM MANEIRA DE JOGAR?
Não. Está num processo de evolução. Não sei se a flutuação é mais ampla pela esquerda com o Neymar ou se ela é dupla. Estamos procurando competição de alto nível entre os atletas. É importante ter opções de qualidade. O Coutinho e o Giuliano entraram bem. Ontem eu falei para os reservas que dois ou três provavelmente decidiriam o jogo. Para se prepararem porque estavam treinando, e se houvesse um declínio técnico ou físico, iriam para o jogo.

DESPEDIDA DOS ATLETAS
Vou falar para eles que estou muito feliz porque eles voltarão para seus clubes iguais ou melhores do que vieram, e que joguem muito porque a Seleção vai precisar deles iguais ou melhores também.

GESTO DE FÉ NO FIM DO JOGO
Às vezes, as pessoas confundem minha forma de falar. Não sou padre, não sou nada, só tenho princípios. Peço que não confundam princípios, espiritualidade, com querer convencer alguém de alguma coisa. Faço isso para me manter em paz, e não para vencer. A paz me leva a fazer um bom trabalho, é isso que busco.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Poranga CE – Homem natural de ipueiras é assassinado com um tiro de espingarda. Imagens

nordeste noticia (2)Uma discussão banal motivada por bebedeira terminou em morte no município de Poranga.  O fato foi registrado no final da manhã deste domingo 04/09/2016, na localidade de Aldeia Cajueiro, a cerca de 42 km da sede do município, quando o agricultor:  Antonio Bezerra de Araújo, conhecido por Negrão, nascido aos 05/10/1945, natural de Ipueiras, filho de João de Araújo Chaves e  Maria Bezerra do Nascimento, residente na localidade de Aldeia Cajueiro, foi assassinado com um tiro de espingarda socadeira.

O autor do crime foi identificado e preso em flagrante, trata-se do também agricultor: Francisco Ferreira de Sousa, vulgo Chico Crispim, nascido aos 08/011967, natural de Poranga, filho de Crispim Ferreira de Souza e Izabel Francisca Maria da Conceição, residente também na localidade de Aldeia Cajueiro, zona rural de Poranga.

nordeste noticia (1)Segundo informações repassadas para a Polícia vítima e acusado bebiam juntos quando em meio a discussão banal o acusado acabou ceifando a vida do seu próprio vizinho.

Policiais militares do destacamento de Poranga tendo a frente o Sargento Joel e os soldados Lucivando e Edson, foram até o local e um detalhe curioso é que o acusado foi preso quando dormia em uma residência próximo ao corpo da vítima.

Chico Crispim não reagiu a prisão e na delegacia confessou a autoria do homicídio, em seguida o elemento foi conduzido à delegacia de polícia civil em Crateús onde foi autuado em flagrante no Art 121 do CPB ( homicídio) e em seguida foi mandado para a cadeia pública de Poranga onde se encontra preso .

Nordeste Notícia
Fonte: Gonçalinho Rodrigues

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Ipueiras CE – Ex-morador de Ipaporanga é preso no bairro carnaúbas

IMG-20160906-WA0070Policiais civis de Ipueiras, tendo a frente a delegada Dra. Ruth, os Inspetores Platiny e Assis, e o escrivão Felipe, prenderam na manhã desta terça feira 6/9/2016, através de um mandado de prisão, o acusado: José Pereira Lourenço, vulgo Brinquedo do Cão, filho de Manoel Mariano Lourenço e Maria Pereira do Nascimento, nascido aos 26/08/1962, residente na Rua do Mel, Bairro Carnaúbas na cidade de Ipueiras.

Contra o acusado existia uma medida de proteção para que o mesmo não se aproximasse da senhora Antônia Cleonice do Nascimento, porém houve o descumprimento por parte do acusado, o que fez com que a justiça decretasse o seu mandado de prisão.

Após ser preso o acusado foi encaminhado para a cadeia como manda a ordem judicial.

Obs: O acusado por muitos anos residiu na cidade de Ipaporanga, porém atualmente se encontrava morando na cidade de Ipueiras.

Nordeste Notícia
Fonte:Ipaporanga Notícias

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Ipueiras CE – Polícia Civil prende duas mulheres e apreende objetos ilícitos no bairro São José.

IMG-20160906-WA0066O mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta terça feira 06/09/2016, por Políciais Civis de Ipueiras em conjunto com a policia civil de Tamboril e Nova Russas, quando em uma residência localizada no Bairro São José na cidade de Ipueiras, os policiais dando cumprimento ao mandado de busca e apreensão, efetuaram as prisões de duas mulheres, que foram identificadas como sendo : 1°  Josiane Matias Alves de 24 anos, a 2° mulher presa trata-se de Maria Dayane Melo de Sousa, 22 nos, natural de Tamboril.
Vale ressaltar que dentro da residência onde se encontrava as mulheres, a Polícia apreendeu os seguintes objetos:
01- triturador
02- celulares
01- tablete
03- pen drives
01- cartão de memória
01- bateria
01- bala de maconha
01- cartucho calibre 12
44- embalagens
R$ 780 ( reais).
IMG-20160906-WA0065Em seguida as acusadas foram conduzidas para a delegacia de Polícia civil em Ipueiras, onde foram autuadas em flagrante delito pela Dra Ruth, com base nos Artigos 33 e 14.
Vale destacar também o trabalho dos políciais escrivão Felipe e Inspetores Platiny e Assis, que estão se despedindo da Delegacia de Ipueiras, já que ambos estão indo integrar a equipe de Policiais da Delegacia regional ( plantonista) do município de Crateús.
Nordeste Notícia
Fonte: Ipaporanga Noticias
ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

José Pekerman evita polêmica sobre Neymar: “Como jogador, é fantástico”

A Colômbia terá mais um capítulo diante da seleção brasileira, nesta terça-feira, em Manaus, e de Neymar. E, na véspera do duelo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo 2018, o técnico colombiano, José Pekerman, deu suas impressões o rival que, na visão dele, será diferente, pois terá pela frente um time entusiasmado com Tite à frente. Sobre o camisa 10 brasileiro, o técnico preferiu evitar polêmicas e falou de suas qualidades.

– Como jogador, (Neymar) é fantástico. Todo mundo no futebol queria. É um jogador que não tem fronteira, não tem país. É de muita qualidade. Na seleção é um pouco mais complicado. Com a camisa do clube pode ser transferido, tem um valor muito diferente. Todos temos um pouquinho. Mas é uma oportunidade para que faremos uma partida pensando no futebol.  Não podemos pensar noutra coisa, que não no futebol – disse.

Mas os elogios do técnico colombiano não foram apenas para Neymar. O treinador destacou também o entusiasmo que o Brasil conseguiu após a vitória. Disse que não tem como analisar o trabalho de Tite, pois está no início na Seleção, mas que o treinador brasileiro conseguiu unir três elementos que ele considera fundamentais.

– O Brasil tem um novo treinador. É muito difícil definir. Os outros  treinadores estavam em etapa avançada. Mas agora tem pouco tempo de trabalho para analisar. Mas já dá para perceber que tem alguma diferença. Tem o que uma equipe necessita. Quando uma equipe inicia tem que mostrar equilíbrio, mostrar resultado e confiança dos jogadores. Parece que as três coisas ocorreram contra o Equador. Mas é muito prematuro fazer uma análise maior – completou.

Confira outras respostas de José Pekerman:

COMO ANULAR O BRASIL?
Temos uma maneira de trabalhar, de jogar, considerando a capacidade de recuperação que tem os jogadores. Jogadores com a mesma intensidade.  São jogadores diferentes, acostumados a situações diferentes.  Não temos como jogar como iniciamos contra a Venezuela. Veremos amanhã (nesta terça), se podemos utilizar da mesma forma. Vamos ver.

ESTILO DA COLÔMBIA
Creio que este plantel tem competência para jogar essa eliminatória bem. É muito fator que pesa. É importante dar continuidade ao trabalho e vejo que na partida anterior foi boa. Não em todos os sentidos, mas temos que dar continuidade. Não sabemos se poderemos dar essa continuidade neste jogo, porque essa partida é especial. Pode marcar uma tendência nesse eliminatória, tanto para Brasil quanto para nós.

TROCAS DE TÉCNICOS ANTERIORES E LIDERANÇA
Queremos vencer sempre. Mas temos o respeito pelo rival. A Eliminatória é complicada de qualquer maneira. Cada Eliminatória é diferente. São desafios diferentes. Colômbia era obrigada a mudar de técnico em plena competição (nas outras eliminatórias) e era muito difícil. Não dá para ganhar confiança para os jogadores. Isso é importante para avançar. Agora temos  que ver o futuro. Porque tem muitas mudanças de jogadores jogando em ligas fortes. Além disso, tivemos resultados importantes como o (Atlético) Nacional da Colômbia, campão da  Libertadores, com um bom desempenho. Isso é otimista para as próximas Eliminatórias.

COMO PARAR A DUPLA NEYMAR E JESUS?
Nossa equipe enfrentará uma equipe que tem jogadores de qualidade. Um mais recorrido que o outro na seleção. Gabriel Jesus apareceu num momento fantástico, no seu clube e agora na seleção. É um jogador muito bom. Está começando na carreira e na seleção. Tem muito potencial para crescer. Neymar já tem experiência, já passou por todas as seleções. Já joga em situação difícil, com desenvoltura. Tem jogadas que complicam. Temos que ter um marcador natural e não dar liberdade. Se tiverem liberdade, vão aproveitar. São jogadores que podem aproveitar e finalizar. É uma situação que temos que estar atentos. Temos que deixar as menores oportunidades.

COLÔMBIA ANSIOSA PARA ENFRENTAR O BRASIL?
Sabemos da dificuldade de enfrentar o Brasil. Sabemos que é complicado quando (o Brasil) está confiante, quando vem de vitória, quando recupera essa alegria. Principalmente quando isso ocorre na partida anterior. Mas vão encontrar uma equipe forte. Sabemos que temos jogadores experientes, que estão fazendo um bom trabalho. 90% dos jogadores estão há muito tempo. Iniciamos um trabalho há algum tempo. Podemos ter uma partida com dificuldade, mas o importante é que nossa equipe é madura. Creio na nossa força. Quando um comete um erro, vem outro para ajudar. Isso é amadurecimento. Por isso acredito que vamos fazer uma boa partida.

ANÁLISE SOBRE SEUS QUATRO ANOS À FRENTE DA COLÔMBIA
Penso nos últimos anos na seleção. A Colômbia é uma equipe muito séria. que joga para ganhar, que compete, que sente que é uma equipe forte. Tem jogadores que quer sempre buscar a vitória. Que não se conforma, que tem uma maneira de jogar. Que quer aprender todos os dias. Que supera a fronteira. Todo mundo, pela experiência, coletivamente pode ser melhor.  É uma equipe mantida de um nível de competência, que pode jogar contra qualquer rival de igual para igual. 

Fonte: Globo.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Colômbia sonha com quebra de tabu em novo capítulo contra o Brasil

O jogo é em 2016, mas a cabeça dos colombianos já está na Rússia, em 2018. Com boa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, o time comandado por José Pekerman ocupa a terceira posição na tabela e tem poucas preocupações pela frente. Mas no meio do caminho tem um Brasil. Com retrospecto pouco otimista frente a seleção brasileira, os colombianos conseguiram apenas três vitórias em 27 confrontos diretos ao longo da história. Os números ficam ainda mais turvos se filtrarmos os resultados em jogos com mando de campo do Brasil. Foram 10 partidas e dez derrotas para Los Tricolores. Estatísticas, estas, completamente descartáveis. No elenco, o lema é traçar novas linhas no roteiro que embala as duas equipes sul-americanas que se enfrentam na noite desta terça-feira, às 21h45, na Arena da Amazônia, em Manaus.

O coro de confiança é puxado logo por Jeison Murillo, zagueiro protagonista no último encontro das seleções principais. Em 2015, pela Copa América, ele e Neymar se envolveram em confusão em campo. O clima hostil entre as duas equipes terminou com a expulsão do atacante do Barcelona e com um Murillo com pompa de herói da nação por ter assinado o único gol da vitória de 1 a 0 da Colômbia. Para o reencontro, apesar de fugir da curva quando questionado sobre a atmosfera que envolve um Brasil x Colômbia, o zagueiro admite sonhar com novo capítulo.

– Não é de hoje que nós conhecemos bem a seleção do Brasil. Não me preocupo com o que esperar deles. Me preocupo muito mais com o nosso trabalho. Tratar de fazer ele da melhor forma. Sabemos que todos os jogos são diferentes. Este será um novo capítulo para nós. Espero que as coisas saiam como planejamos. Conseguiremos isso fazendo as coisas certo, pensando melhor para a nossa equipe, sempre comenta o zagueiro do Inter de Milão.

Sebástian Pérez, volante do Boca Juniors, não estava em campo em 2015. Mas tem histórico bem mais recente frente ao Brasil. Em agosto deste ano enfrentou a seleção olímpica, pela Rio 2016. Ele entrou no segundo tempo, em jogo que levou o Brasil às semis do torneio. Além do encontro, Pérez passou boa parte da preparação para a Olimpíada em Manaus, onde fez dois jogos. Leva vantagem, por exemplo, no “know-how” da Arena da Amazônia. Ao projetar expectativas para o encontro desta terça, Sebastian é cortês. Exalta o status do Brasil no futebol, cita Neymar, Gabriel Jesus e confia na capacidade defensiva colombiana.

– O Brasil sempre significa uma partida muito linda para nós, por tudo que país é e representa no futebol. Pela sua história, pelos seus jogadores. Queremos mudar a história. Podemos, pelo menos, empatar. Acredito que temos que manter essa mentalidade. Não é errado pensar que podemos ganhar pela qualidade dos jogadores que temos. Estamos em terceiro lugar na tabela das Eliminatórias, e esse jogo é muito importante para seguirmos nosso caminho até a Rússia. Tive a oportunidade de enfrentar Neymar e Gabriel Jesus na Olimpíada e sei que são grandes jogadores, muito técnicos e com uma qualidade impressionante. Mas temos ótimos defensores, que estão acostumados a parar jogadores assim.

Para escrever o novo capítulo, a Colômbia deve ir a campo com elenco bem parecido ao que entrou de titular no último jogo pelas Eliminatórias, na vitória de 2 a 0 sobre a Venezuela. Com a exceção do volante Daniel Torres, que está fora, pendurado por cartão, e de Téo Gutierrez – que não fez o último jogo e nem viajou para Manaus – por lesão muscular, Pekerman tem à disposição todo o elenco. A dúvida do treinador é sobre a montagem do meio de campo, que pode fugir da construção com dois meias e variar para três volantes. James Rodríguez, do Real Madrid, é unanimidade na escalação e puxa a fila da linha ofensiva.

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3

Em busca de identidade, Brasil repete time pela primeira vez contra Colômbia

Fique atento para algo inédito na partida desta terça-feira entre Brasil x Colômbia, às 21h45 (horário de Brasília), na Arena da Amazônia, em Manaus.

Pela primeira vez nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, a seleção brasileira terá a mesma escalação em duas partidas consecutivas. Não por acaso, as duas primeiras de Tite no comando, o que simboliza a busca pela criação de uma identidade nessa nova etapa.

A manutenção da formação se respalda pela estreia da semana passada, a vitória por 3 a 0 sobre o Equador, em Quito. O desempenho foi muito melhor do que jogadores e comissão técnica esperavam, e Tite quer aproveitar o momento de sintonia. Enquanto os atletas atribuem ao treinador e seus auxiliares a imposição de um estilo de jogo, eles, por sua vez, elogiam a rapidez com que o grupo assimilou as ideias.

Esses conceitos independem de escalação. O “jogo apoiado” que Tite tanto pede, baseado em triangulações, posse de bola, na compactação e participação de todos tanto na armação ofensiva quanto no sistema defensivo, serão foco com quaisquer jogadores em campo.

Mas na situação delicada que a equipe ainda vive na tabela, onde, apesar de estar a dois pontos da Argentina, que lidera a corrida pelo Mundial-2018, se encontra apenas na quinta colocação, manter os jogadores que obtiveram um êxito tão precoce ajuda a fortalecer a criação da identidade dessa nova seleção brasileira.

– A Seleção tem um grupo muito promissor, com muita fome de resultado, de recriar uma identidade que sempre teve. E todos estamos hoje muito felizes pelo grupo que temos. Há muito tempo eu não sentia essa sensação que tenho com esse novo grupo, que, apesar da idade e de ter jogadores estreantes, parece que se conhece de toda vida. Estamos lutando para ganhar uma estabilidade, uma identidade para que o torcedor possa se identificar com os jogadores que aqui estão. Esse é nosso maior objetivo – afirmou o lateral-direito Daniel Alves, capitão em Manaus.

Veja abaixo as escalações do Brasil até agora nas eliminatórias, e depois a ficha técnica da partida desta noite:

2015

8/10 – Chile 2×0 Brasil: Jefferson, Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Elias, Oscar, Willian e Douglas Costa; Hulk.

13/10 – Brasil 3×1 Venezuela:Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias, Oscar, Willian e Douglas Costa; Ricardo Oliveira.

13/11 – Argentina 1×1 Brasil: Alisson, Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias, Lucas Lima, Willian e Neymar; Ricardo Oliveira.

17/11 – Brasil 3×0 Peru: Alisson, Daniel Alves, Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Elias e Renato Augusto; Willian, Douglas Costa e Neymar.

2016

25/3 – Brasil 2×2 Uruguai: Alisson, Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Fernandinho e Renato Augusto; Willian, Douglas Costa e Neymar.

29/3 – Paraguai 2×2 Brasil: Alisson, Daniel Alves, Gil, Miranda e Filipe Luís; Luiz Gustavo, Fernandinho e Renato Augusto; Willian, Douglas Costa e Ricardo Oliveira.

1/9 – Equador 0x3 Brasil: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.

FICHA TÉCNICA

BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Willian e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite

COLÔMBIA: Ospina, Árias, Óscar Murillo, Jeison Murillo e Díaz; Sánchez, Pérez, Celis, Cuadrado e James Rodríguez; Bacca. Técnico: José Pekerman

Data: 6/9/2016 Horário: 21h45 (de Brasília) Local: Arena da Amazônia, em Manaus-AM Árbitro: Patricio Lousteau (ARG) Auxiliares: Iván Nuñez e Gustavo Rossi (ARG).

Fonte: Globoesporte.com

ÓTICA SANTOS DUMONT - CONSULTA 3