Noite de homenagem

As lágrimas pela festa tão aguardada, é bem verdade, rolaram antes mesmo de o apito inicial soar. E por um motivo bem mais nobre, em meio a uma dor ainda recente, capaz de transcender qualquer partida de futebol. Gremistas e atleticanos, no gramado e nas arquibancadas, se abraçaram e ficaram em um silêncio absoluto que ecoou por toda a Arena para homenagear as vítimas do acidente com o avião da Chapecoense, na última terça-feira, na Colômbia.

Foram 15 anos de jejum. Foram 15 anos de angústia. Foram 15 anos de um grito engasgado. Nesta quarta-feira, mais de 55 mil gremistas lotaram a Arena para extravasar todos esses sentimentos em uma frase simplória: “É campeão”. Ou melhor: é pentacampeão da Copa do Brasil. Pois foram 90 minutos de um duelo ferrenho no empate em 1 a 1 entre Grêmio e Atlético-MG, no jogo da volta da grande decisão, que servem de metáfora ao calvário vivido pelo Tricolor. Foi preciso lutar, sofrer e segurar o Galo de Robinho e Pratto até poder bradar: é penta!

Primeiro tempo

O primeiro tempo foi dominado pelo Atlético-MG, mas a melhor chance foi do Grêmio. O Galo tomou a iniciativa da partida desde o início, como já era esperado. Pratto e Luan assustaram em chutes de fora da área, enquanto Júnior Urso e Robinho chegaram perto do gol com cabeçadas. O Tricolor respondeu com uma cobrança de falta de Douglas que acertou a rede pelo lado de fora. E, aos 39, Douglas deixou Everton cara a cara com Victor,. O goleirão cresceu à frente do jovem atacante e fez uma bela defesa para deixar o placar em branco até o intervalo.

O gol do título

Quis o destino que viesse do equatoriano Miller Bolaños o gol do título tricolor. Em um contra-ataque rápido aos 43 minutos do segundo tempo, o atacante deu a bola para Luan, que deu para Everton, que chutou cruzado. A defesa do Atlético não conseguiu afastar, e Bolaños apareceu na segunda trave para mandar para as redes. Ele foi a maior contratação da temporada e não tinha conseguido se adaptar ao time, terminando o ano no banco de reservas.

Segundo tempo

O Atlético-MG foi para o tudo ou nada. Colocou Maicosuel e Cazares nos lugares dos volantes Júnior Urso e Leandro Donizete. Nem assim foi possível furar o bloqueio tricolor. Sob o comando dos zagueiros Pedro Geromel e Kannemann, a defesa do time de Renato Gaúcho segurou firme a bronca lá atrás até os 43 minutos. Até que em um contra-ataque fulminante, Miller Bolaños aproveitou a sobra e fez o gol tricolor, fazendo a Arena explodir. Na sequência, Cazares fez um golaço de trás do meio-campo que acabou ofuscado pelo fim de jogo e a comemoração gremista. Teve confusão e troca de agressões entre jogadores das duas equipes, mas algo que foi rapidamente contido.

Ela de novo!

Conforme havia adiantado em entrevista coletiva, o técnico Renato Gaúcho teve novamente a presença da filha Carol dentro de campo, na comemoração do título! Depois da polêmica na semifinal, contra o Cruzeiro, que foi parar no STJD, a estudante voltou a entrar no gramado e fez a festa com os gremistas. “Se der problema, o Grêmio vai pagar”, avisou Renato.

Vice bem representado

O Atlético-MG foi um rival à altura do título gremista. Pressionou os donos da casa e foi para cima no segundo tempo com gana de reverter o 3 a 1 do jogo de ida no Mineirão. A solidez defensiva Tricolor impediu os avanços, mas, no final, Cazares fez uma pintura para empatar a partida, aos 46 minutos. De trás do meio-campo, encobriu Marcelo Grohe, em mais um famoso “gol que Pelé não fez”.

Fonte: Globoesporte.com

 

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