Foram tantas corridas, tantas vitórias, tantas festas. Pouquíssimas frustrações – infelizmente, duas delas justo no evento de despedida, o Mundial de Londres. Episódios que, por suas particularidades pessoais ou históricas para o esporte, estarão sempre na memória de Usain Bolt. Um dia após a última corrida do maior astro das provas de velocidade, o GloboEsporte.com relembra alguns destes momentos – felizes, ou nem tanto. Confira nos vídeos.

Campeão mundial júnior aos 15

Em 2002, Usain Bolt tinha apenas 15 anos e assombrou ao completar os 200m do Mundial Júnior em 20s61. Tornou-se o mais jovem do mundo a conquistar um título deste porte. O melhor de tudo: a competição foi em Kingston, capital da Jamaica.

– Foi o maior orgulho vencer na frente da miha torcida, em casa. Não tem sentimento melhor do que vencer em casa.

Os 400m do Champs

O campeonato intercolegial do Ensino Médio da Jamaica, conhecido como Champs, é o maior celeiro de novos talentos do atletismo jamaicano. Diante de um estádio lotado em Kingston os meninos e meninas do país aprendem desde cedo a lidar com a pressão da torcida. Foi o que fez Usain Bolt em 2003. Estabeleceu o novo recorde do campeonato nos 400m, 45s35, marca que perduraria por 11 anos.

A estreia olímpica que ninguém lembra

Bolt estourou para o mundo nos Jogos de Pequim 2008, mas a estreia do Raio nos Jogos foi quatro anos antes, em Atenas. Tinha o melhor tempo de balizamento da quarta bateria e partiu na raia 5. Terminou apenas em quarto e foi eliminado.

Dose dupla em Pequim

Quando passou a correr também os 100m, Bolt teve uma ascensão meteórica. Precisou de apenas cinco provas para tornar-se recordista mundial em 2008. Ele melhoraria esta marca pela primeira vez no mesmo ano, nos Jogos de Pequim, ao conquistar o primeiro de seus oito ouros olímpicos.

O título que era de Michael Johnson

Os 200m são a prova favorita de Usain Bolt. Ainda de se tornar uma lenda, era com este ouro olímpico que ele sonhava. Não só o conquistou como quebrou o recorde mundial que pertencia ao americano Michael Johnson, algo que o próprio jamaicano considerava impossível.

– Eu não sabia que poderia quebrar o recorde mundial dos 200m. Meu sonho era ser campeão olímpico dos 200m. Depois dos 100m falaram comigo se eu iria para o recorde dos 200m. Eu achava que estava longe, mas que ia tentar. Quando eu quebrei eu não sabia o que fazer, não tinha pensado em comemoração. Eu simplesmente estava feliz demais.

O relógio cravado em 9s58

A terceira e última vez que Bolt quebrou o recorde mundial dos 100m foi no Mundial de Berlim, em 2009. A prova foi tão rápida que sete dos oito finalistas correram 10s00 ou menos, quatro fizeram a melhor marca no ano, e Tyson Gay quebrou o recorde americano. Mas o Raio voou mais que todos em Belim, mais que todos em todos os tempos. Cravou os 9s58 que perduram até hoje como o recorde da distância.

Ele era humano

Bolt era favorito absoluto para o bicampeonato mundial nos 100m e parecia não haver adversário capaz de pará-lo. Até que ele perdeu para si próprio. Queimou a largada no Mundial de Daegu 2011 e foi desclassificado. O título ficou com o compatriota Yohan Blake.

Bicampeonato com bronca

Em Londres 2012 Usain Bolt faturou o bicampeonato olímpico dos 100m com novo recorde da competição, 9s63. Mas nem tudo foi festa. O técnico do jamaicano, Glen Mills, ficou bravo porque Bolt comemorou antes de cruzar a linha de chegada. Ele acredita que, se o pupilo tivesse mantido o foco até o fim, poderia ter quebrado de novo o recorde mundial.

– Eu pessoalmente não acho que poderia ter sido mais rápido. Eu só estava feliz que iria ganhar, era a confiança que eu tinha. Ele acha que eu poderia ter quebrado, mas eu não.

O suspiro por um centésimo

Em 2015, Bolt pela primeira vez chegou a um Mundial contestado. Estava convivendo com lesões e tropeços enquanto Justin Gatlin acumulava marcas baixas. Na final no Ninho do Pássaro, porém, o jamaicano manteve o reinado por uma diferença de apenas um centésimo.

O carrinho “de Gatlin”

Depois de sagrar-se campeão mundial dos 200m em Pequim, Bolt foi celebrar com o público. Um cinegrafista que registrava a festa sendo transportado por um segway desequilibrou-se e derrubou o astro do evento. Um susto e tanto, mas que felizmente não teve consequências graves. Depois, vieram as piadas. Gatlin ouviu que tinha encomendado a sabotagem ao jamaicano.

– Para mim ele foi de 0 a 100 tão rápido… E eu estava saindo, acenando, e de repente estava no chão. Foi engraçado. Eu não me machuquei, então foi engraçado.

Um degrau a mais na história

Na Rio 2016. Bolt tornou-se o primeiro tricampeão olímpico dos 100m, entre homens e mulheres, da história. O Engenhão seria palco da trinca perfeita com títulos também nos 200m e no revezamento 4x100m.

– Eu não sabia que seria recordista mundial dos 100m, nunca saberia que quebraria dois recordes num campeonato ou que seria tricampeão olímpico. Tudo é possível, você só precisa colocar na sua mente. Tudo o que eu queria era ser campeão olímpico dos 200m. E agora…

O estraga prazeres

Os 100m do Mundial de Londres seriam a última prova individual da carreira de Bolt. Ele vinha bem nas fases anteriores, apesar das queixas sobre o bloco de partida. Na final largou muito mal e teve que correr atrás do prejuízo. Arrancou para o bronze, mas viu o rival Justin Gatlin sagrar-se campeão e ser brindado com vaias pela torcida britânica.

Dor em dose dupla

Na última prova da carreira, Bolt arrancou como último homem do revezamento 4x100m na Jamaica no Mundial de Londres. Ele estava em terceiro quando sentiu câimbras na coxa e mancou até desabar no chão. Deixou a pista com apoio dos companheiros de equipe e saiu de cena sem medalha.

Fonte: G1.com

       
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