Personagem principal do clássico desta quarta-feira, o árbitro Thiago Duarte Peixoto, que expulsou erradamente o volante Gabriel ainda no primeiro tempo da partida, resolveu se defender quando o estádio já não tinha mais nenhum dos outros atores da partida. Com os olhos vermelhos e a voz trêmula, ele admitiu ter errado ao confundir o camisa 5 com Maycon, também do Corinthians, e pediu para continuar a apitar.

“Já deve ter marcado a minha carreira. Eu escolhi ser árbitro e espero continuar minha carreira, já passei por momentos delicados na minha vida pessoal e agora tenho um na minha vida profissional. Espero seguir minha carreira, foi um erro, assim como pode ter erro no trânsito, pode errar um jogador, eu errei, mas quero continuar com a minha carreira. Espero, do fundo do meu coração, que a minha carreira continue”, pediu o juiz, que explicou detalhadamente o que aconteceu no lance.

“Arbitragem não é fácil, realmente houve um equívoco da arbitragem em um lance pontual, por mim. Era um lance de cartão amarelo, foi o que eu fiz, porém para o jogador errado. Quem fez a falta foi o Maycon. Como eu sei disso? Após a partida temos a resposta sobre a nossa atuação e fui informado disso”, avaliou, justificando o erro na sequência.

“No momento em que o jogador puxa, o zagueiro Pablo dá uma entrada dura, não faz falta, mas eu olho preocupado para baixo. Quando eu levanto a cabeça, eu vejo o Gabriel e isso me fez, erroneamente, aplicar o cartão para ele. O cartão era para o Maycon”, relembrou, assegurando que não foi informado pelo quarto árbitro sobre o erro, fato que ficou perceptível na leitura labial das conversas entre ambos.

Nas duas vezes em que chegaram perto um do outro, Peixoto ouviu do companheiro: “Não foi o Gabriel”. De acordo com ele, porém, o erro que estava sendo ressaltado pelo auxiliar não tinha a ver com a sua interpretação final da jogada.

“Muitos me perguntaram em relação ao quarto árbitro ter me informado que não foi o Gabriel, mas eles só estavam preocupados de ser o Pablo o cara que fez a falta no carrinho. Aí eu avisei para eles que havia dado falta no puxão, não o carrinho. Não é que eu não confiei no assistente, ninguém tem a informação exata naquela hora”, concluiu o juiz.

O pedido de Peixoto ocorre apenas minutos depois do presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, chamá-lo de “pavão” e afirmar que pedirá à Federação Paulista de Futebol para que ele nunca mais apite. Nesta quinta-feira, uma reunião na sede de entidade tratará dos temas relacionados ao clássico.

Fonte: ESPN.com

 

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