Um levantamento do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB-CE) mostra que o Estado perdeu 117 agências bancárias privadas nos últimos anos, sendo 63 apenas em 2025. Como consequência, 10 municípios cearenses ficaram sem atendimento físico de bancos privados: Miraíma, Chaval, Tururu, Uruburetama, General Sampaio, Apuiarés, Umirim, Santana do Acaraú, Uruoca e Senador Sá .
Em Fortaleza, o impacto também foi expressivo: 33 agências encerraram atividades, sendo 15 do Bradesco, 11 do Itaú e sete do Santander. Já a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não fecharam unidades no período .
Principais fatores
- Digitalização: bancos priorizam canais digitais e reduzem custos com estrutura física.
- Concorrência tecnológica: fintechs e o Pix aceleraram mudanças no comportamento dos clientes.
- Exclusão digital: idosos e moradores de áreas com internet precária ficam prejudicados.
- Impacto local: fechamento reduz empregos e movimentação econômica em cidades pequenas .
Posição dos bancos
- Itaú: afirma que 97% das transações já são digitais e que as agências terão papel mais consultivo.
- Santander: diz estar reestruturando sua rede, mas reforça presença no Ceará.
- Bradesco: não respondeu aos questionamentos até a publicação da reportagem .
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