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Uma advogada cearense apontada como integrante do Comando Vermelho foi denunciada por tentar extorquir o deputado estadual Simão Pedro (PSD) em R$ 121 mil. O episódio, investigado pelo Ministério Público, envolve também Bárbara Pinheiro, que teria atuado como intermediária em negociações de recursos federais.
Segundo a denúncia, Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira, conhecida por defender líderes da facção, enviou mensagens ameaçadoras ao parlamentar, mencionando armas e mortes de políticos para pressioná-lo a pagar a quantia. Ela teria ainda citado informações pessoais sobre a família do deputado, como o local onde o filho estudava, para reforçar a intimidação.
O caso começou em outubro de 2025, quando Bárbara Pinheiro visitou o gabinete de Simão Pedro e, de acordo com o parlamentar, tentou corrompê-lo. Após o episódio, ambos registraram boletins de ocorrência um contra o outro. Em janeiro de 2026, Paloma e Bárbara foram presas preventivamente. Em fevereiro, o Ministério Público denunciou as duas por extorsão e organização criminosa.
Atualmente, Paloma segue presa no Rio Grande do Norte, após a Justiça negar pedido de liberdade. Sua defesa afirma que ela apenas atuava como advogada na cobrança de valores e pede sua soltura para cuidar do filho de oito meses com Síndrome de Down. Bárbara, por sua vez, foi liberada em março, mas continua respondendo ao processo.
O Ministério Público sustenta que Paloma funcionava como “braço coercitivo” da facção, utilizando sua posição de advogada para intimidar e pressionar o deputado.













