Legenda: Sala de aula onde as vítimas foram mortas foi derrubada e deu lugar a um espaço aberto
Foto: Ricardo Wolffenbuttel/SECOM/Governo de SC

A creche Pró-Infância Aquarela, em Saudades (SC), onde três crianças e duas funcionárias foram vítimas de um ataque criminoso, reabriu as portas nessa segunda-feira (24), vinte dias após o crime. Cerca de 15 crianças compareceram à unidade no primeiro dia de aulas.

Para retomar as atividades, a gestão municipal fez mudanças na estrutura da unidade de ensino. A sala de aula, local dos assassinatos, teve paredes derrubadas e deu lugar a um espaço livre para circulação.

O prefeito de Saudades, Maciel Schneider (PSL), informou que clubes de serviço voluntários, professores e até pais de alunos ajudaram na reforma do ambiente ao mesmo tempo em que tentam superar o luto.

 

“É o marco de um recomeço, de uma comunidade que tenta amenizar a dor, mas também pensando na continuidade do atendimento as crianças, pois essa é a única unidade que atende crianças nesta faixa etária no município”.

 

CRIMES

A unidade foi invadida por um homem de 18 anos no último dia 4 de maio. Fabiano Kipper Mai entrou armado com um facão e atingiu cinco pessoas. Em seguida, ele desferiu golpes contra si próprio, foi socorrido sob escolta policial ao Hospital Beneficente de Pinhalzinho e resistiu aos ferimentos.

Morreram na ação a professora Keli Adriane Aniecevski, 30, a agente educativa Mirla Amanda Renner Costa, 20, e as três crianças menores de dois anos.

Ao longo das investigações, a Polícia Civil concluiu que o ataque foi premeditado. O suspeito teria rondado e analisado a creche um dia antes do crime. O delegado Jerônimo Marçal, responsável pela investigação do ataque, há “elementos concretos” que indicam um planejamento da ação criminosa.

RÉU

Nessa segunda-feira, mesmo dia em que a escola retomou o cronograma de aulas, a Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina aceitou contra Fabiano, que será julgado por um Tribunal do Júri.

Com a decisão do juiz Caio Lemgruber Taborda, da Vara Única de Pinhalzinho, Fabiano se tornou réu em processo sigiloso por cinco homicídios e 14 tentativas de homicídio, todos triplamente qualificados.

 

 

 

 

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste

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