O comércio e a indústria do Ceará já sentem os efeitos do novo reajuste tarifário da energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou aumento médio de 9,61% para empresas conectadas à média e alta tensão, medida aplicada pela Enel Ceará desde 23 de abril. Embora atinja diretamente apenas 0,12% dos clientes da distribuidora — cerca de 5,2 mil indústrias e grandes empreendimentos — o impacto deve se espalhar por toda a cadeia produtiva, pressionando custos e elevando preços ao consumidor final.

De acordo com a Fecomércio-CE, o reajuste gera um efeito duplo: encarece a operação das empresas e reduz o poder de compra das famílias, já que a energia é insumo essencial e não substituível. Setores como têxtil, móveis, gráfico e de alimentos tendem a ser os mais afetados, por dependerem fortemente do consumo elétrico.

Especialistas alertam que o aumento pode comprometer a competitividade do estado frente a outras regiões, além de intensificar a inflação de custos. Para o comércio, a expectativa é de margens mais apertadas e necessidade de repasse parcial ao consumidor, em um cenário que exige cautela e adaptação das empresas cearenses.

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