Familiares denunciaram que detentos da Unidade Prisional de Estudo, Capacitação e Trabalho (UPECT), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, foram agredidos e torturados pelos agentes do local. O caso teria ocorrido no dia 3 de janeiro, mas as imagens das vítimas feridas começaram a circular nesta sexta-feira (16).

As fotos mostram os internos com marcas de agressões nas nádegas, costas, braços e outras partes do corpo.

Segundo a familiar de um dos detentos, que terá a identidade preservada, no dia do ocorrido estava tendo visita na unidade. No momento da saída, as pessoas ouviram barulhos semelhantes a tiros e gritos com pedidos de socorro.

A situação gerou desespero e pânico entre os visitantes, que deixaram o local sem qualquer informação oficial sobre o que estaria acontecendo dentro do local.

Depois a família do detento tomou conhecimento do caso e foi informada que o homem teve as visitas suspensas. Por conta disso, a família acionou uma advogada, que foi até à unidade e constatou ferimentos no cliente.

O irmão da denunciante, que está entre os agredidos, está preso há cerca de 7 anos, por tráfico de drogas e atualmente cumpre regime semiaberto.

SAP nega agressões

 

Familiares denunciam agressões e tortura de detentos em presídio de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. — Foto: Arquivo pessoal
Familiares denunciam agressões e tortura de detentos em presídio de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. — Foto: Arquivo pessoal

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) disse que os internos são membros de um grupo criminoso de origem carioca e tentaram agredir policiais penais da unidade.

“Na tentativa de amotinamento, os criminosos arremessaram objetos, proferiram ameaças contra os servidores públicos e iniciaram um ataque coordenado contra o Estado. A ação dos criminosos exigiu a pronta resposta dos policiais que utilizaram o uso progressivo da força contra os agressores. Dos criminosos que tentaram agredir os policiais, 11 sofreram lesões leves“,disse a Secretaria.

Ainda conforme a pasta, os detentos foram medicados e passaram por exame de corpo e delito.

“Todos os internos faccionados que impetraram a ação responderão criminalmente pela ação contra o Estado”, informou o órgão.

g1

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