Campeão interino do peso-pena do Ultimate, José Aldo chegou ao limite de sua paciência. Após a confirmação da luta entre Conor McGregor e Eddie Alvarez no UFC de Nova York, dia 12 de novembro, o lutador da Nova União declarou sua aposentadoria do MMA, nesta terça-feira, em entrevista ao programa “Revista Combate”. Após o brasileiro pedir,  a liberação de seu contrato com o UFC.

– Vi o que o Dana falou. Desde que eu perdi eles prometeram uma coisa para mim. Vinha no meu pensamento que eu não queria nem mais lutar MMA, chegou uma hora que chegou no meu limite. Sentei com o Dedé há muito tempo, ele me convenceu de continuar, lutei com o Frankie Edgar para ganhar, foi a luta do Dedé. Quando acabou a luta eu ofereci a vitória a ele. Depois disso, estava esperando, o cara falou que a luta estava fechada, pessoas do UFC falaram que a gente conseguiu a luta. A gente conquistou isso, falaram que a gente tinha que lutar com o Frankie Edgar. Não é que estou de cabeça quente, revoltado, nada disso. Estou muito tranquilo, conversei desde muito antes que queria encerrar minha carreira aos 30 anos de idade e tomar novos rumos. Eu nunca lutei por dinheiro, queria fazer um trajetória boa e deixar um legado na categoria. Queria me aposentar como único campeão peso-pena, mas não foi dessa maneira. Sou campeão interino, estou lá em cima, mas estou realmente estou de saco cheio.

José Aldo reforçou o pedido para que o UFC o libere do contrato e afirmou que a questão não tem nada a ver com a parte financeira.

– Hoje de manhã estava conversando com o Dedé… Se eles oferecerem qualquer coisa… Para mim, não é questão de dinheiro, eu não aguento mais. Chegou no meu limite. Se ele (Dana) gosta de mim e da minha família como falou, só peço que ele me libere normalmente, não quero briga com ninguém. Quero sair do jeito que eu entrei. O UFC nunca me deu nada, nem o WEC, nem ninguém. Foi tudo mérito meu, da minha equipe e da minha família. Em nenhum momento eles me deram alguma coisa. Eu conquistei com méritos meus. Dei muito mais a eles do que eles me deram em troca. Só quero que possam me liberar do contrato. Se eles me oferecerem milhões, podem ficar para eles, não quero. Desculpe a expressão, mas não sou puta para me vender. Sou homem. Meu pai me fez assim.

O lutador relembrou ainda que, em 2013, quando queria subir para enfrentar Anthony Pettis, então campeão dos leves, Dana White o avisou que precisaria abrir mão do cinturão dos penas. A situação é parecida com a de Conor McGregor, atual dono do título linear dos penas e que irá desafiar Eddie Alvarez, nos leves, porém, sem abrir mão de seu posto, paralisando a divisão.

– Quando eu quis lutar contra o Pettis, anos atrás, o Dana falou que eu tinha que largar a categoria, abandonar o cinturão para lutar na divisão de cima. Se perdesse, voltaria para reconquistar. Não achei justo, fiquei na minha, eu era o campeão. Estava tentando fazer uma coisa boa para o evento, para todo mundo. O que aconteceu agora é diferente. Não é questão de lutar. Eu esperava defender o cinturão contra o Pettis ou o Holloway. Ele (McGregor) pode lutar contra o Alvarez, contra o Tyron Woodley, contra qualquer um. A minha vida e a do peso-pena tem que continuar. Só quero que o UFC me libere para eu seguir a minha vida, minha carreira em outro esporte, que sempre tive o sonho.  Ele (Dana) tinha falado que faríamos a luta contra o Conor pelo cinturão, senão ia enfrentar um desses dois (Pettis ou Holloway). Agora vai querer esperar até a luta (McGregor x Alvarez) acontecer. Se ele (McGregor) perder, luta comigo. Se ganhar, fica no leve e abandona (o título) para eu enfrentar o Holloway. Isso não é uma coisa legal. Está prejudicando a mim, que fiz história, o Holloway, o Pettis, o Frankie ou o peso-pena que for. Não é só falta de respeito com o Aldo, é com a categoria toda. Se o outro ganha, vai querer botar com quem não tem nada a ver.

Fonte: Globo.com

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