Infecção altamente contagiosa, o sarampo vem avançando no Brasil e em outros países das Américas, com registro de surtos em regiões como São Paulo. O aumento de casos confirmados e de óbitos acende um alerta no Ceará devido ao cenário turístico do Estado e ao não alcance das metas das coberturas vacinais, estabelecida em 95% pelo Ministério da Saúde (MS).
No Estado, 96,45% das crianças de 1 ano receberam a 1ª dose do imunizante em 2026, enquanto 84,78% realizaram a segunda aplicação. Os números foram levantados pelo Diário do Nordeste a partir da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) do Ministério, coletados até o dia 1º de agosto e com atualização na última quinta-feira (24).
Ao Diário do Nordeste, a coordenadora de Imunização da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), Ana Karine Borges, explica que manter a vacinação em dia é fundamental para evitar a disseminação de doenças e proteger a população.
“Somos um estado que recebe turistas e, se não tiver nossa vacinação em dia, acabamos colocando em risco o retorno de várias doenças que já foram eliminadas ou erradicadas. É o que a gente tá vendo, exemplos aí de outros países com óbitos, inclusive de crianças, e óbitos evitáveis por meio da vacinação”, afirma.
Em março deste ano, o Ceará investigou um caso suspeito de sarampo, que não foi detalhado à época pela Sesa. Em nota, a Pasta afirma que o Estado segue sem registros da doença desde 2022 e que, no momento, não há casos suspeitos em investigação.
“Apesar desse cenário, a Sesa mantém vigilância epidemiológica ativa e permanente em alinhamento às diretrizes do Ministério da Saúde”, completa.
O órgão oficial considera a notificação de casos suspeitos de sarampo obrigatória para todos os profissionais de saúde e responsáveis por serviços de saúde, públicos e privados. Essa é uma das principais estratégias para a detecção precoce de casos, interrupção da cadeia de transmissão e manutenção da eliminação da doença no Brasil.













