Os dados são do IntegraSUS, plataforma de transparência da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), e foram levantados pelo Diário do Nordeste na última sexta-feira (21). Além disso, o Informe Operacional de Arboviroses publicado pela Pasta em 11 de agosto também foi analisado pela reportagem.
Conforme o documento, 34 municípios cearenses apresentam incidências classificadas como alta ou muito alta, o que configura um “cenário de risco para ocorrência de epidemias nesses territórios”.
Como está a circulação da dengue no Estado?
A circulação do vírus da dengue já atinge 176 dos 184 municípios cearenses com registros de casos prováveis. Em 34 cidades, há incidência acumulada de casos prováveis classificados como alta ou muito alta, indicando risco de surtos.

Entre esses territórios em risco, 25 municípios se destacam por apresentar alta ou muito alta incidência especificamente de casos confirmados, o que se caracteriza com “transmissão ativa sustentada”. São eles:
- Cedro, Jardim, Farias Brito, Granjeiro, Ipaumirim, Porteiras, Baixio, Cariús e Várzea Alegre, no Sul do Estado;
- Tianguá, Hidrolândia, Catunda, Reriutaba, Guaraciaba do Norte, Tamboril, Sobral e Croatá, no Norte do Ceará;
- Aracati, Pereiro, Jaguaretama, Palhano, Jaguaribara, Itaiçaba, Jaguaribe e Icapuí, no Litoral Leste.
O maior volume de notificações, cerca de 62,5%, está concentrando nas Superintendências Regionais de Saúde Norte e Fortaleza, enquanto a Superintendência Sul (SRSUL) se destaca com a maior proporção de casos confirmados (34,4% das confirmações) e o maior índice de positividade laboratorial (42,7%).













