Escrivã da Polícia Civil do Ceará, Tárgilla Bié Brito. — Foto: Divulgação/ Polícia Civil
Escrivã da Polícia Civil do Ceará, Tárgilla Bié Brito. — Foto: Divulgação/ Polícia Civil

A atitude da escrivã da Polícia Civil do Ceará que salvou dois torcedores de agressões no entorno da Arena Castelão, em Fortaleza, no último sábado (3), foi elogiada em portaria oficial pelo delegado geral da Polícia Civil, Marcus Rattacaso, e pessoalmente, em encontro entre os profissionais, nesta terça-feira (6).

“Eu te chamei aqui para agradecer pelo seu ato de bravura, porque apesar de estar de folga, sozinha e principalmente por estar gestante, você fez exatamente o que jurou fazer, defender a sociedade acima de tudo. Então restam só elogios a sua pessoa”, disse o delegado geral.

Grávida de cinco meses, Tárgilla Bié Brito, de 25 anos, andava à paisana pela Avenida Silas Munguba quando viu um grupo de torcedores com camisas do Fortaleza começar a agredir duas pessoas que estavam em uma moto, vestidas com camisa do Ceará.

As vítimas, pai e filho que seguiam para o jogo do Clássico-Rei, foram derrubadas do veículo. O adolescente chegou a ser arrastado pela pista e sofreu chutes na cabeça. Para evitar que as agressões continuassem, a escrivã disparou tiros para o alto e foi em direção à confusão, dispersando o grupo de agressores.

Vídeo mostra mulher atirando pra cima pra dispersar torcedores
Bom Dia Ceará
Vídeo mostra mulher atirando pra cima pra dispersar torcedores

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‘Poderia ser uma mãe chorando a perda de um filho’

Escrivã da Polícia Civil dispara para impedir linchamento de torcerdor — Foto: Reprodução

Escrivã da Polícia Civil dispara para impedir linchamento de torcerdor — Foto: Reprodução

Tárgilla Brito atua como escrivã há pouco mais de um ano na Delegacia Metropolitana de Horizonte, e foi guarda municipal de Fortaleza durante três anos, segundo a Polícia Civil do Ceará.

Sobre o gesto de bravura, ela diz que pensou na mãe do adolescente agredido caso terminasse em tragédia.

“Na hora que eu vi, eu pensei logo que matariam o rapaz e que poderia ser uma mãe chorando a perda de um filho. O adolescente que estava na garupa da moto e foi arrastado estava levando muitos chutes na cabeça. Eu sabia que se não fizesse nada, talvez aquele torcedor tivesse morrido ou até estivesse em coma, e teria uma mãe chorando junto com ele”, contou.

“Quando virei e atirei a terceira vez, um dos agressores chegou a reclamar que eu não poderia atirar nele e fez a menção de voltar. Nessa hora eu aponto a arma e grito que sou ‘polícia’, foi quando todos fugiram”, relembrou Tárgilla.

A portaria com elogios à servidora foi encaminhada para o Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) da PCCE para registro nos assentamentos funcionais de Tárgilla e publicação no Diário Oficial do Estado.

Nordeste Notícia
Fonte: G1

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