O Ceará pode dar um passo estratégico rumo ao armazenamento em larga escala de energia limpa com a chegada potencial de uma usina hidrelétrica reversível à Serra da Ibiapaba.
Conhecido popularmente como uma “bateria de água”, o modelo de ciclo fechado funciona sem depender de rios naturais: utiliza dois reservatórios artificiais em diferentes altitudes, bombeando o líquido para o topo quando a eletricidade está barata e fazendo-a descer para turbinar a geração nos momentos de pico de consumo.
Embora o Brasil tenha se apoiado historicamente em hidrelétricas convencionais e na expansão eólica e solar, a busca por fontes flexíveis para estabilizar a matriz energética recolocou a tecnologia no radar.
Com topografia acidentada e desníveis que chegam a cerca de 800 metros na divisa com o Piauí, a Ibiapaba apresenta parâmetros ideais avaliados por especialistas e atrai o interesse de gigantes do setor, como a Casa dos Ventos.
Mesmo esbarrando em custos elevados de implantação e em travas regulamentares, a expectativa nacional é avançar na pauta para diversificar a flexibilidade operativa do sistema nos próximos anos.
g1
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