A compra de cavalos de raça e a tentativa de aproximação com o cantor Wesley Safadão estão entre as estratégias atribuídas pela Polícia Civil da Paraíba a um grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas. Investigadores cumpriram 27 mandados de prisão nesta terça-feira (15). Dos 27 procurados, 15 já estavam privados de liberdade, mas outros 12 foram capturados.

Além disso, a Justiça bloqueou R$ 144 milhões, suspendeu as atividades de duas intermediadoras de criptomoedas e interditou três imóveis de alto padrão.

A investigação aponta que os integrantes da organização chegaram a comprar gados de alta genética em um leilão promovido por Wesley Safadão, como tentativa de aproximação para impulsionar a carreira de outro cantor, que teria sido escolhido pelo grupo, sendo este artista natural do Rio Grande do Norte. Os investigadores ainda não informaram quem seria o artista. Wesley Safadão não é investigado no caso.

A Polícia suspeita que contratos de shows seriam usados para movimentar e dar aparência legal a recursos obtidos com atividades criminosas. A Instituição não detalhou o valor pago pelos cavalos e gados adquiridos no leilão.

Ao Diário do Nordeste, a assessoria de Wesley Safadão informou que manifestará sobre o caso. 

 

Organização criminosa tentava se aproximar de cantor para impulsionar artista do Rio Grande do Norte.
Legenda: Organização criminosa tentava se aproximar de cantor para impulsionar artista do Rio Grande do Norte. Foto: Divulgação/PCPB Reprodução/Redes Sociais
A Operação Bon Vivant foi deflagrada nesta terça-feira (15), em Campina Grande, na Paraíba. A ação é conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO), que investiga crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
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