O empresário Iago Viana Nascimento, de 34 anos, suspeito de integrar o esquema criminoso liderado pelo ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz, foi preso pela Polícia Civil do Ceará nesta terça-feira (8), no bairro Guararapes, em Fortaleza. Conforme as investigações, Iago era membro do núcleo “empresarial” do esquema, sendo um dos responsáveis pela sustentação financeira do grupo.

Iago Viana estava foragido desde outubro de 2025, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal na sua residência em um condomínio de luxo no município do Eusébio. Ao entrar na casa às 6 horas da manhã, a equipe policial já encontrou o imóvel vazio. Desde então, o paradeiro dele era desconhecido.

Segundo a Polícia Civil, contra Iago foi cumprido um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de integrar organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Após os procedimentos cabíveis ao fato, ele foi colocado à disposição da Justiça. Já Bebeto, apontado como um dos chefes do esquema criminoso, está foragido desde 2024.

Empresário Iago Viana Nascimento é apontado como membro do esquema de Bebeto do Choró — Foto: Reprodução
Empresário Iago Viana Nascimento é apontado como membro do esquema de Bebeto do Choró — Foto: Reprodução

De acordo com investigação da Polícia Federal, Bebeto Queiroz utilizava várias empresas, que tinham contratos com diversas prefeituras do interior do Ceará, para desviar recursos. O dinheiro era usado tanto para enriquecimento ilícito dos envolvidos quanto para financiar campanhas eleitorais de aliados, por meio de práticas como a compra de votos.

Depois, as mesmas empresas que desviavam os recursos conseguiam contratos nas prefeituras dos aliados que haviam ajudado a eleger através das transferências de dinheiro ilícitas e da compra de votos.

A empresa de Iago Nascimento, a SFC Serviços (antes denominada Colinas Construções Transportes e Serviços) era uma dessas empresas, através da qual ele financiava campanhas e repassava dinheiro a Bebeto e seus aliados.

A Polícia Federal destacou que, entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023, quando ainda se chamava Colinas, a empresa tinha como principal atividade o transporte escolar. Ainda assim, movimentou R$ 41 milhões. Boa parte desse dinheiro era retirado em saques de menos de R$ 50 mil (para evitar a fiscalização da autoridade bancária) e repassado aos beneficiados pelo esquema.

Nas conversas obtidas pela PF, Bebeto constantemente orientava os supostos proprietários das empresas, entre eles Iago, sobre valores que eles devem enviar para políticos aliados. Os operadores enviavam os valores e depois compartilhavam os comprovantes com Bebeto.

Além de Iago, outros dois empresários são apontados como operadores centrais do esquema: o cunhado de Iago, Carlos Douglas Almeida Leandro, dono da empresa Cariri Edificações; e Maurício Gomes Coelho, vinculado à empresa MK Serviços.

g1

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