ma jovem youtuber cearense de 16 anos, com quase cinco milhões de seguidores, denunciou publicamente o próprio pai por abuso sexual. O caso, que envolve também acusações de violência doméstica contra a mãe, está sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará e acompanhado pelo Ministério Público.

A adolescente, conhecida por produzir conteúdo de jogos eletrônicos, publicou um vídeo nas redes sociais relatando que sofreu abusos quando tinha apenas 11 anos. Segundo ela, o pai a obrigou a ficar despida diante dele, ignorando seus pedidos desesperados para se vestir. A jovem também afirmou ter crescido presenciando episódios de violência contra a mãe, incluindo agressões físicas e ameaças de morte.

O homem já responde por violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas, mas, de acordo com a família, continua se aproximando da casa onde mãe e filha vivem, mesmo usando tornozeleira eletrônica. A adolescente relatou crises de pânico e dificuldades para frequentar a escola devido ao medo constante.

Em meio a esse cenário, o pai tenta obter a guarda da filha, acusando a mãe de maus-tratos e cárcere privado. A jovem rebateu as alegações, classificando-as como falsas e manipuladoras. O advogado da família afirma que o homem deveria estar preso pelo descumprimento das medidas protetivas e critica a forma como algumas denúncias têm sido tratadas pelas autoridades, alegando banalização dos relatos da vítima.

O caso também trouxe acusações contra o Conselho Tutelar de Tianguá, onde o pai já trabalhou como motorista. A adolescente afirma que funcionários repassam informações sigilosas a ele, favorecendo o abusador. O Conselho Tutelar repudiou as acusações e declarou que atua com ética e responsabilidade, garantindo a proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Ministério Público do Ceará informou que instaurou procedimento administrativo para acompanhar a situação, articulando ações com a rede de assistência social e de saúde. A jovem já passou por escuta especializada, conforme previsto na Lei nº 13.431/2017, que assegura proteção e acolhimento a vítimas de violência. As medidas protetivas de urgência seguem em vigor, proibindo a aproximação do pai.

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