A família de Lucinete Freitas, brasileira encontrada morta em Portugal, tem enfrentado dificuldades para conseguir a repatriação do corpo ao Brasil. Além da dor pela perda, os familiares relatam excesso de burocracia, demora e falta de informações claras sobre os procedimentos necessários, além da ausência de condições financeiras para arcar com os custos do traslado internacional. O corpo ainda não foi liberado pelas autoridades portuguesas.
O marido de Lucinete, Teodoro Júnio, afirma que a família tem buscado apoio junto a diversas instâncias para viabilizar a repatriação. Segundo ele, a família tem recorrido ao consulado brasileiro, a autoridades portuguesas, políticos, ao Ministério das Relações Exteriores.
“Queremos justiça! Esse crime não pode ficar impune. Estamos lutando para trazer o corpo da minha esposa de Portugal para cá. A Lucinete merece ter um enterro digno”, pontua.
Ainda conforme o relato de Teodoro, o consulado brasileiro deve orientar a família sobre a obtenção da certidão de óbito e sobre os procedimentos necessários para comprovar oficialmente a falta de condições financeiras para custear a repatriação.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que está acompanhando o caso e prestando a assistência consular necessária aos familiares da vítima, por meio dos Consulados-Gerais do Brasil em Faro e em Lisboa. Porém, o órgão afirmou que não divulgará detalhes sobre a assistência oferecida.
Entenda o caso
A brasileira Lucinete Freitas, que estava desaparecida desde 5 de dezembro, foi encontrada morta em um zona de mata próxima a Lisboa, em Portugal, segundo a Polícia Judiciária do país. Uma mulher de 43 anos, também brasileira, foi presa nesta quinta-feira (18) “por fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado”, informou a polícia local.
A mulher presa é investigada por crime de homicídio qualificado e profanação e ocultação de cadáver. A polícia de Portugal não informou detalhes do que pode ter motivado o homicídio, mas afirma que foi por razão fútil.
Lucinete morava sozinha em Amadora, região metropolitana de Lisboa, e tinha planos para levar a família para o país europeu em 2026. A última vez que ela havia falado com o marido, Teodoro Júnior, que mora em Fortaleza, foi na noite do dia 5, por volta das 19h30 no Brasil, o que corresponde a 22h30 em Portugal.
Segundo Teodoro, Lucinete, de 55 anos, tinha um compromisso no sábado para visitar um apartamento que seria alugado pela família, já que o marido e o filho planejavam se mudar para Portugal.
No entanto, a responsável pela locação informou que Lucinete não compareceu à visita. Ela teria enviado uma mensagem informando que ia viajar para o Algarve, no sul de Portugal com uma amiga. A polícia de Portugal não informou se essa amiga é a mulher presa suspeita de assassinato.
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