Legenda: Gledson Bezerra está no segundo mandato a frente da Prefeitura de Juazeiro do Norte Foto: Davi Rocha

Na sessão desta sexta-feira (27), o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) vai discutir uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito de Juazeiro do Norte, Gledson Bezerra (Podemos), e contra o vice-prefeito Tarso Magno. Os gestores são acusados de abuso de poder político e econômico nas últimas eleições, e o caso está movimentando os bastidores da política cearense nos últimos dias.

A ação foi protocolada pela Coligação “FÉ, UNIÃO E TRABALHO”, composta por diversos partidos entre eles a Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV), representada na eleição pelo deputado estadual Fernando Santana (PT), que acabou ficando em segundo lugar no pleito.

De acordo com a petição, o prefeito, no exercício do mandato, teria concedido vantagens a servidores públicos municipais no período eleitoral, o que seria vedado por lei. Entre as medidas está o anúncio de implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) para 398 professores.

Segundo a acusação, a prática configurou abuso de poder político e conduta vedada. A defesa do prefeito, entretanto, nega as acusações.

No julgamento de primeira instância, a ação foi julgada improcedente, mantendo regular os mandados do prefeito e do vice em Juazeiro do Norte. A coligação adversária, entretanto, recorreu da decisão e, agora, o pleno no TRE-CE vai analisar o caso na sessão desta sexta (27).

EMBATE POLÍTICO EM NOVO CAPÍTULO

A ação, sob relatoria do desembargador eleitoral Érico Silveira, agita os bastidores porque, na esfera política trata-se de mais um embate entre base do governo e oposição no Ceará.

Gledson Bezerra é um opositor do grupo governista e seu adversário nas urnas foi Fernando Santana, muito próximo do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que mantem forte base eleitoral no Cariri.

Além do mais, Juazeiro do Norte é a maior cidade do Interior do Estado, tendo ficado muito perto de ter eleição em dois turnos no ano passado, por conta do número de eleitores: pouco menos de 200 mil.

O embate de teses jurídicas no Tribunal, portanto, tem como pano de fundo o controle político da maior cidade do Interior do Estado.

 

 

Diário do Nordeste

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