A empresária Lucilene Galdino Albuquerque, de 50 anos, morta a facadas pelo companheiro neste domingo (10), em Itapipoca, no Ceará, já havia sido vítima de violência doméstica, mas nunca denunciou o agressor à polícia. De acordo com a polícia, o suspeito do crime também já havia agredido a ex-mulher.

empresário foi assassinada dentro de casa. O suspeito do crime é o companheiro da vítima, identificado como Antônio Maria Rodrigues Ferreira Pessoa. Ele tentou se suicidar, mas foi impedido pela polícia e acabou preso.

Conforme o delegado Emerson Faria, da Delegacia Regional de Itapipoca, o que foi apurado pela Polícia Civil é que Rodrigues tinha histórico de violência, não só contra Lucilene, mas também em desfavor da sua ex-mulher.

“Eram constantes as brigas por ciúmes e ele tinha obsessão por ela, até uma certa paranoia a respeito de ser traído por ela. Ele golpeou primeiro o enteado, depois partiu para cima da esposa. Ele assassinou a mulher com várias facadas, não sabemos dizer exatamente quantas”, disse.

O policial civil destacou que o suspeito disse ter tido um surto de violência. Instantes após o crime, Antônio Maria foi preso e indiciado pelo crime de feminicídio.

Proteção às vítimas

A diretora do Departamento de Polícia Especializada de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPEGV), delegada Rena Gomes, acrescentou que a determinação na Polícia Civil é ter tolerância zero com os casos de feminicídio.

“Saber que todos os feminicidas do Ceará vão estar presos ou com mandado de prisão preventiva decretado. Estamos trabalhando construção de protocolos. Se ocorre vítima mulher, a Polícia Civil atende o local de crime com uma forma diferente, se atentando além ao local de crime. Queremos saber os locais com mais ocorrências. Vamos adotar uma série de ações”, pontuou a delegada.

Rena lembra que a gradação da violência pode rapidamente chegar ao assassinato. Segundo ela, a forma mais eficaz de prevenir o feminicídio é denunciar.

“A melhor forma de prevenir é a denúncia. Muitas vezes a morte ocorre quando a vítima tenta romper o relacionamento. Orientamos que a vítima nunca rompa em uma potencial crise com o agressor e que procure familiares, rede de enfrentamento e autoridades”.

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