A seca voltou a avançar no Ceará e já atinge 89,02% do território estadual, segundo dados do Monitor de Secas referentes a setembro de 2026. A maior parte da área afetada está classificada na categoria de seca fraca, enquanto uma parcela menor apresenta condição de seca moderada.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a tendência é que o quadro se intensifique até dezembro devido à combinação de poucas chuvas, altas temperaturas e aumento da evaporação, fatores que reduzem a umidade do solo e prejudicam a vegetação.

Os dados mostram um crescimento significativo da estiagem nos últimos meses. Em agosto, a seca atingia 87,9% do território cearense, enquanto em junho e julho o índice era de 29,72%. Atualmente, 84,47% da área estadual está sob seca fraca e 4,55% sob seca moderada. Não há registros de seca grave, extrema ou excepcional.

Segundo o diretor técnico da Funceme, Francisco Vasconcelos Junior, os efeitos da estiagem já são observados principalmente no norte do Estado, na região Jaguaribana, além de áreas do Centro, Oeste e dos Inhamuns.

Segundo a reportagem os reservatórios cearenses armazenavam cerca de 46,77% de sua capacidade total no início de outubro. Apesar de o volume ser considerado relativamente confortável em comparação com anos anteriores, algumas bacias hidrográficas apresentam níveis abaixo de 30% da capacidade.

A Funceme também acompanha os possíveis impactos do fenômeno El Niño, que pode favorecer o aumento das temperaturas e influenciar o comportamento das chuvas nos próximos meses. A expectativa é que algumas regiões passem a registrar áreas de seca moderada caso as condições climáticas persistam.

 

O Povo

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