Com a pandemia controlada, o país enfrenta agora a volta da dengue como principal ameaça, acumulando mais óbitos neste ano do que o coronavírus.
Em 2026, o Brasil vive uma inversão curiosa no cenário das doenças que mais preocupam a saúde pública. Se nos últimos anos a Covid-19 foi responsável por um número devastador de mortes, hoje é a dengue que ocupa esse espaço. Dados oficiais mostram que já morreram mais brasileiros vítimas da dengue neste ano do que da Covid-19, revelando uma mudança significativa no perfil epidemiológico do país.
A dengue, impulsionada pela circulação dos sorotipos 1 e 2 e favorecida pelas condições climáticas, segue fazendo vítimas em diferentes estados. Pará, Tocantins, Minas Gerais e São Paulo estão entre os mais afetados, com dezenas de óbitos confirmados. O mosquito Aedes aegypti continua sendo um desafio para autoridades sanitárias, que enfrentam dificuldades em conter sua proliferação em áreas urbanas e rurais.
Enquanto isso, a Covid-19, que já foi responsável por centenas de milhares de mortes no Brasil, hoje aparece em números residuais. A doença, que paralisou o país em 2020 e 2021, já não representa a mesma ameaça em 2026.
Esse contraste expõe uma realidade: o Brasil conseguiu controlar a pandemia, mas ainda não venceu a batalha contra a dengue. A doença, que se repete ano após ano, exige políticas públicas permanentes e campanhas de conscientização para eliminar criadouros do mosquito. Mais do que nunca, o combate à dengue precisa ser encarado como prioridade nacional, já que ela voltou a ser a responsável por mais mortes do que a Covid-19.













