Um dos principais alvos da Operação Audácia, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará, é Alessandro Domingos Batista, conhecido como “Sansão”. Mesmo preso desde 2024 na Unidade Prisional de Pacatuba, ele continuava a comandar uma rede internacional de tráfico de drogas ligada ao Comando Vermelho, com ramificações em estados da Amazônia e conexões na fronteira com a Bolívia.
Segundo as investigações, Sansão enviava ordens de dentro da cadeia para movimentações de drogas em Rondônia, Acre e Amazonas. O criminoso já havia sido condenado a mais de dez anos de prisão por tráfico e associação para o tráfico, além de possuir antecedentes por homicídio tentado e porte ilegal de arma.
Sua prisão em 2024 ocorreu em Paracuru (CE), quando foi flagrado com quase 60 quilos de entorpecentes — entre cocaína, maconha e crack. Na ocasião, ele e a esposa tentaram se esconder em um matagal após abandonarem o veículo usado como comboio. O carro estava registrado em seu nome e continha rádios de comunicação, reforçando o papel de liderança na logística do crime.
A operação evidencia como líderes de facções conseguem manter influência mesmo encarcerados, articulando o tráfico internacional a partir de presídios e desafiando os mecanismos de controle do sistema penitenciário.
Diário do Nordeste













