Os partidos que dão sustentação a Ciro Gomes (PDT) e ao governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará já se movimentam em torno da eleição presidencial de 2026, e cada um deles definiu seus nomes para a disputa nacional. O PT aposta novamente em Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a continuidade do projeto iniciado em 2022. Já o PDT mantém Ciro Gomes como pré-candidato, reafirmando sua posição de independência e oposição ao governo federal.
Outros partidos aliados no estado também já se posicionaram. O PSB tende a caminhar com Lula, embora haja setores que ainda dialoguem com Ciro. O MDB continua dividido, com lideranças que podem apoiar candidaturas diferentes conforme os arranjos regionais. O PSD, por sua vez, se aproxima do governo federal, mas mantém espaço para negociações locais, o que pode influenciar diretamente o palanque cearense.
Girão e outras forças
Já o senador Eduardo Girão, pré-candidato ao Governo do Ceará pelo Novo, também se insere nesse contexto de interseção entre cenários local e nacional. A legenda avalia lançar à Presidência o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o que daria ao partido um palanque próprio em nível nacional.
Ao mesmo tempo, Girão mantém proximidade com o campo bolsonarista, que deve estar representado na disputa presidencial pelo senador Flávio Bolsonaro, evidenciando mais uma sobreposição de alianças e referências políticas que tende a repercutir na dinâmica da eleição estadual.
Embora o cenário cearense não reproduza integralmente a polarização nacional, é pouco provável que a disputa presidencial não influencie o debate local.
Aliados de Elmano já sinalizam que devem explorar essa conexão, buscando associar Ciro ao bolsonarismo e transferir ao ex-governador parte da rejeição ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Estado.
O Povo













