
O processo seletivo, um dos mais difíceis do Brasil, foi iniciado ainda em 2025 e finalizado neste mês, incluindo provas objetivas, discursivas e inspeção de saúde. Entre os selecionados, há pelo menos 63 cearenses – três deles meninas, uma delas Elisa.
“Quem me ligou foi a vice-reitora do ITA, a Emilia (Villani). Foi muito emocionante. Mas a ficha não cai, você só acredita quando vê o nome na lista. O que eu senti foi um grande alívio. E meus pais se emocionaram mais que eu”, brinca a jovem.
A conquista veio após uma vida escolar inteira de apreço por disciplinas exatas e dedicada a olimpíadas científicas. Vocação tamanha que levou a jovem a prestar o vestibular do ITA como treineira por dois anos.
Ao fim do ensino básico, em 2020, Elisa foi aprovada em Engenharia da Computação na Universidade Federal do Ceará (UFC). Chegou a cursar dois semestres, mas sonho é magnetismo: foi puxada de volta.
“Ao mesmo tempo (em que estava na universidade), eu fazia cursinho online. Mas vi que passar no ITA exigia muito: resolvi me desligar da federal e focar na preparação”, relata. A persistência, então, foi determinante.
“Nesses 5 anos de cursinho, teve ano que eu errei o gabarito e não fui nem pra 2ª fase. Teve ano que não tinha classificação pra passar, teve ano que cheguei bem perto e não passei. Insisti.”

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