Uma operação do Ministério Público do Ceará (MPCE) realizada nesta terça-feira (29) prendeu 14 policiais militares suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à prática de corrupção, extorsão e facilitação do tráfico de drogas em bairros da Grande Messejana, em Fortaleza.
A “Operação Kleptonomos”, realizada por meio do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), teve o objetivo de cumprir 34 mandados, sendo 16 de prisão preventiva e outros de busca e apreensão, nas cidades cearenses de Fortaleza, Itaitinga, Maracanaú e Russas, além de Maceió, em Alagoas.
A Justiça autorizou ainda a quebra do sigilo das informações contidas nos aparelhos telefônicos e equipamentos de armazenamento portátil e a suspensão do exercício de função pública dos agentes investigados.
Investigação
Na ocasião, os denunciantes relataram sobre um esquema criminoso envolvendo policiais militares nos bairros Paupina e Coaçu, especificamente na comunidade Pôr do Sol e no condomínio Residencial dos Escritores.
Conforme a denúncia, os policiais militares estariam recebendo propina de traficantes da região para evitarem a ação policial naquela área, permitindo o livre comércio de drogas na área.
“Era um verdadeiro consórcio do crime de policiais que atuavam na região da Grande Messejana com traficantes de uma determinada organização criminosa praticando crimes de corrupção, extorsão, facilitação do comércio de drogas, inclusive, comunicando quando haveria ação de repressão da polícia naquela localidade, para permitir que os traficantes continuassem o comércio livremente”, disse o promotor Adriano Saraiva, coordenador do Gaeco.
De acordo com o promotor, os policiais investigados agiam no momento que estavam em serviço.
“Ele atuavam com todo aparato da polícia. Estavam no exercício das funções, utilizando as viaturas, utilizando pesquisas nos sistemas policiais. Com essas informações, eles passavam isso para os traficantes e aí ocorria todo tipo de crime”, falou o promotor.