
Ivanildo Sousa Freitas, o ‘Alok’ ou ‘Magneto’, tem 32 anos e é investigado por ser líder da facção Comando Vermelho (CV) nos bairros Bela Vista, Planalto Pici, Rodolfo Teófilo e no município de Maracanaú. Ivanildo é o protagonista da música “Tropa do Alok” – funk que já acumula mais de 200 mil reproduções, somente no Spotify.
A música que exalta o investigado começou a ter “sucesso” no Ceará durante o carnaval de 2026, sendo reproduzida em bailes, festas e trends nas redes sociais. Apesar da “fama”, informações pessoais e fotos do ‘Alok’ só começaram a ser compartilhadas na mídia no último domingo (26), quando o compositor da canção, o ‘MC Black da Penha’, foi preso.
Em depoimento, o cantor confessou que escreveu a música, mas disse que não conhece ‘Alok’ pessoalmente. O ‘MC Black da Penha’ foi autuado pelo crime de favorecimento ao domínio social estruturado, por fazer “exaltação de frentes operacionais da referida organização criminosa ultraviolenta”, aponta a investigação.
“Tropa do Alok”: de desconhecido a criminoso homenageado
Postada nas plataformas em 13 de fevereiro de 2026, a música dos cantores ‘DJ Gs da Reta Velha’, ‘DJ Claudinho Mpc’, ‘DJ Fh Mídia’ e ‘MC Black da Penha’ já foi reproduzida mais de 217.858 vezes somente no Spotify.

A equipe de reportagem analisou alguns dos mais de 2 mil vídeos postados no TikTok, com a música. Nas legendas, a maioria do usuários escreve uma frase usada para simbolizar quem domina a região: “Você sabe que o baile ficou bom quando toca essa”.
A frase vem acompanhada de símbolos e números associados pelas autoridades à facção criminosa Comando Vermelho, como por exemplo: os emojis de trem, bandeira vermelha, faixa-preta, urso (em referência a ‘Doca’, nº 1 do CV no Brasil) e o “tudo dois”.
De entregador a chefe do CV: onde está ‘Alok’ hoje?
Ivanildo Sousa Freitas nasceu em Fortaleza e tem endereço registrado na Rua Viriato Ribeiro, no bairro Bela Vista, em Fortaleza. Segundo documentos da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco), antes de ser chamado de ‘Alok’, o homem com pouco mais de 30 anos chegou a trabalhar como entregador.
Atualmente, ‘Alok’ encontra-se homiziado, ou seja, escondido, em uma das comunidades do Rio de Janeiro, ao lado de alguns dos maiores líderes do Comando Vermelho no país.
Em um dos depoimentos sigilosos feitos à Draco, o nome de ‘Alok’ é citado junto ao nome de Anastácio Paiva Pereira, o ‘Doze’ – que está na lista de mais procurados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE).














