(crédito: reprodução )

O blogueiro Wellington Macedo deixou o Complexo Penitenciário da Papuda nessa sexta-feira (15/10). Macedo estava preso desde 3 de setembro por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). O cearense faz parte do inquérito 4.879, que investiga a organização e o financiamento das manifestações de 7 de setembro a favor do governo.

Após visita ao blogueiro, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) publicou um relatório informando que Wellington se encontrava muito fraco. “O preso se mostra muito fraco, muito abatido e falando baixo, além de chorar constantemente. Informou que já foi atendido por um médico e por dois psicólogos em momentos distintos, mas que as consultas têm sido protocolares, já que os profissionais não o examinam e apenas perguntam se está tudo bem e o que ele quer”.

Segundo a advogada de Macedo, Mônica Holanda, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, aceitou o pedido da defesa para que o youtuber tivesse prisão domiciliar por conta dos problemas de saúde.

“No primeiro parlatório virtual, quando fazia 15 dias que ele estava preso, tomei um susto. Pela aparência física, parecia que tinha perdido uns dez quilos. Hoje ele mal tem condições de se locomover dentro da cela”, afirmou a advogada ao portal Gazeta do Povo.

“Isso tem a ver com o estado emocional. Como jornalista ele não deveria estar preso por emitir opinião. Ele sabe que é uma prisão ilegal. Além disso, as coisas dele foram confiscadas e ele está desde então sem visita. Ele ganhava por produção, e desde o dia 3 a entrada de dinheiro dele foi bloqueada por determinação do Alexandre de Moraes”, complementou.

Por determinação de Moraes, Wellington não poderá ter acesso às redes sociais ou receber visitas. Além disso, ele deve permanecer usando tornozeleira eletrônica.

O jornalista está com todos seus canais digitais suspensos, por ordem de Moraes, e teve alguns equipamentos eletrônicos retidos, segundo a advogada.

 

 

 

Nordeste Notícia
Fonte: Correio Brasiliense/Mariana Fernandes/Yasmin Ibrahim

       
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