Centenas de candidatos formaram filas desde a noite deste domingo (21) para concorrer a uma das vagas de emprego ofertadas por uma empresa do ramo da construção civil, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Fortaleza. Na manhã desta segunda-feira (22), após 12 horas de espera, por volta de 8h30, os funcionários foram orientados que os currículos fossem deixados em uma caixa de papelão.

O Sistema Nacional de Emprego Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT) informou que são ofertadas 170 vagas no processo seletivo. Os candidatos passarão por uma triagem dos currículos e, em seguida, serão selecionados para uma entrevista.

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O candidato Mateus Brito disse que chegou na fila durante a noite deste domingo (21) e está desempregado desde dezembro. “Quando eu cheguei 20h já tinha em torno de 200 pessoas na fila”, disse .

Candidatos jantaram à espera da seleção em São Gonçalo do Amarante. — Foto: Mateus Ribeiro/Arquivo Pessoal

Candidatos jantaram à espera da seleção em São Gonçalo do Amarante. — Foto: Mateus Ribeiro/Arquivo Pessoal

Mateus aproveitou para fazer amizades e jantou com outros candidatos na fila de espera. “Ficamos amigos na fila. Jantamos Aqui. Tem pessoas de todos os locais: Caucaia, Pecém, Trairi, Mundaú e outras localidades”.

O candidato a vaga de servente, Deljunior Costa, desempregado há 4 anos, chegou por volta de 18h deste domingo e apesar de ver a multidão de concorrentes não perdeu as esperanças.” A gente sempre tem que ter fé em Deus para conseguir. Pode ser que der certo”, acrescentou.

 São 170 vagas destinadas para uma empresa de construção civil no Ceará.  — Foto: Almir Gadelha/ TV Verdes Mares

São 170 vagas destinadas para uma empresa de construção civil no Ceará. — Foto: Almir Gadelha/ TV Verdes Mares

Falta de organização

De acordo com o candidato Washington faltou uma melhor organização. Os currículos estão sendo colocados em uma espécie de urna feita de caixa de papelão e não está sendo feita nenhuma entrevista no local. O homem que está sem emprego há 1 ano espera conseguir voltar ao mercado de trabalho.

“Eu sou de Paracuru, cheguei 16h da tarde do domingo. Está todo mundo revoltado porque eles só mandaram colocar o currículo na urna, não teve seleção, não teve entrevista, poderia ter sido melhor e nem precisava dormir na fila” , acrescentou.

Nordeste Notícia
Fonte: G1

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