
Uma farmácia em Sobral foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 80 mil em indenização por assédio moral contra uma supervisora.
A rede de farmácias Drogasil foi condenada pela Justiça do Trabalho em Sobral a pagar cerca de R$ 80 mil em indenizações a uma supervisora vítima de assédio moral. A decisão reconheceu que a funcionária sofreu sobrecarga de funções, perseguições psicológicas e humilhações constantes, o que levou ao diagnóstico de burnout, depressão e ansiedade.
A trabalhadora foi contratada em 2019 como atendente e promovida a supervisora em 2021, mas continuou acumulando funções de atendente. Segundo a sentença, ela era alvo de gritos, zombarias e comentários depreciativos feitos pelo gerente, além de bullying por parte de colegas. O ambiente hostil impactou sua vida pessoal, levando até seu filho menor de idade a necessitar de acompanhamento terapêutico. A perícia confirmou a incapacidade laboral parcial e temporária da vítima.
Na decisão, a juíza Maria Rafaela de Castro, da 1ª Vara do Trabalho de Sobral, considerou que o trabalho agravou os transtornos psíquicos da funcionária e tornou a relação insustentável. Além dos R$ 50 mil por danos morais, a condenação inclui aviso-prévio indenizado, férias proporcionais, 13º salário, FGTS com multa de 40%, seguro-desemprego, estabilidade acidentária de 12 meses, honorários advocatícios e periciais, além de um adicional salarial de 20% por acúmulo de função.
A defesa da Drogasil alegou que o contrato seguiu a legalidade, que as horas extras foram pagas ou compensadas e negou a existência de assédio ou perseguição. No entanto, a Justiça entendeu que havia provas suficientes dos abusos e manteve a condenação. O processo ainda está em fase recursal.













