
Pelo menos 10 mães estão apavoradas por terem recebido ligações de um homem dizendo que teria abusado sexualmente das filhas delas. As meninas são modelos na capital e têm idade entre 4 e 10 anos. O grupo de mães está registrando Boletim de Ocorrência na manhã desta segunda-feira (12), na Delegacia da Criança e do Adolescente (Dececa), em Fortaleza.
Duas mães relataram ao Tribuna do Ceará que as ligações foram feitas na última sexta-feira (9). O contato telefônico foi semelhante: o homem usava um número privado, citava os nomes das mães e das garotas. “Ele me chamou pelo apelido, disse que tirou a calcinha da minha filha e fez sexo oral com ela”, afirmou a mãe de uma menina de 4 anos. Elas querem a quebra do sigilo telefônico, para descobrir quem teria feito os telefonemas.
“Se era para dar um golpe, não deu tempo. Foi um susto, fiquei tão nervosa, que desliguei o telefone. Mas, se fosse uma pessoa do nosso convívio, ela ia me ligar para dizer? É alguém que gosta de plantar o terror”, desabafa.
A mãe de outra garota, de 9 anos, contou ao Tribuna do Ceará que a ligação foi feita no mesmo dia, na última sexta-feira, com o mesmo conteúdo. “Também recebi a ligação e juro que passei mal na hora. Entrei em choque (…) Ela saía um pouco perto de mim, eu ficava louca. O pai dela ligando cada minuto com medo também”.
Uma delas chama atenção para o fato de que só há relatos de mães que publicam o telefone nas redes sociais. As informações, como nome, apelido e telefone, são divulgadas no Instagram das garotas como forma de facilitar que as agências entrem em contato, mas elas garantem que tudo é monitorado 24 horas. “Eu que publico no Instagram, e ela está sempre comigo, 24 horas. O único momento que não estou com ela é na escola”, conta a mãe da menina de 4 anos.
Casos semelhantes
As denunciantes souberam a semelhança dos casos após uma delas informar, em um grupo no Whatsapp, ter recebido a ligação. Logo apareceram novos depoimentos de mães que passaram pela mesma situação. Veja alguns:
“Também recebi essa ligação, fiquei super aflita e sem chão, porque nunca passei por isso. E, quando se trata de filhos, mexe muito com a gente. Passei o resto da noite sem dormir”.
“O homem tinha voz grossa, disse que iria pegar a (…) e falou o que ia fazer com ela”.
“Já me ligou várias vezes, mas nunca atendo, pois é privado. Ontem me ligou 21h39. Já ligou de madrugada”.
“É a segunda vez no meu número”.
“Só de imaginar, dá uma coisa ruim, quem faz esse tipo de coisa?”
*O Tribuna do Ceará não divulgou os nomes das mães das crianças para preservar a identidade. Elas pediram também que os nomes das agências onde as filhas atuam não fossem publicados.
















