A Justiça do Ceará absolveu Mucio Moura da Silva, que havia sido preso injustamente por um homicídio cometido em 2006. A perícia comprovou que o verdadeiro autor do crime foi seu irmão, Marcelo Henrique Moura da Silva, que usava a identidade de Mucio para se esconder da polícia.
Mucio chegou a ser preso em 2024 e monitorado por tornozeleira eletrônica, mas sua defesa alegou erro na identificação civil. A Coordenadoria de Identificação Humana da Perícia Forense do Ceará realizou exame papiloscópico e confirmou que as impressões digitais não coincidiam com as do prontuário usado pelo criminoso. Testemunhos e documentos também reforçaram que Marcelo, foragido do sistema prisional do Rio Grande do Norte desde 1999, assumiu a identidade do irmão para praticar o assassinato de Francisco Bezerra de Andrade.
Com base nas provas, a juíza da 2ª Vara do Júri de Fortaleza considerou que manter Mucio no processo configuraria constrangimento ilegal e determinou sua absolvição imediata. Já em relação a Marcelo Henrique, a acusação foi acolhida e o prazo prescricional suspenso, já que ele permanece foragido e não apresentou defesa.













