Uma parede rochosa acinzentada e com fissuras naturais exibe diversas pinturas rupestres que lembram carimbos de mãos humanas em pigmento avermelhado. Os registros estão distribuídos por várias partes da pedra, com maior concentração de silhuetas de mãos em uma área plana à esquerda. Pequenos ninhos de terra circulares aparecem incrustados na rocha, criando um contraste de textura com as marcas ancestrais.
Legenda: Localizado em um afloramento rochoso de quase 18 mil metros quadrados, o sítio Córrego da Onça enfrenta o desafio do tempo e da ação humana. Foto: Reprodução/ Nonato Fernandes

Um sítio arqueológico localizado na Serra da Meruoca, em Massapê, revelou pinturas rupestres que comprovam a presença ancestral de povos indígenas na região antes da colonização. O local, conhecido como Córrego da Onça, reúne grafismos variados em rochas, com símbolos e formas geométricas que reforçam a importância histórica e cultural do interior cearense.

A área, que possui cerca de 18 mil m² de afloramento rochoso, foi identificada por pesquisadores como um registro único da ocupação humana pré-colonial. As pinturas ajudam a compreender práticas simbólicas e sociais de comunidades antigas, além de fortalecer a identidade cultural da Serra da Meruoca.

Especialistas alertam, no entanto, para os desafios de preservação. A ação do tempo e a interferência humana representam riscos à conservação das pinturas, o que torna urgente a adoção de políticas públicas voltadas para a proteção do sítio.

A descoberta tem repercutido entre estudiosos e moradores locais, reacendendo o debate sobre a valorização do patrimônio arqueológico e o potencial da região para o turismo cultural sustentável.

Diário do Nordeste

Comentários
  https://nordestenoticia.com.br/wp-content/uploads/2026/01/WhatsApp-Image-2026-01-16-at-07.47.43.jpeg  
Clique para entrar em contato.
 
Ajude-nos a crescer ainda mais curtindo nossa página!
   
Clique na imagem para enviar sua notícia!