O policial militar Khlisto Sanderson Ibiapino de Albuquerque, preso em 2022 após se passar por médico no Ceará, foi exonerado da Polícia Militar. A decisão foi tomada pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD) e publicada no Diário Oficial do Estado na última segunda-feira (19), após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

Conforme a CGD, as investigações apontaram que a prática não foi isolada. O policial teria realizado atendimentos clínicos de forma irregular em unidades de saúde de diferentes municípios do Ceará e também do Rio Grande do Norte, utilizando a identidade de um médico regularmente inscrito em conselho profissional.

O relatório destacou a existência de um conjunto de provas, incluindo depoimentos de testemunhas, boletins de ocorrência, documentos médicos falsificados e vídeos que registram a prisão em flagrante. Para a Controladoria, as condutas são incompatíveis com os valores e deveres da função policial militar.

A penalidade aplicada foi a demissão, considerada proporcional à gravidade das infrações disciplinares apuradas. Ele ainda pode recorrer da decisão. O ex-policial ainda pode recorrer da decisão dentro do prazo leal. Caso não haja recurso, ou após o julgamento final, a determinação será encaminhada à corporação para cumprimento imediato da medida.

O g1 tenta contato com a defesa de Khlisto Sanderson, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Entenda o caso

 

Policial foi preso no Hospital Municipal de Paraipaba. — Foto: Reprodução
Policial foi preso no Hospital Municipal de Paraipaba. — Foto: Reprodução

O policial militar do Ceará Khlisto Sanderson Ibiapino de Albuquerque, de 34 anos, é investigado por exercer ilegalmente a medicina e por uma série de outros crimes. Ele foi preso em 2022, no Hospital Municipal de Paraipaba, no interior do Ceará, após se passar por médico e usar indevidamente o número de registro profissional (CRM) de outro profissional da saúde.

O caso veio à tona após denúncia do médico verdadeiro, que identificou o uso indevido de seus dados. A prefeita do município deu voz de prisão ao policial, que foi conduzido algemado, mas acabou solto em audiência de custódia, sem pagamento de fiança.

g1

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