Ciro e Tasso trocam cumprimentos durante evento do PSDB. Ao fundo, um grupo de pessoas, entre eles Roberto Cláudio
Legenda: Ciro começou a carreira política sob as bençãos de Tasso, depois eles se afastaram e agora voltam a integrar o mesmo partido Foto: Kid Jr
Quase três décadas depois de pedir desfiliação do PSDB, o ex-governador cearense Ciro Gomes está de volta à legenda tucana sob as bênçãos do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB). A filiação, na manhã desta quarta-feira (22), formaliza o realinhamento do político e da legenda que já lideraram o Estado, mas agora apostam na reaproximação como tentativa de sobrevivência.

Apesar do baixo desempenho nas últimas eleições, de ter visto seu grupo político reduzir e hoje ter como adversários antigos aliados, os movimentos de Ciro continuam reverberando. Desde que passou a ser cotado como candidato ao Governo do Ceará, ele foi assediado por várias siglas, arregimentou apoios, virou alvo da base governista e passou a ser uma das principais apostas da oposição para frear o domínio petista no Estado.

“Essa troca partidária (do PDT pelo PSDB) mexeu no tabuleiro da sucessão do governador Elmano de Freitas, trouxe de volta um protagonismo do qual o Tasso Jereissati parecia já ter lançado mão, o próprio PSDB ganha um novo fôlego, cria-se a expectativa de termos uma eleição mais competitiva, obriga o PL e o bolsonarismo radical nele obrigado a ser mais pragmático e menos ideologizado e obriga o governo a ceder mais espaços na chapa governamental”, analisa o professor de Teoria Política da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Emanuel Freitas.

 

 

Diário do Nordeste

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