Um esquema de desvio de armas e munições, incluindo fuzis, da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) do Ceará, é alvo de investigações. A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) enviou para o Poder Judiciário um inquérito policial que apurou a suspeita de que um policial penal estivesse participando do crime.

O processo é sigiloso e a CGD não disse se o investigado foi indiciado ou se outros servidores da Pasta estão envolvidos. Já o Ministério Público do Estado do Ceará, por meio da 106ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, disse por nota que está acompanhando as investigações do caso: “o órgão não poderá repassar mais informações, em virtude de o processo ser sigiloso”.

No último dia 13, a CGD instaurou Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), para apurar o caso no âmbito administrativo, o que pode resultar até na demissão do servidor.

A reportagem questionou a SAP quantas armas ‘sumiram’, mas não houve resposta sobre este número. Conforme uma fonte que acompanha o caso, o desaparecimento começou há meses e só no ano passado sumiram, pelo menos, 100 armas, entre fuzis e pistolas.

“A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização esclarece que o desaparecimento de armas de fogo da Secretaria, no ano de 2023, foi percebido e investigado pelo próprio corpo gestor da SAP”, conforme a Pasta.

Já a fonte, de identidade preservada, acrescentou que “quando tudo isso começou o secretário fez um inventário. Todo servidor com arma acautelada teve que apresentar a sua arma nesse inventário”.

A presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Ceará (Sindppen), Joélia Silveira, diz ter conhecimento da investigação, “porém até hoje não deram provas de nada”.

 

 

 

Diário do Nordeste

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