A terceira onda de casos de Covid-19 no Ceará surgiu em meio a uma epidemia de Influenza A — que persiste paralelamente — em meados de dezembro de forma progressiva. A partir do que é observado até agora, a tendência é que o crescimento de novos casos diários continue até pelo menos o começo de fevereiro. “Estamos subindo mais rápido e devemos também descer mais rápido”, avalia a epidemiologista Thereza Magalhães, pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Conforme Ricristhi Gonçalves, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretária da Saúde (Sesa), tem sido registrado um grande aumento na busca de testagem para Covid-19. “A gente já está em um patamar de realização de testes diários muito parecido com o que a gente viu na subida da segunda onda. A positividade está com aumento progressivo, quase alcançado 40%”, detalha. Segundo ela, o aumento é diluído nas regiões do Estado.

Esta terceira onda “está parecendo bem mais rápida” que a primeira e a segunda ondas em 2020 e 2021, respectivamente. A curva está em ascensão, mas, conforme a secretária, “não dá para precisar o quanto vai durar”.

A epidemiologista Thereza Magalhães afirma que “certamente teremos mais casos nesta onda do que nas duas anteriores”. “Comparando com as ondas anteriores é possível constatar que estamos subindo mais rápido e que devemos também descer mais rápido, mas a descida não será agora, pois ainda estamos subindo”, diz.

 

 

Nordeste Notícia
Fonte: O Povo

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