
Uma família de Fortaleza passou pelo que descrevem como um “efeito dominó” do novo coronavírus. Desde abril, 10 parentes foram contaminados e outras 7 apresentaram sintomas da doença. Apesar dos momentos de tensão, todos se recuperaram da doença.
Além disso, cinco precisaram ser internados para tratar a Covid-19. A última paciente foi uma idosa de 95 anos, que estava internada no Hospital de Campanha do Presidente Vargas.
O grupo cumpria o isolamento social em suas respectivas casas no bairro Parangaba; as residências são vizinhas e separadas por um quintal. Segundo relatos dos familiares infectados, a doença foi observada de diferentes maneiras: em alguns, assintomática. Em outros, sintomas mais brandos como ausência de olfato e paladar. Grande parte, porém, teve que lidar com o “pacote completo”, desde sintomas brandos até os mais intensos, como diarreia e falta de ar.
“A primeira pessoa da família que pegou, a gente acha que foi o meu pai. Ele começou a sentir os sintomas no dia 25 de abril”, relata Luana Cavalcante, 24. A assistente em administração mora com os pais e uma tia idosa, e acredita que o contágio se iniciou após o contato com um primo, que estava assintomático. “Aqui mesmo, ninguém saía de casa. A gente pagava boleto pela Internet, pedia compras pelo WhatsApp. Pra sair, tinha que ser algo muito necessário”.
Ela e os parentes começaram a questionar a possível presença do coronavírus depois que o pai apresentou febre, falta de apetite e fraqueza. Restou pouco tempo para dúvida. Três dias depois, Luana e sua mãe tiveram os mesmos sinais, além de diarreia, dor de cabeça e “garganta muito inflamada”. A ausência de olfato também veio, porém, ela ressalta que os sintomas nem sempre se manifestavam ao mesmo tempo.
“Foi como um efeito dominó, um ficando doente atrás do outro, e não tinha mais como controlar. Assim que eu tive os sintomas, me tranquei dentro do quarto, minha mãe colocava as coisas na cadeira do lado de fora pra eu pegar. A gente foi se isolando”, conta.
Fonte: G1