cientista segura amosta do superfungo Candida auris
Legenda: Geralmente, o fungo acomete pacientes em estado grave, que permanecem por longos períodos em unidades intensivas de tratamento Foto: Shutterstock
O Hospital Estadual do Servidor de São Paulo informou ter registrado, neste ano, 15 casos do Candida auris (C. auris), conhecido como “superfungo“, de alta transmissão e resistência aos medicamentos antifúngicos.

Conforme comunicado da unidade de saúde, dos 15 pacientes identificados com o fungo, apenas um teve infecção. Trata-se de um idoso, de 73 anos, que tinha uma série de comorbidades e morreu.

Segundo o hospital, a morte não está diretamente associada à infecção, mas as complicações de cirurgias. As informações são do portal g1.

“A gente acredita que não foi por causa da Candida, porque ele estava usando antifúngico e as culturas seguintes mostraram que o fungo não cresceu. Então, acredito que ele morreu em consequência da própria doença que já veio para o hospital”, afirmou a infectologista Andrea Almeida, do Hospital do Servidor.

Já referente aos outros 14 pacientes identificados com o superfungo, a maior parte já recebeu alta, mas deve permanecer em isolamento para evitar a transmissão.

Em nota, o Hospital do Servidor informou que manterá as medidas de controle e segurança, como o isolamento dos pacientes, higienização e treinamento de suas equipes sobre o assunto, até o meio do ano.

“O Hospital do Servidor Público Estadual notificou a Anvisa e adotou todas as medidas de segurança e controle, como a manutenção de pacientes em quartos individuais, higienização intensificada e treinamentos para as equipes”, reforçou a unidade.

“De acordo com o preconizado pelos órgãos de vigilância, a unidade segue realizando coletas mensais por seis meses para análise do cenário. Semanalmente, o HSPE se reúne com a Anvisa para relatar as ações e os resultados das coletas, reforçando as normas de controle de infecção em todo o hospital. Importante salientar que o óbito do paciente de 73 anos foi por causado complicações cirúrgicas e não em razão da infecção do fungo”, destacou o hospital.

O QUE É O SUPERFUNGO CANDIDA AURIS?

O superfungo Candida auris (C. auris) possui alta disseminação e resistência aos medicamentos antifúngicos. A espécie também tem a capacidade de infectar o sangue, levando a casos mais graves e, por vezes, letais.

Geralmente, o fungo acomete pacientes em estado grave, que permanecem por longos períodos em unidades intensivas de tratamento.

Outra característica que torna a espécie preocupante é sua capacidade de sobreviver por meses em superfícies como macas, móveis e instrumentos.

É possível, por exemplo, que indivíduos saudáveis transportem o fungo entre unidades hospitalares sem saber. A transmissão, contudo, se dá somente pelo contato direto com objetos ou pessoas infectadas.

No Brasil, a espécie foi primeiramente identificada no cateter de um paciente num hospital de Salvador, em dezembro de 2020. Nesse primeiro surto, 15 pessoas foram infectadas. Uma única outra infecção foi identificada também em Salvador, em dezembro de 2021.

Os sintomas comuns da infecção pelo fungo são febre e calafrios que não melhoram após o tratamento com antibióticos, além da ausência de infecção bacteriana, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos.

 

 

 

g1

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