Foi dada aprovação à primeira vacina contra Covid-19 no Brasil para ser aplicada em adolescentes. O imunizante da Pfizer recebeu aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para crianças e adolescentes com 12 anos ou mais. Estados Unidos, Canadá e Europa também deram sinal verde à única vacina até agora com autorização para uso em crianças e adolescentes no mundo.

No Ceará, pelo menos 704.852 cearenses com idades entre 12 e 15 anos, conforme projeção do IBGE, passaram a integrar o grupo de pessoas que podem ser vacinadas contra a Covid-19. A autorização para uso da vacina da Pfizer ocorreu na sexta-feira, 11, quase um mês após a fabricante apresentar o pedido à agência, protocolado em 13 de maio.

Vacina da Pfizer é a primeira a ter aval para adolescentes (Foto: JOEL SAGET / AFP)

Segundo a Anvisa, a liberação foi aprovada após a Pfizer comprovar, através de estudos desenvolvidos fora do Brasil, a segurança e eficácia da vacina para este grupo. O antígeno já havia sido liberado para maiores de 16 anos e foi o primeiro a obter registro definitivo no Brasil, em fevereiro deste ano. Atualmente, o imunizante é o único no País que pode ser utilizado em pessoas com menos de 18 anos.

Especialistas ouvidos pelo O POVO elogiaram a decisão da Anvisa e apontaram que, com a ampliação do grupo apto a receber a vacina, são maiores as chances do Brasil controlar a pandemia. Eles ressaltam, no entanto, que para isso acontecer, o Ministério da Saúde deve ampliar a oferta de imunizantes e acelerar o ritmo da campanha nacional de vacinação.

O imunologista Cícero Inácio diz que a decisão da agência reguladora brasileira deve ser comemorada, uma vez que já existem estudos internacionais comprovando a efetividade da vacina no mesmo grupo. “Já foram feitos estudos em outros países, como Estados Unidos e Reino Unido, então a Anvisa apenas carreou os resultados positivos de lá e confirmou as decisões de agências internacionais. Foi uma decisão muito acertada, porque a Pfizer é uma vacina muito eficiente e com poucos relatos de efeitos colaterais”, comenta.

Cristh sugere que, quanto maior o número de crianças vacinadas, menor será o alcance da cadeia de transmissão do coronavírus. “Imunizando as crianças e adolescentes, teremos menos chances deles contraírem a doença e, consequentemente, de transmitir para seus familiares.”, analisa.

A médica ainda lembra que as estatísticas de casos graves sejam menores entre criança. ”A grande maioria das crianças, até 90%, desenvolvem a forma leve da doença. Então, quanto mais possibilidades de garantir imunização a esse público, menos possibilidades de mortes teremos.”

 

 

 

Nordeste Notícia
Fonte: O Povo

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