'Gegê do Mangue' e 'Paca' foram mortos a tiros em uma emboscada preparada pela própria facção. — Foto: Reprodução
‘Gegê do Mangue’ e ‘Paca’ foram mortos a tiros em uma emboscada preparada pela própria facção. — Foto: Reprodução

Um dos 10 acusados de matar dois chefes de uma facção criminosa paulista em um atentado cinematográfico na Grande Fortaleza foi transferido para presídio federal. Carlenilto Pereira Maltas estava na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto, a CPPL III, em Itaitinga, e foi encaminhado para uma unidade de segurança máxima.

De acordo com a Justiça Federal, o homem foi para a Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal, onde está custodiada a cúpula da organização criminosa, incluindo Marcos William Herbas Camacho, o ‘Marcola’. A transferência aconteceu no último dia 11 de dezembro, após determinação judicial proferida na 15ª Vara da Justiça Federal de Brasília.

Carlenilto Pereira Maltas foi preso em abril do ano passado. — Foto: Divulgação
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Carlenilto Pereira Maltas foi preso em abril do ano passado. — Foto: Divulgação

A Seção Judiciária do Distrito Federal informou não poder divulgar o que motivou a decisão, porque o caso segue em segredo de Justiça. Carlenilto é acusado de assassinar Rogério Jeremias de Simone, o ‘Gegê do Mangue’, e Fabiano Alves de Souza, o ‘Paca’.

duplo homicídio aconteceu em fevereiro de 2018, em uma reserva indígena na cidade de Aquiraz. Carlenilto foi preso mais de um ano após os assassinatos. Em abril de 2019, a Polícia Federal cumpriu o mandado de prisão em aberto contra ele, ao localizá-lo em Sergipe.

G1 entrou em contato com a defesa de Carlenilto e foi informado por uma das advogadas que a manifestação sobre a transferência só será feita nos autos do processo. Em outras ocasiões, como à época da prisão do acusado, outros advogados chegaram a afirmar que o homem era inocente e que em determinado momento iria demonstrar não ter existido relação sua com os fatos, e não ter pertencido à facção.

Acusação

O nome de Carlenilto Pereira Maltas chegou a constar na lista dos criminosos mais procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol. Ele é réu por homicídio qualificado, organização criminosa e concurso de pessoas.

Segundo investigação da Polícia Civil do Ceará, o homem estava no helicóptero onde as vítimas foram transportadas até a emboscada, em Aquiraz. Além de Maltas, também estão em prisões federais outros réus pelo duplo assassinato, como o piloto Felipe Ramos Morais; Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como ‘Fuminho’; e André Luís da Costa Lopes, o ‘Andrezinho da Baixada’.

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