Duas vítimas da chacina de Quiterianópolis, no Ceará, tinham antecedentes criminais e uma
O sobrevivente da chacina com cinco mortes neste domingo (18) em uma residência na cidade de Quiterianópolis, a 410 quilômetros de Fortaleza, foi baleado na perna e internado em hospital. As vítimas consumiam bebidas alcoólicas quando quatro homens armados entraram no local, pediram para as vítimas ficarem deitadas e efetuaram disparos.

Uma testemunha afirmou ao G1 que o sobrevivente estava no alpendre da casa e presenciou a matança. Após levar o tiro na perna, ele ficou caído, se recuperou e pediu ajuda de vizinhos, depois que os criminosos deixaram o local.

Segundo o delegado Adriano Queiroz, foram apreendidos armas e um aparelho celular de uma das vítimas.

Invasão e tiros

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O bando criminosos invadiu o local armado e encontrou José Reinaque Rodrigues de Andrade, de 31 anos, no quintal, e Antônio Leonardo Oliveira Silva, de 19 anos, na cozinha.

Os criminosos ordenaram que seis deles fossem para fora do imóvel e que ficassem deitados no chão para serem executados. O sexto é justamente o jovem que fingiu estar morto após ser baleado. Outras quatro pessoas que estavam na casa foram poupadas.

Três vítimas da chacina não possuíam antecedentes criminais — Foto: Wandenberg Belém/Sistema Verdes Mares

Três vítimas da chacina não possuíam antecedentes criminais — Foto: Wandenberg Belém/Sistema Verdes Mares

Passagens pela polícia

Duas vítimas da chacina tinham passagens pela polícia (veja no vídeo no início da reportagem). Uma delas usava tornozeleira eletrônica, segundo a Secretaria da Segurança. Irineu Simão do Nascimento, 25 anos, tinha antecedentes criminais por roubo e associação criminosa, e Reinaque respondia por roubo e era monitorado por tornozeleira eletrônica.

As outras três vítimas da chacina não tinham antecedentes criminais. Além de Leonardo, elas foram identificadas como Etivaldo Silva Gomes, de 23 anos, e Gionnar Coelho Loiola, de 31 anos.

Gionnar era cirurgião-dentista, morava e trabalhava na cidade de Novo Oriente, segundo informações do irmão dele, o jornalista Nathan Loiola. De acordo com o familiar, Gionnar tinha ido a Quiterianópolis para um almoço.

Marcas de balas na parede da residência onde aconteceu a chacina. — Foto: Wandenberg Belém/Sistema Verdes Mares

Marcas de balas na parede da residência onde aconteceu a chacina. — Foto: Wandenberg Belém/Sistema Verdes Mares

Histórico de execuções

Não é a primeira vez que o município tem uma ocorrência do tipo. Em julho de 2018, quatro pessoas da mesma família – mãe, dois irmãos gêmeos e um tio dos jovens – estavam em um sítio na zona rural de Quiterianópolis, quando foram abordados por homens armados que chegaram em um veículo.

Os criminosos efetuaram diversos disparos contra as vítimas. Três morreram no local – e a mãe dos gêmeos chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

O caso mais deste domingo foi a segunda chacina registrada no Ceará em 2020. A primeira ocorreu no dia 14 de maio, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza. O crime resultou em quatro pessoas mortas a tiros, dentro de uma residência. Até então, o estado não registrava uma chacina havia um ano e um mês.

Nordeste Notícia
Fonte: G1

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