José Cláudio Dias da Silva morreu durante briga em balneário em Barbalha; ele completaria 35 anos nesta terça-feira (13). — Foto: Arquivo pessoal

Um pedreiro de 34 anos foi morto a tiros por um policial civil durante uma confusão em um balneário no Sítio Malhada, na cidade de Barbalha, no interior do Ceará, na tarde deste domingo (11). A vítima faria aniversário na próxima terça-feira (13). O policial disse que atirou para se defender, mas a família do pedreiro contesta.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), cujo procedimento será transferido para a Delegacia Municipal de Barbalha.

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O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) afirma que imagens registradas no clube e apresentadas pelo advogado à autoridade policial mostram uma pessoa tentando tomar a arma do agente, que atirou para se defender. O Sinpol ressalta que o policial foi acompanhando por um diretor da entidade e está recebendo apoio jurídico do Sindicato.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em depoimento, o policial informou que tentou intervir em uma discussão envolvendo outras duas pessoas, “no momento em que um dos envolvidos na discussão teria tentado tomar a arma” do agente, ocorrendo o disparo.

O policial civil, que estava de folga e se apresentou de forma espontânea a equipes do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) da Polícia Militar do Ceará (PMCE) após o crime e foi encaminhado a uma delegacia. A arma do policial foi entregue à Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).


Família

De acordo com o aposentado Manoel Robervan Dias da Silva, irmão da vítima, José Cláudio Dias da Silva havia ido ao local com um grupo de amigos, em uma excursão que partiu da cidade do Crato, onde ele morava com a família.

Próximo ao horário do retorno, segundo Manoel, José Cláudio estava tirando as cinzas de uma churrasqueira e se preparava para ir embora quando um homem começou a provocá-lo. “Ele ficou perguntando por que o Cláudio estava olhando para ele e o empurrou. Meu irmão não aguentou, revidou e deu um murro no homem”, relembra.

Conforme Manoel, após a briga, o homem envolvido na confusão correu e chamou o policial civil para defendê-lo. “Ele ficou mostrando a arma, meu irmão tentou se defender e ele atirou”, afirma. José Cláudio tinha antecedentes criminais por desobediência.

 

Nordeste Notícia
Fonte: SVM

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