Uma mochila que pode revolucionar a vida de quem não tem acesso a água potável. Criada por Rodrigo Belli, estudante de Design de Produto de 23 anos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio), o equipamento faz parte de um projeto denominado Água Camelo. A bolsa permite, de forma prática, que qualquer pessoa faça a filtragem da água sem a necessidade de grandes equipamentos.

 

© Fotos: Projeto Água Camelo/Reprodução © Veronica Raner
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Cerca de 50 pessoas de 11 famílias diferentes já foram beneficiadas pelo projeto. Elas são moradoras de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O bairro abrigou por muitos anos o maior lixão da América Latina.

Suellen Costa, uma das moradoras que recebeu a mochila, disse, em entrevista ao “G1”, que a qualidade da água melhorou muito. “[Antes ela] estava com gosto de água pesada, ruim, e a qualidade melhorou, parece água mineral. De mês em mês, eu parava com meus filhos nos hospitais e os médicos não descobriram o que que era. Depois da mochila minha vida melhorou muito”, comemorou.

© Fotos: Projeto Água Camelo/Reprodução

O kit fornecido permite acesso a água potável por um período de até dez anos. Ele é composto pela mochila, que vem equipada com um filtro portátil de água e um suporte para pendurá-la na parede. Ao “G1”, Rodrigo contou que a bolsa permite que uma pessoa cumpra todas as etapas da filtragem.

O preço de cada unidade da mochila é de R$ 350. O projeto Água Camelo conta com doações voluntárias para levar cada vez mais bolsas às famílias necessitadas.

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