Primeira fase da pesquisa foi realizada na região norte e no Cariri cearense — Foto: Secretaria da Saúde

Pesquisa realizada pelo governo do Ceará em parceria com o Instituto Opnus mostrou que 25,6 mil pessoas nos municípios de Sobral e Iguatu já podem ter desenvolvido anticorpos para a Covid-19. Nas duas cidades o número de pessoas em contato com o vírus pode chegar a 57,3 mil somando-se aquelas que estão com o vírus ativo e as que já desenvolveram anticorpos.

Para chegar a esse número, os técnicos aplicaram testes em 1,5 mil pessoas nas duas cidades (800 em Sobral e 700 em Iguatu) e projetaram os resultados sobre a população total.

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De acordo com Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde (Sesa), em Sobral 24 mil pessoas já podem ter anticorpos, enquanto o vírus foi considerado ativo em 30,2 mil casos. Os primeiros casos registrados na cidade datam de meados de março.

“Observamos lá muitos pacientes com coronavírus, mas assintomáticos. As pessoas sem sintomas precisam tomar medidas preventivas também, porque elas têm potencial de contaminação”, ressalta a secretária.

Em relação ao município de Iguatu, no Cariri cearense, a pesquisa apontou o movimento da doença em áreas até então menos afetadas. Lá, apenas 7,71% dos testes indicaram resultado positivo. A projeção indica que 7,9 mil pessoas da cidade tiveram algum contato com o vírus, a maioria com o agente infeccioso ainda ativo, e só 1,6 mil com anticorpos detectados.

Magda Almeida avalia que o baixo índice de testes positivos na cidade pode ser explicado pelo fato da Covid-19 ser recém-chegada no município. “Significa que a chegada da epidemia lá ainda é recente, as pessoas estão sendo infectadas agora, não tiveram tempo nem de desenvolver anticorpos”, conclui.

Veja outras informações da plataforma:

  • A taxa de ocupação das UTIs cearenses é de 72,24%;
  • A taxa de ocupação das enfermarias cearenses é de 40,36%;
  • A letalidade da doença no Estado é de 5,1%.

Os números apresentados pela Secretaria da Saúde são atualizados permanentemente e fazem referência à disponibilidade dos resultados dos testes para detectar a presença dos vírus, ou seja, não necessariamente correspondem à data da morte ou do início da apresentação dos sintomas pelo paciente.

Nordeste Notícia
Fonte: G1

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