O governador do Ceará Camilo Santana prorrogou o decreto de isolamento social no Ceará até dia 31 de maio, com manutenção do lockdown na capital. O anúncio foi feito em conjunto com o Prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio na noite desta quarta-feira (20), por meio de uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Esta é a quinta vez que o governo estende o prazo do decreto desde o início da pandemia no estado, em março.

Camilo reafirmou que vai apresentar plano com fases de retorno da economia do Ceará e, a partir de junho, retomar as atividades de forma gradual.

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No dia 5 de maio, Camilo havia prorrogado o decreto pela quarta vez, com medidas mais rígidas de isolamento para a capital Fortaleza, que entrou em lockdown três dias depois, em 8 de maio. As medidas na capital incluíam a proibição de deslocamento de veículos e pessoas sem justificativa, além do uso obrigatório de máscara e instalação de barreiras sanitárias para fiscalizar o fluxo de carros nas entradas e saídas da cidade.

Tendência de estabilização

Tanto o governador quanto o prefeito ressaltaram nesta noite a necessidade do isolamento social, ainda que na capital, pela primeira vez, haja uma tendência de estabilização de casos que, segundo Camilo, deve se confirmar nas próximas semanas conforme os estudos científicos da equipe técnica governamental.

“O isolamento social tem sido uma das principais medidas em relação a esse enfrentamento da pandemia”, reforçou Camilo Santana.

O prefeito Roberto Cláudio utilizou os dados de fluxo do tráfego para demonstrar a efetividade, ainda que parcial, da medida de isolamento em Fortaleza. Segundo ele, com o início do isolamento rígido na capital, a redução do fluxo de veículos nas ruas ficou em torno de 50%.

“Havendo isolamento, quando há redução de fluxo de trânsito, ela é acompanhada quase com a mesma tendência da redução também do número de casos”, disse o prefeito.

Ao comentar sobre os efeitos do isolamento na rotina do cidadão, o prefeito frisou a importância de garantir a proteção à vida.

“A gente entende que há desconfortos, impactos, consequências, temos inclusive empatia com esses tipos de angústia, de ansiedade que se gera de não poder visitar um pai, mudar a rotina do dia, não poder ter atividade física como se fazia. E, principalmente, temos consciência e estamos atentos para os efeitos econômicos que precisarão de uma política de retomada do governo e da prefeitura. Mas nenhum outro valor e nenhuma prioridade pode estar à frente, enquanto homens públicos, da proteção à vida”, enfatizou.

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