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Rakelly Matias Alves, de sete anos, foi sepultada no começo da tarde de ontem, no Cemitério São José, em Itaitinga (Região Metropolitana de Fortaleza). A menina, que estava desaparecida desde quarta-feira, 21, foi encontrada morta na noite do último sábado, 24. O corpo estava dentro de uma cacimba em um sítio próximo à residência da família. Ela foi asfixiada e o corpo teria sinais de violência sexual, segundo O POVO apurou.

O caseiro do sítio, José Leonardo de Vasconcelos Graciano, foi preso em flagrante pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Há suspeita de participação de outras duas pessoas no crime. Detalhes da investigação devem ser repassados à imprensa em entrevista coletiva hoje.

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Depois de ser morta por asfixia, o corpo de Rakelly foi escondido em um sofá da casa de Leonardo. Durante as buscas, a Polícia Militar chegou a ir ao sítio, mas não encontrou sinais da menina.

“A doutora Socorro (Portela, diretora da DHPP) chegou aqui disposta a solucionar o caso e por volta de umas 5 horas encontraram ela na cacimba”, relatou a tia da menina, Joice Amorim, sobre o último sábado. A familiar diz que Rakelly costumava ir até o sítio para brincar com outra criança, e que o caseiro e a família eram considerados de confiança.

“Ela era um anjinho, adorava criança, cuidava do irmãozinho mais novo. Ela respeitava todo mundo”, lembrou Joice.

Na primeira vez que a Polícia foi ao sítio, durante a busca pela criança, Leonardo chegou a conceder entrevistas, dizendo que a menina esteve lá, mas saiu e não foi vista mais. Ele chegou a dizer que a amava.

Prisão
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Leonardo foi preso e confessou que matou Rakelly, logo que o corpo foi encontrado. Ele chegou a dizer aos policiais que havia ingerido chumbinho (veneno para rato), foi socorrido, mas, na unidade de saúde, foi constatado que ele tinha mentido sobre o envenenamento.

Durante as buscas e a prisão de Leonardo, moradores da região tentaram invadir o sítio para linchar o suspeito, mas foram impedidos pelo Comando Tático Motorizado (Cotam), do Batalhão de Choque. Quando a Polícia saiu, as casas do proprietário e do caseiro foram incendiadas pela população.

Nordeste Notícia
Fonte: Diário do Nordeste/Jéssika Sisnando

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